PERFEITA PARA VITÓRIO RUSSO
Quinto livro da série “Noivas para os CEOs”
Descrição dos Personagens
Vitório Russo
Empresário italiano de renome internacional no setor de logística e transportes marítimos, Vitório é o típico homem que impõe respeito com um simples olhar. Alto, elegante, de cabelos escuros e olhos azul-claros hipnotizantes, tem uma presença marcante e um semblante quase sempre sério. Muitos o veem como um homem rígido, frio e meticuloso, mas isso não poderia estar mais longe da verdade — ao menos quando se trata de sua filha, Ágata.
Viúvo desde que a filha era um bebê, Vitório dedicou-se inteiramente à paternidade, sendo um pai afetuoso, paciente e absolutamente devoto. Com Ágata, ele é doce, protetor e encantador — revelando um lado que poucos conhecem. Entre bonecas e reuniões de diretoria, Vitório aprendeu a equilibrar o mundo dos negócios com o universo mágico de uma criança que é, para ele, tudo.
Seus amigos íntimos são Rafael, Luciano, Thiago e Matteo, com quem compartilha anos de amizade sólida. Na roda, Vitório é o mais reservado, mas também o mais confiável.
Ágata Emmanuella Russo
Com apenas cinco anos, Ágata é um raio de luz na vida de todos ao seu redor. Herdeira dos olhos azuis do pai e do sorriso encantador da mãe, é esperta, observadora e surpreendentemente madura para a idade. Sua inteligência doce e seu jeito meigo conquistam todos — inclusive Ana Letícia. Ela é a verdadeira ponte entre o pai e a mulher que o destino escolheu para ele.
Ana Letícia Campos
Designer gráfica e ilustradora de livros infantis, brasileira, independente, cheia de vida e segura de si — ou ao menos era, até ouvir o sotaque arrastado de Vitório e sentir seu mundo virar do avesso. Ana Letícia cresceu aprendendo a se proteger das ilusões do amor, criando uma armadura de humor afiado e convicções fortes. Depois de aceitar um contrato temporário para criar os materiais visuais de uma campanha beneficente promovida por Donatella Venturini, ela acaba conhecendo Vitório... e Ágata.
O que começa com desenhinhos para colorir e visitas ao jardim da Villa transforma-se, pouco a pouco, em uma amizade delicada com a menina — e uma tensão irresistível com o pai.
Família e Amigos
Donatella Venturini: A eterna cupido da série, é quem percebe a conexão entre Ana e a pequena Ágata — e, mais do que isso, quem dá o empurrão certeiro em Vitório.
Rafael, Luciano, Thiago, Vitório: Os amigos fiéis, que já enfrentaram o amor e agora servem como conselheiros e, às vezes, provocadores.
Capítulo 1 – Um Olhar Azul-Claro
O primeiro encontro entre Ana Letícia Campos e Vitório Russo não aconteceu em uma festa, muito menos em uma reunião de negócios. Aconteceu no jardim da Villa, sob a sombra de uma oliveira antiga, onde Ana estava sentada em um banco de pedra com seu tablet no colo, rabiscando ideias para um novo livro infantil.
— Você é a moça dos desenhos? — perguntou uma vozinha doce.
Ana levantou os olhos e viu uma menininha de olhos azul-claros, cabelo castanho claro preso em dois coques e um vestido branco que parecia ter saído de um conto de fadas.
— Depende — respondeu Ana, sorrindo. — Você é a princesa que pediu um unicórnio cor-de-rosa?
— Eu sou a Ágata — disse ela com firmeza. — E gosto mais de dragões do que de unicórnios.
Antes que Ana pudesse responder, sentiu a presença. Não apenas um vulto, mas uma presença real, poderosa, que parecia diminuir o espaço ao redor. Quando levantou os olhos, deu de cara com ele.
Vitório Russo.
A figura imponente, o terno perfeitamente ajustado, a barba por fazer e os olhos… Ah, os olhos. Um azul tão claro que parecia impossível serem reais. E a voz grave, carregada de sotaque italiano, que arrepiava até a espinha:
— Ágata, dolcezza, não se afaste tanto.
Ana engoliu em seco. A independência dela vacilou ali mesmo, na frente daquele homem de queixo firme e um olhar que, ainda sério, parecia guardar oceanos de ternura.
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Capítulo 2 – A Arte da Aproximação
Donatella adorava entrelaçar vidas. Por isso, quando soube que Ana Letícia se dava bem com Ágata, não perdeu tempo. Convidou Ana para dar aulas de desenho à pequena durante as tardes, alegando que a menina precisava desenvolver o lado criativo.
Ana aceitou, mais por Ágata do que por qualquer outro motivo — embora o sotaque de Vitório continuasse lhe causando um certo distúrbio cardíaco.
As tardes na Villa se tornaram seu novo refúgio. Ana passava horas com Ágata entre tintas, risadas e histórias inventadas. E, de vez em quando, sentia aquele olhar. Vitório, sempre à distância, observava com discrição, mas não com frieza.
— Você a entende — ele disse certa vez, enquanto trazia um suco para Ana e a filha. — Ágata… é muito sensível. Como a mãe era.
A dor suave por trás das palavras dele a tocou mais do que ela esperava. E, ali, Ana percebeu: aquele homem não era duro. Era quebrado em partes, com as peças coladas pelo amor a uma única criatura — sua filha.
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Capítulo 3 – Uma Noite, Uma Dança
O aniversário de Rafael e Luciano chegou, e com ele mais uma festa exuberante de Donatella. Ana quase recusou o convite, mas Vanessa insistiu. E quando chegou à Villa, com um vestido verde-esmeralda justo no corpo e cabelo solto em ondas, foi impossível para Vitório não notar.
Ele a viu chegar.
E ficou imóvel por alguns segundos, com o copo de vinho suspenso no ar, como se estivesse vendo algo que não sabia que desejava.
Mais tarde, sob o som suave da música, foi Ágata quem fez a ponte:
— Papai, por que você não dança com a Ana?
Vitório hesitou, mas não resistiu. Estendeu a mão e, sem dizer nada, levou Ana para o centro do salão.
A dança foi lenta, contida… mas carregada de eletricidade. O braço dele firme nas costas dela. O perfume suave de Ana. Os olhos fixos um no outro, como se dançassem em silêncio há muito tempo.
No final da música, ele não soltou sua mão de imediato.
— Você é diferente, Ana Letícia.
— E você é bem mais doce do que deixa parecer, senhor Russo.
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Capítulo 4 – Corações em Rascunho
Ana não sabia o que fazer com aquilo. Um homem viúvo, pai, e um tanto fechado. Mas havia algo nele… talvez o modo como dizia seu nome com o sotaque carregado. Ou o modo como olhava para Ágata como se o mundo inteiro estivesse ali.
Eles começaram a conversar mais. Pequenos encontros nos corredores, cafés breves, trocas de olhares que duravam segundos demais.
Um dia, depois de uma aula de desenho especialmente animada, Ágata correu até o pai com um papel nas mãos:
— Olha, papai! Eu desenhei nós três!
O desenho mostrava três bonequinhos de mãos dadas: Vitório, Ana e Ágata com um coração enorme sobre as cabeças.
Ele olhou para Ana. Ela sorriu, um pouco sem graça.
— Parece que temos uma artista romântica — disse ela.
Vitório dobrou o desenho com delicadeza, guardando no bolso do paletó.
— Parece que temos algo… que vale a pena cultivar.
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Capítulo 5 – Quando as Defesas Caem
Naquela noite, depois que Ágata adormeceu, Ana e Vitório conversaram no jardim, sentados à beira da fonte iluminada.
— Eu perdi muito quando perdi a mãe da Ágata — confessou ele, olhando as estrelas. — Prometi que nunca deixaria outra mulher confundir minha filha. Nunca apresentaria ninguém que pudesse partir... de novo.
— E agora? — Ana sussurrou.
Ele a olhou. Longamente.
— Agora... eu temo você, Ana Letícia. Porque não consigo não desejar o que você representa.
Ela aproximou-se, com os olhos marejados.
— Eu não sou uma promessa, Vitório. Eu sou uma escolha. E não estou aqui para substituir ninguém. Estou aqui para amar vocês dois. Se você deixar.
Ele não respondeu com palavras. Apenas a beijou — devagar, como se estivesse reaprendendo a tocar alguém. E ali, sob as estrelas e o perfume das rosas da Villa, o homem duro e sério mostrou que também sabia amar… com toda a intensidade do mundo.