Adrian Vale não precisou fazer alarde em sua chegada à Nova Zelândia. O homem que se apresentava aos outros como investidor cultural e filantropo não carregava consigo nem um resquício de ostentação. Seu passaporte humano estava impecável, suas identidades secundárias eram refinadas, suas contas bancárias, sólidas e discretas. Cada detalhe havia sido planejado para passar despercebido, porque ele sabia que sutileza e paciência eram armas mais afiadas do que qualquer ataque impetuoso. Ele se instalou numa pequena casa moderna, isolada por colinas e árvores nativas, com vista para o oceano que batia suavemente nas pedras da costa. Um local perfeito para se esconder e observar sem ser notado. Nenhuma câmera pública poderia detectar sua presença, e mesmo os satélites mais avançados não conseg

