O inverno havia chegado novamente à pequena cidade costeira onde viviam. Não era um inverno c***l, mas tinha aquela frieza constante que fazia a respiração tornar-se visível no ar nas primeiras horas da manhã. A casa estava aquecida, o jardim coberto por uma camada leve de geada que brilhava como cristal sob a luz fraca do sol nascente. Luian estava parado diante da janela, as mãos apoiadas no vidro frio, observando o mundo lá fora com uma concentração que já não era típica de uma criança pequena. Ele tinha quatro anos. Quatro anos de crescimento que não foram comuns, embora tenham sido cuidadosamente moldados para parecerem assim. Seu corpo era saudável, forte, perfeitamente humano aos olhos de qualquer médico. Ele corria, tropeçava, ria alto demais, fazia perguntas intermináveis e in

