Adriana Suspirei sendo acariciada lentamente por aqueles dedos. — Você disse que eu a deixei sem nada... — Precisei de grana pra comer, assim, acabei voltando a fazer programa. A respiração suave, tão perto do meu ouvido, trazia temor que a qualquer momento esse quadro mudasse. — Os cartões bloqueados, a conta restrita, nada funcionou, nem trocando de senha. Tentei usando o telefone da vizinha. — Eu não fiz isso Adriana, cumpri com o acordo, mas vi que algo estava errado depois que passou um tempo da sua partida, quer dizer, fulga. Notei que não havia mudanças de valores, impossível para uma mulher morando sozinha. Acredita em mim? — Achei que seu rancor se prestaria a isso. — Nunca, e digo mais, deveria ter ido ao banco, conversado com o gerente, ter vindo falar comigo, mesmo que

