capítulo 3

1320 Palavras
No dia seguinte como prometido, eu consegui ver Christian. Quando entrei naquele quarto e o vi deitado naquela cama cheio de fios, respirando pelo oxigênio, com um tubo na boca e com cortes pelo rosto, meu coração partiu em mil pedaços. Aproximei-me da cama e peguei em sua mão, lágrimas começaram e descer pelo meu rosto incansavelmente . - Amor, acorda logo, volta pra mim Christian. Ele continuava ali dormindo profundamente, ouvi a porta se abrir e a enfermeira entrou e olhou os aparelhos. - Ele pode ouvir Sra Grey. - ela disse sorrindo e saiu do quarto. - Esta me ouvindo? - limpei minhas lágrimas - Christian se esta me ouvindo, então volte pra mim, pra nossa família, volta pro nosso filho. Sem você aqui eu não sei o que fazer. Acariciei sua face machucada e comecei a chorar, meu corpo não me obedecia e as lágrimas já estavam ensopando minha face. Com muito custo voltei pra casa e deixei ele aos cuidados de Mia. Ted ao me ver veio correndo e me abraçou, com um sorriso ingenuo nos lábios. - Mamãe e o papai ? - ele perguntou e agachei ficando da sua altura. - Seu papai, ele teve que viajar por um tempo, ele foi descansar e logo ele volta pra gente. - Tá bom. - ele disse e me abraçou. - Ti amo . - Também te amo. - fiquei com meu filho aquele dia inteiro. Não conseguia entrar no nosso quarto sem chorar, o cheiro de Christian, as fotos, suas roupas, tudo ali o deixava presente demais. Ouvi batidas na porta e Gail me informou que Ross estava na sala a minha espera e disse que logo desceria. - Ana. - Ross, como esta? - nos abraçamos e nos sentamos. - Bem e você? - Indo . - limpei a garganta afastando outra crise de choro. - Em que posso te ajudar? - Ana eu vim aqui, pelo Christian. - Como? - Ele me disse se algo acontece-se com ele, eu teria que vim aqui e conversar com você. - Ele sabia que isso iria acontecer? - Parece que sim e ele me pediu para te convencer a ficar no lugar dele na GEH e ficar a frente de tudo, até que ele volte. - Eu ... eu não sei comandar uma empresa daquele tamanho. - Ele me disse isso também e me pediu para te ensinar tudo, até ele voltar . Se ele voltar, afastei esse pensamento da minha cabeça. - Ross eu. - Por favor Ana , faça isso por ele. - Por ele, tudo bem. - Obrigada Ana, Christian ficará muito feliz. - Sei que sim. - E como ele esta? - Na mesma, não mexe nada e não acorda e isso esta me deixando louca. - Logo ele acorda e tudo vai voltar ao normal. - Se Deus quiser. Conversamos mais um pouco e ela foi embora. Coloquei Ted pra dormir mais tarde e segui para o hospital, Grace estava conversando com os médicos. Segundo Mia, ele tinha mexido um dedo e teria dito alguma coisa que ela não entendeu. - Então ele vai acordar? - Ainda não sabemos, vamos torcer para que sim . - Ele vai acordar Mia. Ela não disse nada apenas me abraçou e depois fomos para a capela onde rezamos pelo Christian e sua recuperação. No dia seguinte foi a mesma coisa, e no outro e no outro. Já haviam se passado um mês e nada de Christian acordar, nada dele reagir. Os médicos acreditavam que ele logo acordaria pois seu cérebro tinha desinchado. -Senhora Grey, pode ler e assinar para mim? - Claro Andrea . Ocupar o lugar dele na mesa dele , era estranho. Eu não tinha noção nenhuma do que estava fazendo e sempre corria no socorro de Ross e de Andrea que conhecia bem o trabalho de Christian. - Volto depois para pegar, vai querer alguma coisa para o almoço? - Não obrigada, vou almoçar com meu filho hoje. - Tudo bem e com licença senhora Grey. - Toda e por favor me chame de Ana. - Vou tentar, com licença Ana. Voltei a minha atenção para os papéis e meu celular tocou e vi o número de Mia. - Mia? Ela respirava ofegante. - Ana, o Christian mexeu os dedos de novo, parece que vai despertar. - Sério? - Sim, vai vim pra cá? - Sim, chego em poucos minutos. - ESperamos por você. Saí correndo da sala e avisei a Andrea que não voltaria mais naquele dia e que era pra mandar tudo para o e-mail de Christian que eu resolveria de casa. Cheguei no hospital ofegante e louca pra ver o meu cinquenta tons. Os médicos deixaram eu entrar e o vi, Christian já estava sem o tubo e poucos fios no seu peito. - Amor. - caminhei até a cama dele e acariciei seu rosto. - Acorda amor. Ouvi uns gemidos e ele apertou a minha mão, Christian mexeu com a cabeça e abriu os olhos devagar. - Christian. - ele me fitou com seus olhos cinzas e piscou freneticamente por causa da luz. - Meu amor, você acordou. Ele me encarou como se tivesse analisando onde estava e quem eu era. - Christian fala alguma coisa. Não lembra de mim? - Onde estou? - No hospital, meu amor. Vou chamar o médico. - Espera. - sua voz era fraca e rouca . - Sim ... o que foi? - Quem é você? Perdi o chão, como assim? Quem era eu? Sou eu Christian a Ana sua esposa. - Sou Ana, sua Ana. - Minha Ana ? Não entendi. - Sou sua esposa Christian. - Esposa? - Vou chamar o médico. Saí do quarto chorando, não acredito que ele não lembrava de mim, não me reconheceu. A dor que eu sentia é tão intensa que parecia que iria arrancar o meu peito. - Christian acordou. - anunciei para todos que estavam ali . - O médico esta com ele. - Ana o que foi? - Ele não se lembra de mim. - Grace me olhou com compaixão. Ela iria dizer alguma coisa, quando o médico se aproximou. - Christian deseja ver a esposa dele. - Vai Ana, ele quer você. - Venha comigo Sra Grey. - afirmei e sai com o médico até ao quarto onde ele estava. - Senhor Grey, sua esposa. Ele me olhou de acima a baixo. - Essa não é a minha esposa, quero ver Elena agora. Foi como levar um soco, ele lembrava de Elena como esposa? Onde Christian havia batido aquela cabeça? Me deu uma vontade de bater com a cabeça dele contra a parede e ver se ele raciocinava direito. - Elena? - perguntei angustiada. - Sim, nunca vi você na minha vida. Quero ver Elena agora. Ele disse ríspido. - Não, você não vai ver ela. Sua esposa sou eu Christian Grey. - Não, não é, estou mandando chamar Elena. - Não. - falei ríspida. - Senhora eu acho que ... Levantei a mão impedindo ao médico de dizer qualquer coisa. -Vou estar lá fora. - ele saiu e caminhei até Christian, que me encarava assustado. - O que foi? - O que foi? Você ... Christian, eu sou a sua esposa, não Elena. - Desculpa, eu não me lembro de você. Seus olhos não são estranho, mais não me lembro. Ele dizia assustado com os olhos arregalados. - Me desculpe. - ele dizia em pânico. - Tudo bem, para com isso. - segurei seus pulsos e ele me encarou . - Tudo bem, me perdoe você. - Seus olhos ... não consigo me perdoa. - Tudo bem Christian, me perdoa você. Ele afirmou e me levantei da cama. - Vou chamar seus pais, volto depois. - Tudo bem. - ele dizia como um garotinho perdido na floresta. Meninas aí esta, espero que gostem e comentem ... Beijos da Flor
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