Está escuro, parece um corredor estreito. O lugar parece vazio, mas uma presença me causa arrepios constantes que começam na nuca e percorrem meu corpo inteiro, como um toque gelado. Respiro fundo, tentando manter a calma, mas o medo é quase tangível. Há alguém ali, uma presença que faz meu instinto gritar para correr, me esconder, e rezar para que não seja vista. Caminho devagar, com as mãos tateando as paredes frias, buscando algum apoio. — O...olá? — minha voz sai baixa, trêmula, quase um sussurro. De repente, as luzes se acendem, uma a uma, iluminando o corredor à minha frente. Olho para a direita e vejo meu reflexo em uma superfície envidraçada. "Cabines?" Tento entender onde estou, até que percebo meu estado: estou descalça e vestindo o moletom azul claro, aquele do hospital. O ch

