Enquanto o elevador descia, eu sentia a ansiedade aumentar. Precisava fazer algo a respeito, ou acabaria enlouquecendo. Fui até o balcão da recepção para pagar a conta. — Boa noite. Gostaria de fechar e pagar a conta do quarto 18, do décimo andar, por favor. — Falei, retirando a carteira do bolso enquanto a recepcionista me olhava com um misto de curiosidade e suspeita, como se eu tivesse cometido um crime no quarto. ... Após pagar, saí do hotel e peguei um táxi. Assim que entrei, soltei um suspiro de alívio. — Para onde, senhor? — O taxista perguntou, olhando pelo retrovisor. Havia algo que eu precisava resolver. Uma urgência que me impedia de dormir até ter tudo esclarecido. ... — Obrigado. — Paguei o taxista e desci, finalmente de frente para o prédio que indiquei como destino.

