Eram sete e meia da manhã quando os primeiros raios de sol começaram a invadir o quarto, entrando sorrateiros pelas cortinas finas, como se quisessem trazer um pouco de luz à minha dor. O alarme do rádio relógio gritava estridente, e eu, cansado, desliguei-o com um suspiro pesado. O movimento simples fez minhas costelas protestarem, e um gemido escapou antes que eu pudesse controlar. — Agh... — murmurei, pressionando a mão contra o lado direito, onde os hematomas eram mais severos. — Ah, meu Deus... — sussurrei para mim mesmo enquanto me levantava com dificuldade, escorando-me na parede ao lado. Caminhei até o banheiro com passos vacilantes, cada movimento uma lembrança dolorosa da noite anterior. Ao me apoiar na pia, olhei para meu reflexo no espelho. Tentei manter a compostura, mas a v

