Acordei, e o quarto ainda estava mergulhado na penumbra. Olhei para o relógio ao lado esquerdo da cama; marcava quatro da manhã. Suspirei e me acomodei novamente no travesseiro, tentando me entregar ao sono outra vez. Foi então que senti um leve movimento do outro lado da cama, atrás de mim. Virei-me devagar, meu corpo tenso, sentado na beirada da cama. Uma silhueta feminina repousava ao meu lado, os cabelos dourados como mel caindo sobre o travesseiro, lisos, com algumas ondas nas pontas, longos e soltos. A fraca luz da lua penetrava pelas finas cortinas, iluminando o rosto da mulher que, ao virar-se na minha direção, fez meu coração quase parar. — Sophie? — murmurei, atônito. Ela abriu os olhos devagar, os lábios se curvando em um sorriso suave. — Jun? — Sua voz soou baixa, carregad

