C.4 DE VOLTA A MANSÃO MILLER

1467 Palavras
New York Axel Depois de mais uma noite sem conseguir dormir na minha cama, sentindo uma falta absurda da minha loirinha de língua afiada, estou aqui no escritório. Como meus funcionários têm falado ultimamente, estou com um humor do cão. Mas é isso: enquanto eu não conseguir a minha loirinha de volta, descontarei minha frustração em quem cruzar o meu caminho. Se acharem r**m, o RH está aberto e prontinho para aceitar a carta de demissão… Estou agora aqui sentado, com um copo de whisky ao meu lado. Isso tem sido o meu alento nestes dias nublados que estou vivendo: bebendo enquanto assino mais alguns documentos que vieram diretamente para mim depois que o crápula do Charles foi expulso da empresa. Meu trabalho dobrou, mas não ligo; tenho competência para isso e, por um lado, é até bom assim. Não tenho tempo de pensar, fico preso no trabalho na maior parte do tempo, muitas vezes dormindo aqui na empresa mesmo. Assim, ao menos sei que não vou me frustrar com o apartamento vazio. Estou concentrado, lendo mais um documento, quando escuto a porta ser aberta sem ninguém ser anunciado. Respiro fundo, tentando manter o meu autocontrole, quando percebo o meu assistente parar na minha frente com uma pasta em suas mãos. Engulo em seco, pois sei que se trata de notícias da minha loirinha… — Fala, Alexander! Quais as notícias que você tem da minha esposa? — Pergunto, ansioso por uma resposta concreta, mas vejo o mesmo engolir em seco enquanto abaixa os olhos, fazendo meu sangue, que já estava quente, ferver… — Senhor, eu consegui encontrar o paradeiro da senhora Miller. Ela está na Suíça, viajou com os documentos de solteira. Até mesmo encontrei o hotel onde ela estava hospedada, mas, infelizmente, ela saiu do hotel assim que soube que eu estava à sua procura e, no momento, perdi o seu rastro. Mas… Não espero que ele continue a falar; pego o copo que ainda resta um pouco de bebida e jogo com vontade de acertar o imprestável, mas ele desvia e o copo bate na parede, enquanto Alexander se encolhe com um pouco de medo ao perceber a minha reação… — Como assim a encontrou e a perdeu? Por acaso você está brincando comigo? Acha que estou para brincadeiras, Alexander? Se vira e a encontre de novo. Eu não quero ouvir essa sua desculpa de novo. Se isso voltar a se repetir, pode dizer adeus ao seu emprego, ouviu bem? Fui claro o suficiente agora? Tenho cara de quem faz caridade? Estou te pagando muito bem esse extra para você encontrar a minha mulher… — Solto palavra por palavra, com o tom de voz alto o suficiente para quem quiser ouvir, mesmo porque o incompetente deixou a porta aberta. Depois que o incompetente do meu assistente disse que encontrou a minha Heather e perdeu seu rastro mais uma vez… — Frustração que se fala, não é? Bom, é exatamente isso que estou sentindo neste momento; a incompetência do meu assistente atingiu o limite da paciência que eu não tenho… Meu corpo treme de raiva, e vejo que ele não perde tempo e sai, me deixando sozinho. Os minutos passam e deixo todos os documentos em cima da mesa, pego meu terno que está no apoio da cadeira, a chave do carro e saio. Preciso de um pouco de ar; não quero ouvir mais nada que me deixe ainda mais irritado do que já estou. Assim que saio da sala, olho para minha secretária, que já está com algumas pastas para levar para a sala de reuniões… — Ameliè, as reuniões de hoje estão canceladas. Arrume uma boa desculpa para dar e remarque para daqui a uns três dias. Não volto mais hoje… — falo a encarando e vejo a mesma voltar com os documentos e sentar-se. — Algum problema, senhor Axel? — pergunta, já sabendo que pode receber uma resposta ríspida, mas às vezes acho que essa criatura gosta de ser espezinhada. — Não importa, Ameliè. Concentre-se em fazer o que mandei, e não adianta me ligar, que não atenderei… — falo enquanto viro as costas e caminho a passos largos. Preciso sair daqui antes que eu demita a maioria dos funcionários e, sem falar, que preciso planejar meu golpe contra a Caroline. Isso também está queimando a minha mente. Essa filha da p**a precisa arcar com a responsabilidade do que fez. Não é porque eu comia a b****a dela no passado que ela tinha o direito de se meter no meu casamento. Assim que saio do elevador, observo os funcionários exitarem quando passo por eles, e um sorriso sarcástico se forma no meu rosto, sei exatamente o que eles devem estar pensando, mas deixo isso de lado e continuo o meu caminho até o estacionamento, assim que entro no meu carro, a raiva toma conta de mim… — Axel Miller, o que você vai fazer para reconquistar a sua mulher, depois de toda a merda que você fez? Porque você foi tão i****a cara… — Falo enquanto encaro o espaço cheio de carros a minha frente, com a angústia no emu peito ficando cada vez maior… Assim que saio do elevador, observo os funcionários se afastarem quando passo por eles, e um sorriso sarcástico se forma no meu rosto. Sei exatamente o que eles devem estar pensando, mas deixo isso de lado e continuo o meu caminho até o estacionamento. Assim que entro no meu carro, a raiva toma conta de mim… — Axel Miller, o que você vai fazer para reconquistar a sua mulher, depois de toda a merda que você fez? Por que você foi tão i****a, cara… — falo enquanto encaro o espaço cheio de carros à minha frente, com a angústia no meu peito ficando cada vez maior… Giro a chave na ignição e o ronco do motor me traz de volta à realidade. Acelero e, aos poucos, o estacionamento da empresa vai ficando para trás. Dirijo sem rumo pelas ruas de Nova York. Não quero ir para o meu apartamento; tudo nele lembra a minha loirinha. Vejo-me parando em frente ao Central Park. Não saio de dentro do carro, mas recosto no banco e fecho os meus olhos, lembrando dos dias que antecederam o meu casamento, do pós-casamento, e agora a minha loirinha de língua afiada me deixou. Minha Heather se foi, viajou com o seu nome de solteira e está na Suíça, deixando claro com essa atitude que não planeja voltar mais. Ao menos sei em que lugar ela se escondeu. A questão agora é como encontrá-la e trazê-la de volta para o lugar de onde ela nunca deveria ter saído. Nem que eu largue tudo aqui e vá procurá-la pessoalmente em cada canto daquele país, eu ainda a terei de volta. Nem que eu tenha que rastejar aos seus pés pedindo perdão por tudo o que fiz, mesmo que sem intenção… Depois de vários minutos divagando nos pensamentos, saio do carro e começo a caminhar pelo parque, respirando o ar puro e me preparando mentalmente. Mesmo porque decidi passar uns dias na mansão Miller, é o melhor lugar para estar agora, e com certeza o meu pai não encherá a minha paciência. Ele, melhor que eu, sabe o quanto estou sofrendo pela ausência da minha mulher e com certeza estará disposto a me ajudar no que for preciso para que eu consiga resolver esse problema quanto antes. Após horas pensando e pensando, volto para o carro e dirijo em direção à casa dos meus pais, é Axel, aqui está você de volta a Mansão Miller, dou um suspiro, não demora e estou com o carro parado no portão, vejo o mesmo se abrir lentamente, e aos poucos adentro o belo lugar, com seus jardins bem cuidados, assim que estou me aproximando da entrada vejo minha mãe aparecer na porta, coisa que raramente ela faz, mas isso aquece o meu coração gelado, saio do carro e sou recebido pelo abraço mais verdadeiro que existe e o calor do seu pequeno corpo me aquece agora. — Meu filho amado, que bom que você veio, eu estou tão preocupada com tudo o que aconteceu… Acaricio os seus cabelos e deixo um beijo no topo da sua cabeça. Esse tipo de carinho apenas duas mulheres tiveram da minha parte: a minha doce mãe e a minha amada Heather. — Esse sou eu, o frio Axel Miller, que, na frente da sua mãe, por alguns instantes, deixa de ser um homem casado, frio, manipulador e se torna um menino carente, implorando pelo carinho de mãe… Sentindo o calor do seu abraço, entro na mansão que há algum tempo eu não venho visitar, e agora estou aqui para passar uma pequena temporada, ao menos até resolver meus problemas e encontrar a minha mulher…
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