Passado Não Enterrado

1003 Palavras

POV Aurora O som me acordou antes do amanhecer. Eu dormi na cama, será que dormiu no sofá ou nem dormiu? Vozes baixas, masculinas, do lado de fora do quarto. Mesmo baixa, percebi uma discussão. Uma delas eu conhecia — e o meu sangue gelou antes mesmo de confirmar. Raul. Meu pai. O que ele estava fazendo aqui? Ele era a tal missão de aprendizado? Levantei devagar, descalça, indo nas pontas dos pés até a porta. O corredor estava escuro, o ar pesado de fumaça e segredos. Abaixei o corpo, escorando o ouvido na madeira. Quero ouvir o máximo possível. As vozes vinham do fim do corredor, da sala pequena, acho que Leo usava para pequenas reuniões. — Você está pedindo demais — Leo dizia, o tom controlado, mas com veneno na base da voz. — Só estou pedindo justiça. — respondeu meu pai. —

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