Ninguém Deve Ver

1052 Palavras

POV Leo Aurora dormiu a noite inteira encolhidinha no meu peito. E isso mexeu comigo de um jeito que eu não sei nem explicar. Ela tremia às vezes. Nada grande, só o suficiente pra eu sentir o corpo dela reagindo a memórias que eu nem sabia nomear. Eu a segurava mais forte nessas horas, como se meu abraço pudesse expulsar fantasmas. Às quatro da manhã, ela suspirou. Um som curto. Cansado. Quase doído. Eu queria arrancar aquele som de dentro dela. Quando o sol começou a subir, a luz bateu no rosto dela — e ela apertou os olhos, como se a claridade doesse. Não acordei ela. Fiquei só observando. Cada detalhe. Cada medo. Cada marca emocional que ela escondia melhor que as cicatrizes. E foi nesse momento que caiu a ficha: Eu estou ferrado. Completamente ferrado. Porque doeu mais v

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