POV Aurora O salão parecia ter encolhido. Não fisicamente — emocionalmente. Quando segurei o pulso de Helena no ar, impedindo o tapa, tudo ao redor ficou suspenso por um segundo longo demais. Música, conversas, risos, taças tilintando… tudo virou ruído distante. O olhar dela mudou. Não era mais deboche. Era raiva pura. — Me solta. — ela sibilou, tentando puxar o braço. Não soltei. Meu toque não era agressivo, mas firme. Preciso. Treinado. — Você não vai me bater. — falei, baixa, clara. — Nunca mais. O choque no rosto dela foi quase cômico. Ela não esperava isso. Esperava submissão. Esperava medo. Esperava a Aurora antiga. Ravenna deu um passo à frente, posicionando-se levemente à minha frente e ao mesmo tempo ao meu lado — um movimento sutil, protetor, calculado. — Isso acabo

