POV: Lorena O clarão da explosão iluminou o rosto do Velho na varanda. Ele estava caído, segurando a perna baleada pela Yasmin, mas ainda segurava a espingarda com a força do desespero. — Suas vadias! Vocês sabem quem eu sou? Eu mando nessa região! — ele berrou, cuspindo sangue, tentando levantar o cano da arma na minha direção. Eu não parei de andar. O peso da barriga e o peso do fuzil eram um só. — Você era alguém, Velho. Agora você é só um velho gagá que deu teto para os ratos que mataram o meu primo. Ele tentou puxar o gatilho, mas a dor na perna o fez vacilar. Foi o tempo que eu precisei. Dei um chute na arma dele, jogando-a longe, e encostei o cano do meu bico no peito dele. — Onde estão os dois matadores? — perguntei, a voz tão baixa que era mais assustadora que o barulho dos

