Persefone, [17/04/2024 21:44]
Capítulo 85
Atibaia narrando
Eu saio para fora e Joé me entrega os papeis, eu me sento em um banco feito de um tronco de árvore e eles sentam nos outros, começo a olhar cada papel com muito cuidado.
— Persefone tem passagem pela policia, ficou dois dias internada lá naquele negocio de menor – Castro fala – depois, teve perseguição com a policia.. A garota tem uma ficha suja.
— Foi essa perseguição ai que ela perdeu as drogas – eu falo
— Você não quer m***r ela – Castro fala.
— Nos papeis tem o numero do joão Ferraz mandando mensagem para ela – eu falo – mas só respondeu uma vez marcando o encontro , a outra vez provavelmente foi outra pessoa que arrumou
— Sara – Joé fala
— Com certeza – eu respondo – arruma os vapores Castro, entrem na casa de Sara e de uma surra nela e no pai dela, mas não para m***r, mas para deixar bem marcado a lição que eles vão tomar.
— Agora?
— Agora – eu respondo – eu quero que eles levem a surra, quero que o morro inteiro veja eles implorando pela vida, leve para frente da casa deles, mas deixe eles lá estirado vivos e proíba qualquer pessoa de ajudar.
— Pode deixar – ele fala se levantando
Eu encaro todos os papeis e encaro Joé, ele me encara em silêncio e eu pego o celular dela que estava junto, começo abrir tudo nele, e era a mesma coisa que Joé tinha impresso nos papeis, todas as mesmas informações.
— Destroi esse celular – eu falo – arruma uma casa para Yasmin.
— Ok – ele fala – então, você vai deixar ela viva? – eu não o respondo!
Eu entro novamente e vejo Persefone aos prantos, ela chorava muito , ela tinha se machucado por inteira tentando se soltar, ela estava nervosa, eu me aproximo dela lentamente com a arma na mão, me agacho no colchão e seguro seu rosto fazendo ela me encarar, ela estava com os olhos vermelhos de tanto chorar e eu tiro a amordaça dela.
— Por favor não me machuca – ela fala encarando os utensílios de tortura que tinha pendurado pelo lugar – se for para me m***r, me dar só um tiro. Eu já fui torturada a vida toda, por favor! – ela fala chorando
Persefone, [18/04/2024 11:39]
Capítulo 86
Persefone narrando
Ele me desamarra e meus pulsos estão sangrando, porque entrei em surto e tentei me desamarrar, ele limpa as minhas lagrimas com suas mãos e se levanta.
— VocÊ perdeu toda a minha confiança – ele fala me encarando – eu confiei em você, coloquei na minha casa, te dei trabalho, te tirei da rua mesmo você sendo uma fodida como era. Estava até gostando de me envolver com você.
— Eu juro que eu nunca te trai
— Eu sei que não – ele fala – eu sei que quem te levou até ele foi Sara, até agora naõ entendi, se foi porque ela está com ele ou se foi por grana somente, Mas com certeza ele planejou tudo isso.
— Me perdoa, por favor! – eu falo para ele
— Eu não vou te m***r e nem encostar um dedo em você, sendo que você merecia o mesmo castigo que sua amiga, levar uma boa surra na frente de todos do morro – eu olho para ele – mas eu não vou fazer isso, porque eu não acho que você mereça depois de tudo que passou, porque eu quero acreditar se fosse em outras circunstancias da sua vida, você não se envolveria com ele.
— O que vai acontecer comigo? – eu pergunto
— Tira todas as tuas coisas da minha casa que a partir de hoje você é somente uma moradora dentro do morro – ele fala me encarando – e eu o dono do morro para você, a partir de hoje Persefone, ande na linha porque eu não vou mais te proteger e nem mesmo abafar as coisas. Se tu vacilar c*****o, tu vai se ver comigo.
— Por favor Atibaia – eu falo chorando – eu não tenho para onde ir, eu não quero voltar para as ruas. Por favor!
— Você vai ficar em uma casa com Yasmin – ele fala – Joé já tá arrumando, não seria baixo de te deixar na rua novamente. – ele se afasta – outra coisa, é a ultima vez que eu vou te perguntar, quem foi que tirou a porcaria dos documentos de dentro da boca?
— Eu nãos ei – eu falo – eu juro que eu não sei, eu juro – ele me encara
— É isso que você tem para me dizer? – ele pergunta – porque se eu descobrir que você está mentindo, você já sabe eu não te projeto mais – eu o encaro e assinto com a cabeça.
Persefone, [20/04/2024 21:32]
Capítulo 87
Persefone narrando
Eu desço até a casa onde eu estava com ele e todo mundo me olhando, as coisas por aqui correm rápido, eu entro lá dentro e começo a organizar as coisas numa mochila, eu olho para porta e vejo Yasmin.
— Ele te machucou? – ela pergunta
— Não – eu respondo
— Você quer ajuda?
— Sim – eu respondo e ela me encara – você sabe de Sara?
— Ela e o pai dela levaram uma boa surra na frente de todo mundo – ela fala me encarando – Joé me contou o que aconteceu, ele me mandou ir para uma casa e disse que você ficaria comigo.
— Sim – eu respondo – Atibaia me expulsou daqui, eu achei que ele me mataria.
— O que aconteceu? – ela pergunta
— Eu fui g****************a me envolvi com um policial – ela me encara – eu acabei contando a ele para salvar Sara. Já que ele estava quase a matando.
— Meu Deus – ela fala – mas ele tem que entender que era suas condições – eu o encaro
— Ele entende – eu respondo – se não ele teria me matado.
— Vammos? – ela pergunta e eu assinto.
Estava bem preocupada com Sara, mas saímos e vamos para casa que ficava quase perto da ong, eu tomo um banho demorado , coloco uma roupa confortável e como algo. Penso em tentar falar com ele mas acho melhor não.
Eu levanto cedo e vou até a ong e encontro Yasmin já com as crianças, começo ajudando ela, depois dou atividades para as crianças brincarem.
— Persefone – Ursula para na porta e eu a encaro – Preciso falar com você na minha sala, agora!
— Ursula – Yasmin fala
— Minha conversa é com Persefone – ela fala – Yasmin, por favor!
— Pode deixar Yasmin – eu falo me levantando
Eu vou até a sala dela com ela e quando a gente chega, eu fecho a porta e ela me encara.
— A maioria das pessoas estão sabendo quem você é – ela fala – se envlveu com um policial e sua amiga levou uma surra por sua causa.
— Como estão sabendo?
— Atibaia contou por ai – ela fala – as coisas também giram rápido dentro do morro.
— E o que você quer ? – eu pergunto para ela.
— Você não é exemplo dentro dessa ong – ela fala
— E você é? – eu pergunto
— Eu não me envolvo com policial – ela fala – nem traio o lugar onde eu moro.
— Eu não trai o lugar onde eu moro, eu não tinha onde cair morta, precisava sobreviver , pagar uma divida
— Uma divida que você arrumou sozinha, ninguém arurmou essa divida por você – ela fala – fique um tempo afastada da ong.
— Atibaia sabe sobre isso? – eu pergunto
— Foi ele que mandou – ela fala me encarando e eu a encaro!