A RAINHA DE COPAS BÊBADA

1326 Palavras
Trevor Eu havia acabado de me mudar, ainda havia caixas chegando, mas era noite de hallowen e eu queria sair e conhecer um pouco dos arredores onde eu moraria a partir de agora. Eu havia me arrumado e saído sem destino certo, as ruas estavam cheias e as casas estavam ricamente decoradas com todo tipo de decoração, crianças pediam doces na vizinhança e o ar estava cheio de alegria e brincadeira. Aspirei o ar frio da noite como se pudesse absorver aqueles bons sentimentos que pairavam ali. Caminhei mais um pouco e encontrei um bar que estava lotado, pessoas riam, entravam e saíam, ali seria a minha primeira parada, essa noite era noite de doces ou travessuras e eu queria um pouco dos dois. Sentei no bar e esperei pacientemente, enquanto isso, meu olhar vagava pelo lugar abarrotado de pessoas rindo e bebendo, alguns estavam com toda certeza intimamente envolvidos em suas próprias conversas, outros estavam apenas procurando se divertir e muitos aproveitavam aquele momento para conhecerem alguém interessante naquela noite e ter um momento de prazer mais tarde. Eu me encaixo nesse time. Esquadrinhei o local e observei cuidadosamente cada mulher daquele lugar e meu olhar parou em uma mulher que parecia se destacar das demais de uma forma que eu não poderia definir. Estava vestida de rainha de copas, a maquiagem caprichosa e a caráter, o espesso cabelo castanho caindo em ondas tão sedosas que meus dedos se contraiam perante o impulso de sentir aqueles belos fios. A fantasia era justa e sensual sem ser altamente vulgar, apenas um vislumbre da obra de arte que eu observava naquele instante, fiquei imediatamente interessado, todas as outras mulheres pareciam pálidas em comparação com ela e quando ela travou seu olhar no meu e segurou, eu soube que era ela quem eu precisava conhecer naquela noite, meu sorriso foi um convite aberto que ela recebeu prontamente e quando se levantou e começou a caminhar até onde eu estava, percebi que ela usava meias e cinta liga, além de saltos que faziam suas pernas perfeitas ainda melhores. Eu tinha um fraco por mulheres de cinta liga, é quase demais pedir que eu me controle, minha imaginação corre solta sempre que eu vejo uma mulher usando, é como um fetiche que me deixa imediatamente alerta e interessado. Infelizmente, fiquei tão focado na maldita cinta liga que não percebi que a moça em questão estava seriamente embriagada e nem ela percebeu isso, ao que parece, já que poucos passos antes de chegar até mim, ela tropeça e cai ou desmaia, não sei dizer ao certo, a única certeza que eu tenho é que ela caiu e o silêncio se apoderou do lugar, todos observavam a mulher inerte no chão, aquelas que estavam com ela na mesa, correram em seu socorro imediatamente, várias vozes podiam ser ouvidas ao mesmo tempo e ela foi levada a uma sala pequena nos fundos. Balancei minha cabeça e fui atrás dela, eu não a conhecia, mas tinha que ajudar de alguma forma, eu não era médico formado, mas o que aprendi no tempo em que cursei medicina me permitiria ajudá-la sem problemas, ninguém precisava saber que eu nunca cheguei a terminar o curso. Assim que cheguei no lugar, me deparei com a moça estendida ainda de olhos fechados, parecia um pouco pálida, mas não tão m*l quanto pensei. Cheguei mais perto me certificando de que todos soubessem que eu estava ali para ajudar, quando todos se afastaram e eu cheguei perto da moça, nem sequer tive tempo de dizer nada, quando percebi, uma torrente de vômito estava caindo por todo o meu peito, uma quantidade que eu julguei e classifiquei pessoalmente como sendo alarmante. Uma pessoa podia realmente vomitar tanto assim? Parece que a resposta era sim. Fiquei alguns segundos estático e surpreso com aquilo, mas logo recobrei os sentidos, mesmo estando desconfortável com aquilo agora. A noite tinha oficialmente acabado para mim e não foi da forma que eu imaginei. – Me desculpe. – diz um pouco rouca assim que percebe o que aconteceu. – Certo. Vá para casa, você precisa de um banho, e eu também. – digo tentando levar isso da melhor maneira possível, mas não há nada de bom em ser o alvo do vômito de alguém. – Tudo bem. Vamos tomar um banho, eu e você. – responde com um sorrisinho malicioso. Oh, eu tenho que admitir, ela é ousada. Se não fosse por esse infeliz incidente as coisas seriam bem diferentes entre nós e eu não me veria obrigado a ir para casa sozinho e fedendo, mesmo assim, aprecio o humor dela nesse momento constrangedor. – Vamos deixar isso para outro momento, quem sabe quando estivermos sujos de outros fluidos. – digo tranquilamente sabendo que se eu a encontrasse outra vez provavelmente me aproximaria, ela realmente despertou meu interesse. Outra vez o sorrisinho sacana aparece no seu rosto e eu sei que ela tem algo interessante a dizer sobre isso. – Oh, eu vou cobrar isso. – avisa. Quase disse que se isso não acontecesse talvez eu mesmo cobrasse a ela esse banho. – Ela está bem, provavelmente foi só uma queda de pressão momentânea. De qualquer forma, leve-a para casa e cuide dela. – digo para a moça que parece ser a irmã gêmea dela. – Porque você não me leva para casa? – pergunta fazendo um biquinho manhoso. Resolvi deixar por isso mesmo e ir embora dali, o cheiro na minha roupa estava me deixando seriamente nauseado e eu não queria vomitar em alguém por acidente também, era melhor deixar aquele lugar e encerrar a noite de uma vez por todas. Eu caminhava de volta para casa e as pessoas tinham todo tipo de reação ao sentir o meu cheiro agradável. Muitos viravam o rosto e as expressões de nojo eram de uma gama bem variada. Teve um cara que teve a ousadia de fazer sons de que vomitaria em mim. Eu tinha vontade de perguntar se eles nunca passaram por aquilo na vida, mas mesmo sem perguntar eu tenho quase certeza que a resposta é sim. A lógica é clara, ou você vomita, ou é vomitado. Não são muitos os que nunca passaram por tal situação. Depois de fazer a minha caminhada do m*l cheiro, estava pronto para correr para a minha casa e me jogar na banheira e passar uma semana lá, mas isso não era o ideal no momento, eu só queria me livrar daquele m*l cheiro rançoso que estava me deixando seriamente nauseado e um pouco embaraçado por causa dos olhares, pra isso acontecer, eu precisava chegar em casa e ter uma conversa séria com o chuveiro. Quando cheguei na porta da minha casa, rapidamente abri a porta e assim que entrei, fechei-a rapidamente e já fui arrancando a roupa do meu corpo e tropeçando nas caixas até o banheiro. Quando a primeiro jato de água quente caiu no meu corpo, quase chorei de felicidade por saber que estava deixando o fedor para trás. Que maravilha. Depois de um bom tempo embaixo da água, saí do chuveiro, sequei meu cabelo e me preparei para dormir. Eu tinha muitas coisas para fazer no dia seguinte, ou melhor dizendo, em algumas horas, já que era de madrugada. Também estava cansado do dia movimentado. Foi um dia movimentado, repleto de trabalho duro para organizar uma mudança e ainda tinha muitas caixas para desempacotar e outras ainda para chegar. Deitei na minha cama e esperei o sono chegar, acabei repassando a cena peculiar no bar e me lamento um pouco por não perguntar quem era a rainha de copas, com certeza uma pessoa que cai em público e vomita em estranhos e ainda mantêm a compostura o suficiente para flertar com o sujeito que sujou, desperta certa curiosidade e parece ser uma pessoa interessante. Uma pena que saí de lá antes de pensar nisso. Com aquela rainha de copas misteriosa nos meus pensamentos, peguei no sono rapidamente.
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