Alguns laços de sangue não podem ser quebrados enquanto outros são facilmente rompidos, existem situações na vida que te abalam, mas também te impulsionam para o futuro.
Futuro.
Palavra constantemente usada, mas de destino indefinido.
Quando dois caminhos distintos se cruzam pode haver confusão, mas também pode gerar resultados que ninguém imagina, o passado não pode ser mudado, apenas aceitado, o presente muda constantemente à cada passo e escolha que você faz, mas o futuro é como tentar andar encima de ovos sem quebra-los, você simplesmente não consegue fazer isso e assim é o futuro, não podemos prever como será nossas vidas daqui há alguns anos, tudo o que podemos fazer e tentar tomar as melhores decisões para colhermos bons frutos mais a frente.
Passado, presente e futuro.
Três palavras, três questões que ficam incomodando constantemente nossa mente.
Três palavras que se passam na mente de Pandora nesse momento enquanto ela dirige indo ao encontro do híbrido, a loira se pergunta qual é o seu passado e a sua história, também se pergunta se ao descobrir mais sobre isso o seu presente deixaria de fazer sentido ou qual seria o tipo de ligação que passado e presente teriam e a que tipo de futuro isso iria levar. Ela suspira enquanto em sua mente revive o momento em que conversou com aquele vampiro e a maneira como ela deu a ele o que ele tanto desejava, ele queria estar em sua presença e ser morto por ela, a garota pode ver a expressão de satisfação quando sua mão atravessou o peito do vampiro e ele sorriu imóvel, com essa lembrança ela questiona a si mesma quando foi que ela passou a ser de certa forma misericordiosa, desde quando ela atendia desejos que não fossem os seus e em que momento sua vida passou a ser tão confusa. Ela não se surpreende quando a imagem da garota de olhos verdes vem a sua mente como se isso fosse a resposta para todas as suas perguntas, ela passa a mão em seus cabelos tentando alinhar os fios e em seguida aperta o botão para subir o vidro do carro enquanto pensa em como a garota deve estar agora, ela pode sentir sua aflição e confusão e isso a deixa curiosa para saber quais serão os próximos passos da sua lobinha, também há preocupação com o lado emocional da garota.
A loira sabe que descobrir a verdade sobre a morte de sua vó pode se tornar um gatilho para despertar o lado irracional e furioso do lobo interior da garota, também tem a maldição, o aniversário de dezessete anos da garota será em alguns dias e as coisas vão ficar um pouco fora de controle até lá, então ela teria que estar do lado da garota. Ela suspira sabendo que tem que cuidar de todos esses empencilhos hoje para estar livre e tranquila para se dedicar a cuidar da garota, e talvez ficar perto da garota a faça entender melhor a ligação entre elas e todas a sensações que a garota a faz sentir.
Sentir.
Parece tão simples quanto respirar.
É algo que deveria ser automático para todos, mas para a loira nunca foi, ela nunca soube como era sentir por conta própria e ela sempre precisou de estímulos para conseguir isso, como m***r, a loira sentia uma sensação boa ao ver o brilho da vida sumindo dos olhos de suas vítimas, ela considerava isso um prazer e m***r é o que ela sabe fazer de melhor. Mais com Luna ela não precisa m***r para sentir, ela não precisa fazer nada, apenas a presença da garota já lhe causa uma sensação boa e conversar, tocar e ver a garota sorrir a fazem sentir coisas que ela sempre buscou sentir para então poder entender a obsessão humana sobre aquela coisa chamada " amor. "
Um monstro tentando entender o que é o amor.
Um monstro que quer sentir.
Ela rir achando tudo isso engraçado, nesse momento sua vida parecia uma piada sem sentido, porém que te faz rir e com isso ela rir ainda mais só parando ao sentir a presença da bruxa, ela olha para o lado vendo a bruxa sentada no banco do carona sorrindo de maneira contida a observando.
- Vejo que o demônio de Jersey está se divertindo. - diz Kimora e a loira assente olhando nos olhos azuis da mulher por alguns segundos antes de voltar sua atenção para a estrada.
- Um pouco, mas vou te dar um conselho de uma assassina de bruxa para uma bruxa. - diz a loira em tom de diversão. - Me chame pelo meu nome, se não quiser que eu te faça engolir todas as letras que formam esse belo nome artístico que me deram. - completa e a bruxa sorrir.
- Então não gosta do seu nome artístico que fez a sua carreira ser tão consagrada ? - pergunta Kimora em tom de diversão e Pandora sorrir.
- Bom, não odeio, mas também não gosto. - responde no mesmo tom e Kimora ri.
- Uau, você tem um lado sensível. - brinca e Pandora faz uma careta.
- Quando eu tinha quatro anos eu mordi e arranquei cabeça de um pintinho da fazenda onde estávamos passando alguns dias e depois comi enquanto desmembrava cada parte do corpo, então acho que isso me torna a criatura mais sensível do mundo. - diz a loira e a bruxa faz uma careta de nojo.
- Você tá falando sério ? - pergunta e a loira assente focada na estrada. - Você já era c***l nessa idade, que horror. - diz e Pandora sorrir se lembrando da expressão incrédula de Mikhaela quando a encontrou e viu o que ela tinha feito.
- Obrigada pelo elogio madame. - diz a loira debochada e a bruxa a olha. - Eu tenho algumas perguntas para fazer, mas eu vou deixar pra depois da diversão com o híbrido. - completa olhando de canto para a mulher.
- Pode perguntar o que quiser, se eu tiver respostas para as suas questões, então ficarei feliz de ajudar. - diz e Pandora revira os olhos.
- Sabe, eu não confio em ninguém, então não se surpreenda se em algum momento eu acabar com a sua maneira de se comunicar comigo. - diz a loira e a mulher a encara. - Na verdade, eu já teria te matado se não tivesse outros assuntos para resolver fora da cidade, mas para a sua sorte o vampiro que hipnotiza vampiros quis subir para o topo da minha lista de mortes do mês. - completa tranquila.
- Nossa, devo ficar feliz por você ter tido entretenimento o suficiente para esquecer de m***r a pobre bruxa correio ? - questiona em tom de diversão e a loira sorrir achando o jeito da mulher engraçado.
- Sim, você tem que soltar fogos de tanta felicidade. - diz Pandora ainda sorrindo e a mulher retribui o sorriso.
- Pretende vim atrás de mim quando isso acabar ? - pergunta curiosa e a loira dá de ombros.
- Talvez, vai depender de seu desempenho nessa caçada, se você for útil talvez eu adie a sua morte por mais alguns dias ou meses. - responde fazendo Kimora ri.
- Eu gosto do seu senso de humor e desse seu jeito, você é engraçada de uma maneira meio assustadora. - diz em tom de diversão e Pandora sorrir.
- É o meu charme natural. - diz no mesmo tom e a bruxa rir.
Enquanto as duas conversam no carro a caminho de uma grande batalha, na cidade de Blackwood Calvin apresentava a seção proibida para Mikhaela enquanto James dormia no carro ainda sobre efeito das ervas do sono.
- Eu já achava a Pandora sinistra, mas depois de descobrir toda a história eu a acho ainda mais, um pouco sádica e psicopata também. - diz Calvin e Mikhaela sorrir.
- Ela é muito poderosa e ter tanto poder assim custa caro na maioria das vezes. - diz a ruiva e o loiro a olha enquanto procura por um livro específico.
- É um pouco surreal ela ter tanto poder assim, afinal eu li que praticar magia requer muito do praticante e existe um certo limite, mas pelo que vocês disseram para ela não há limites. - diz curioso e Mikhaela suspira.
- Ela está no limite. - diz a mulher e o loiro fica ainda mais curioso. - O colar limita o uso de todo o seu potencial para que ela possa passar despercebida, na verdade o colar é o que a mantém sobre controle e o fato daquela bruxa ter conseguido se comunicar com ela me faz pensar que talvez o colar esteja perdendo o poder. - completa a ruiva se lembrando dos acontecimentos que a fizeram ter que apelar para o uso de um feitiço proibido.
- Então ela já esteve ainda mais fora da casinha que o normal ? - questiona e a mulher assente.
- O colar absorve boa parte de sua magia a acumulando ali, por isso interligar as jóias foi tão fácil as tornando uma espécie de rádio comunicador. - responde e o loiro olha o anel de ouro em seu dedo com detalhes feitos com diamantes n***o.
- Isso a deixa vulnerável de alguma maneira ? - pergunta preocupado com o fato de Pandora estar indo atrás de um híbrido sozinha.
- Não fisicamente, mas como eu disse antes o colar ajuda a mantê-la sobre controle, pois ela tende a ser bem instável devido as questões m*l resolvidas em seu passado. - responde Mikhaela também preocupada com a garota. - Sempre que ela sai para caçar como ela gosta de chamar suas matanças, eu rezo para que ela não encontre um oponente a altura que a faça ter que tirar o colar, pois não seria fácil para-la depois. - diz suspirando.
- Acho que a Luna conseguiria. - brinca Calvin rindo e a mulher o acompanha.
- Essa ligação entre elas não faz sentido, eu nunca vi nada parecido. - diz a ruiva pensativa. - As vezes penso que talvez seja o destino, afinal elas tem um laço de sangue aparentemente inquebrável. - completa se lembrando das noites de sono perdidas tentando quebrar a ligação entre as duas garotas.
Ela fez tudo o que podia e até o que não podia para que a ligação fosse quebrada, mas no fim isso só fortaleceu ainda mais o elo entre Pandora e Luna.
- Já passou pela sua cabeça que talvez a Pandora seja amaldiçoada ? - questiona e a mulher assente.
- Na verdade ela é amaldiçoada mesmo. - responde vendo o loiro pegar um livro. - Achou ? - pergunta e o garoto assente.
- Vamos provar do fruto proibido. - brinca e a mulher sorrir pegando o livro.
Enquanto os dois iniciam uma leitura longa, em Mount Holly Luna se encontrava em um estado de choque e surto, pensando no que fazer com essa informação ela anda de um lado para o outro no parque, isso era demais para ela lidar em tão pouco tempo, mas Petra corre perigo por sua causa e ela não pode deixar que algo aconteça a garota. Perdida em seus pensamentos incapaz de juntar as peças que ela nem sequer sabe que possui ela pergunta a si mesma se fez o correto ao iniciar uma guerra familiar.
" Talvez eu seja louca. "
" Ou só uma i****a inconsequente. "
Pensa e ri de si mesma tendo noção de que talvez a seja as duas opções no momento, afinal seu pai tem uma alcatéia inteira ao seu lado e ela não tem ninguém, ela está sozinha nessa.
Pelo menos é o que ela acha.
Mal sabe ela que basta apenas uma pessoa para colocar todo o império de seu pai a perder e ela a tinha ao seu lado.
Seu pai pode ter uma alcatéia, mas ela tem o demônio de Jersey.
Ela tem a máquina de m***r perfeita ao seu lado e que faria qualquer coisa por ela, basta ela pedir e Pandora transformaria Mount Holly em um cenário de filme de terror. Por falar na garota de olhos azuis, em um local mais afastado da cidade, após fazer um desvio e seguir por uma estrada de terra a loira estaciona o carro olhando de canto para a bruxa.
- Vai ser literalmente uma caçada ? - pergunta olhando em volta vendo uma espécie de trilha entre as árvores.
- Tem uma cabana abandonada no meio da floresta, lá acharemos o híbrido. - responde e a garota revira os olhos.
- Claro que tem, a floresta de Pine Barrens é bem extensa, talvez tenha até um bicho papão perdido nela. - diz sarcástica e a mulher de cabelos brancos n**a com a cabeça achando a garota uma graça.
Sim, para Kimora a loira é uma garota interessante e seu humor apesar de na maior parte do tempo ser ácido, era agradável, na verdade estar na presença de Pandora diferente do que ela imaginou era muito agradável, agradável até demais.
- Quer que eu abra a porta pra você ? - questiona Pandora em tom de diversão e a mulher revira os olhos.
- Não, mas se quiser correr pela floresta para assustar humanos com uma imaginação fértil, fique a vontade demônio de Jersey, prometo não gritar ao ver sua verdadeira face horrenda. - responde seguindo a loira após ela fechar a porta do carro e seguir em direção a trilha.
- Nossa, você é tão engraçada que eu quero brincar de j**k o estripador com você. - diz a loira e a mulher faz uma careta. - Eu sei remover órgãos muito bem, inclusive eu faço pratos deliciosos com eles. - completa sorrindo de canto e a mulher a encara incrédula.
- Você é nojenta e psicopata. - diz Kimora fazendo a garota rir.
- Acho que você na verdade quis dizer charmosa e linda. - diz Pandora piscando um olho para a mulher que n**a com a cabeça sorrindo.
Enquanto caminha a loira é surpreendida ao sentir as emoções fortes de Luna sem aviso prévio, a sensação agoniante que se forma em seu peito a faz parar no meio do caminho e respirar fundo levando a mão ao peito.
- Algum problema ? - pergunta Kimora aparentemente preocupada e a loira n**a.
- Está tudo bem, isso é apenas coisa de demônio. - responde de maneira sarcástica e a mulher revira os olhos.
- Não sei porque me preocupei, você claramente não sente nada. - diz e Pandora arqueia uma sobrancelha, porém não diz nada.
Ela segue em silêncio ao lado da mulher se sentindo dividida entre seguir adiante ou correr até a sua lobinha para conforta-la, mas está com a garota de olhos verdes é um luxo que ela não pode se dar no momento, ela tem que priorizar a segurança de todos e eliminar qualquer ameaça, afinal aquele vampiro foi claro quando disse que outros viriam atrás da garota, pois ela é uma fraqueza.
Obviamente a loira não acha a garota fraca, mas enquanto não passar pela lua de sangue ela teria que ficar sobre a p******o máxima da loira e isso não é algo que poderia ser contestado, pois a garota faria qualquer coisa para mantê-la segura.
- Tem fumaça vindo dali. - diz Kimora chamando a atenção da garota ao seu lado.
- Eu senti o cheiro antes mesmo de estacionar o carro. - diz Pandora e a mulher a olha e a garota retribui o olhar.
- Então você tem todos os sentidos aguçados como o de um lobo e um vampiro, mas não é nenhum dos dois ? - questiona e a loira assente.
- Também posso usar magia e ao contrário da maioria, eu não preciso recitar os feitiços em voz alta. - responde Pandora tranquila sentindo um cheiro diferente e sorrir. - Acho que achei um cachorrinho molhado. - diz em tom de diversão e antes que a mulher possa dizer qualquer coisa a loira corre sumindo de seu campo de visão em segundos.
- PODIA TER AVISADO QUE IA SAIR CORRENDO FEITO UMA CRIANÇA LOUCA PARA GANHAR DOCE. - grita Kimora revirando os olhos.
Enquanto a bruxa resmunga Pandora para na ponta do penhasco olhando ao redor sentindo o cheiro do híbrido mais perto, ela fecha os olhos sorrindo ao imaginar que possa haver uma boa luta entre eles.
- Eu sei que está aqui, eu estou sentindo seu cheiro e ouvindo seu coração batendo apressado, a sua respiração pesada e eu posso jurar que você tá com medinho de uma pobre garota indefesa. - diz Pandora alto para que o híbrido escondido entre as árvores há uma distância da loira que ele acha segura possa ouvir.
- Para um demônio você fala demais. - diz o híbrido e a loira sorrir sem se virar sabendo exatamente que o homem está se aproximando de maneira sorrateira se escondendo atrás das árvores como se isso fosse ser o suficiente para impedir que ela o matasse se essa fosse a sua intenção.
- Eu gosto de brincar e conversar com cadáveres ambulantes, esse é um defeito meu. - diz a loira sorrindo e em seguida ouve a risada do híbrido em resposta.
- Você finge ser tão confiante que eu estou me perguntando se há uma garotinha frágil aí dentro pedindo por socorro. - debocha e a loira suspira pegando o canivete em seu bolso de maneira sútil.
- Você me pegou doguinho de raça indefinida. - diz no mesmo tom e quando o híbrido pula de uma galha para a outra a garota arremessa o canivete com um pouco mais de força do que pensou ter colocado vendo o híbrido cair no chão. - Ops, acho que estou sofrendo de espasmos musculares. - diz sarcástica surgindo na frente do híbrido o levantando pela gola da camisa e antes que ela possa olhar em seus olhos, ele joga a areia que pegou discretamente após cair nos olhos da garota que fecha os olhos suspirando achando essa atitude ridícula. - Isso foi tão infantil que vou te apelidar de baby shark. - diz a loira sentindo a aproximação do híbrido e ainda de olhos fechados desvia do chute do homem.
Sem pausa ele começa a desferir chutes e socos contra a garota que se defendia de todos os ataques enquanto tenta tirar a areia dos olhos. Ela consegue abrir um olho vendo o híbrido quebrar uma galha enorme e grossa da árvore e em seguida tentar golpea-la na cabeça com a intenção de noucatea-la, mas ela é mais rápida ao usar os braços para receber a pancada sentindo seus ossos estalarem ao se partirem assim como o galho após o ataque, mas diferente do que o híbrido imaginava, a loira ao invés de gritar de dor ou fazer uma careta, ela simplesmente sorriu com uma expressão de diversão.
Sim, ela sorriu.
Sorriu por em anos alguém conseguir lhe causar um dano desse nível.
Ela olha seus ossos fraturados se regenerando achando engraçado a sensação de adrenalina tomando conta de seu corpo e apesar dela não ter intenção de m***r o híbrido no momento, seu corpo está reagindo automaticamente enquanto seus instintos gritam para que ela arranque o coração dele. Ainda sorrindo a garota volta sua atenção para o híbrido o vendo a encarar com um expressão confusa, ele dá alguns passos para trás ao ver os ossos da garota totalmente curados em segundos.
- Sabe, eu tenho um processo de cura ainda mais insano do que os dos vampiros e lobisomens. - diz a loira se alongando por pura diversão. - Acho que talvez eu seja a criatura mais insana que existe no momento. - completa levando a mão ao queixo fingindo pensar sobre isso.
- Você é um demônio. - diz o híbrido e a garota revira os olhos.
- Okay, tocou na ferida curada. - diz surgindo na frente do híbrido agarrando seu pescoço e em seguida joga o híbrido contra uma árvore.
Sem paciência para esperar o homem se recuperar ela vai até a árvore partida e arranca pedaços afiados da madeira para brincar com o híbrido de lançar dados, ela teria que ser precisa para não m***r a criatura, afinal dessa vez não poderia ser do seu jeito. O breve confronto a fez notar que o híbrido pode ser um oponente a altura e apesar de ataca-la, ele não está tentando mata-la, parece simplesmente querer apagá-la.
- Vamos brincar de uma verdade ou uma pancada. - diz Pandora jogando dois pedaços afiados da madeira da árvore para o híbrido enquanto espera ele se levantar.
- Você é maluca ? - questiona o homem pegando as estacas improvisadas.
- Meu terapeuta imaginário disse que eu sofro de amor por m***r e brincar com minhas vítimas, então acho que talvez eu seja um pouquinho maluca, mas só um pouquinho. - responde divertida se aproximando dele. - Verdade ou pancada ? - pergunta sorrindo.
- Pancada. - responde e então a loira parte para o ataque.
O híbrido bloqueia sua tentativa de cravar a estaca nele, mas não consegue evitar a cabeça que a loira acerta seguida de uma rasteira o derrubando e então crava o objeto em seu peito direito o vendo gritar de dor.
- Resposta errada baby shark, vamos tentar outra vez enquanto você se recupera. - diz tirando o objeto do peito do híbrido o vendo gritar ainda mais. - Verdade ou pancada ? - pergunta passando o dedo na estaca improvisada e em seguida o leva até a boca provando o sangue do híbrido.
O sangue do híbrido entrando em seu organismo lhe causa uma sensação estranha, ela encara o homem se levantando sentindo todos os seus sentidos ainda mais aguçados e agindo em conjunto fazendo sua cabeça latejar enquanto uma vontade imensa de provar mais do sangue do híbrido a faz perder um pouco o controle de suas vontades a levando a atacar o homem sem piedade cravando o objeto afiado um pouco acima de seu coração. Ela crava mais a estaca e em seguida passa a ponta dos dedos no sangue e em seguida leva a boca, o gosto do sangue desperta um desejo de seu subconsciente e então ela se vê tentada a provar o gosto do coração do híbrido, sem pensar duas vezes ela crava a mão no peito dele sentindo seu coração pulsar entre seus dedos e isso a faz sorrir.
- PANDORA ! - grita Kimora incrédula após ver toda a cena estranha. - Não queremos ele morto lembra ? - questiona de maneira cautelosa ao notar as veias saltadas próximo dos olhos, característica vampiresca que deixa a bruxa confusa.
- Eu quero o coração dele. - responde e a bruxa suspira.
- E seu, só lembra que vinhemos aqui porque queremos respostas e porque ele ameaçou as pessoas que você gosta. - diz se aproximando e a loira alterna seu olhar da mulher para o híbrido.
Confusa a loira tenta entender o que havia e feito e de onde havia surgindo essa vontade maluca, irritada consigo mesma por ter perdido o sentido de tudo a sua volta por um instante ela quebra o pescoço do híbrido gritando furiosa sob o olhar atento da bruxa que observava tudo em silêncio.
________________ Continua ________________