Decisões.

4122 Palavras
Observo Luna correndo com Kai e Petra, inclusive esses dois não param de trocar farpas o que é engraçado as vezes, mas em outras se torna um pouco irritante. Tomo um gole de whisky vendo minha mãe conversar animada com James e Calvin do outro lado sobre algo que eu não fiz a mínima questão de saber, pois minha mente está fervilhando desde o momento em que desci as escadas ao lado de Luna e vi todos juntos, todas as pessoas com quem me importo de alguma maneira em um só lugar e interagindo como se sempre tivessem estado aqui, como se sempre tivessem feito parte da minha vida e isso me incomodou de uma maneira absurda. Obviamente não o fato de eles estarem juntos e se dando bem, mas sim o fato de que todos parecem ter nascido para estar aqui agora, fazendo parte da minha vida de alguma maneira e então isso me faz pensar que isso pode ser r**m, pois eu sei bem que que ter isso, ter uma família e amigos nos torna vulneráveis, ainda mais quando se tem inimigos poderosos como eu tenho e em algum momento alguém pode se machucar, principalmente James, ele está mais apto para sofrer um ataque por ser humano e isso o torna um alvo fácil. Tendo isso em mente eu pensei na possibilidade de usar a coerção para fazê-lo esquecer que me conheceu e que conheceu cada um presente aqui e então me veio outro fato a mente, se fizesse isso eu não o teria mais na minha vida, não seríamos melhores amigos e ele não seria o único cara certinho demais e típico atleta americano gato e popular de filme da Netflix que eu não quero m***r. Não seríamos melhores amigos. Ele esqueceria tudo que fizemos juntos, a viagem até Chicago, a ida ao boliche, a noite divertida no bar com Petra e todas as outras coisas. Tudo seria deixado para trás e ele poderia viver tranquilamente e em segurança. Suspiro tomando outro gole de whisky e em seguida me levanto seguindo para dentro com a mente ainda mais agitada do que antes. Pensar nessas coisas me deixa um pouco irritada, me faz querer sair por aí matando geral da minha lista de inimigos e eu adoraria fazer isso, mas sei que não importa o que eu faça sempre irá surgir mais inimigos, por alguma razão eu nasci com um alvo gigante nas costas e isso me torna a cereja do bolo que todos querem, suspiro novamente pegando a garrafa de whisky e então ouço seus passos lentos, seu perfume amadeirado e forte entra em minhas narinas e seu coração bate tão tranquilamente que parece até que vai parar a qualquer momento. - Quer uma bebida ? - pergunto sem o olhar, mas sei exatamente que ele está se sentando no banco do bar agora e prestes a me olhar daquela maneira irritante de sempre. - Não, estou bem. - responde com seu habitual tom de voz tranquilo. - Mais você não me parece bem, afinal essa é a sua terceira garrafa em quase duas horas. - completa e eu sorrio enchendo meu copo e em seguida o pego com uma mão e com a outra pego a garrafa e me viro o encarando nem um pouco surpresa com seus olhos verdes focados em mim. - Estou bebendo por mim e por você. - digo divertida e ele sorrir de canto negando com a cabeça enquanto eu coloco a garrafa e o copo no balcão e em seguida me apoio no mesmo e pulo para o outro lado sentando no banco vazio ao seu lado, porém fico de frente para ele. - Me conta o que tá te afligindo. - pede e eu o olho antes de pegar o copo encima do balcão. - A vida é uma aflição sem fim, então como eu poderia não estar aflita ? - pergunto divertida e ele ri negando com a cabeça. - Eu tô falando sério, me fala o que você tem e talvez eu possa te ajudar ou pelo menos te apoiar, afinal sou seu melhor amigo lembra ? - questiona divertido e eu sorrio tomando um gole de whisky. Eu não poderia contar a verdade né ? Hum. Na verdade eu poderia sim. Coloco o copo de whisky encima do balcão e em seguida olho para ele me ajeitando no banco e ele arqueia levemente uma sobrancelha, porém sorrir de maneira contida me olhando de maneira encorajadora. - Eu sou um ser sobrenatural procurado talvez até mundialmente por uma organização chamada " tríade de sangue. " - digo e ele faz uma careta. - Eu tenho alguma coisa que eles querem muito e isso torna qualquer pessoa que eu goste ou possa gostar em um alvo para eles chegarem até mim, então meu querido melhor amigo você é um alvo nesse momento, um ponto fraco que eu tenho que fortalecer de alguma maneira e pra mim a maneira mais óbvia e te fazer esquecer tudo, esquecer que me conheceu principalmente. - completo voltando a pegar o copo de whisky enquanto ele me encara sem reação. - Você é um ser sobrenatural ? - pergunta tentando conter o riso e eu assinto tomando um gole de whisky sem me preocupar em encara-lo. - Apesar disso ser outra piada sua, eu poderia acreditar nisso facilmente pois você tem essa vibe toda sinistra que eu particularmente acho o máximo. - completa e eu sorrio tomando todo o líquido do copo e em seguida o jogo em direção ao seu rosto para em seguida o pegar a um centímetro de tocar seu rosto vendo ele arregalar os olhos com a expressão que eu queria tomando conta de seu rosto. Pânico ! Ver as pessoas assustadas é algo que me deixa muito contente. - De nada querido melhor amigo. - digo o olhando de canto e sorrindo da mesma maneira ao ver ele levantar o olhar para encontrar o meu, pisco um olho e em seguida volto ao meu lugar pegando a garrafa de whisky e em seguida me sento no banco enchendo meu copo outra vez. - Gostaria de dizer algo ? - pergunto vendo seu peito subir e descer de maneira irregular e então espero que ele saia correndo a qualquer momento. Começo a contar mentalmente para saber exatamente o tempo que ele levaria para surtar e sair correndo, porém ele permanece sentado com uma expressão assustada, a respiração e seu coração batendo tão rápido que eu posso vizualizar o garoto tendo um infarte a qualquer momento. Espero pacientemente por uma reação sua enquanto encho ainda mais meu organismo de álcool, o que não importa muito afinal eu tenho uma tolerância muito grande em relação ao álcool, eu nunca fico bêbada, mas eu já pensei em tentar ficar, pensei em testar até onde vai a minha resistência em relação a isso, porém Mikhaela e eu sempre estamos envolvidas em situações de m***a, então sentar, relaxar e encher a cara é algo desconhecido por mim. - Como posso te ajudar sem que você precise me fazer esquecer você, porque eu não quero esquecer a minha melhor amiga. - diz James chamando minha atenção e eu o olho confusa. - Me ajudar ? - pergunto e ele assente enquanto eu o analiso ainda mais confusa do que antes pensando que ele só pode ter um parafuso a menos. - Eu sei que não sou como você, na verdade eu ainda tô tentando digerir que você é isso e que isso é real mesmo, mas você e eu somos melhores amigos e melhores amigos são pra sempre, não importa a maneira, não importa a situação ou a diferença entre nós, eu vou te apoiar, te aceitar e fazer o meu melhor pra te ajudar sempre. - responde se levantando e eu solto a respiração com tanta força que pergunto a mim mesma em que momento eu comecei a prende-la. - Você não pode me ajudar. - digo séria e ele suspira. - Eu sei que sou humano e que você é f**a pra c*****o, eu acabei de ver isso, mas eu não quero não fazer parte da sua vida, porque pela primeira vez eu me sinto feliz de verdade e eu tenho amigos de verdade, eu tenho uma melhor amiga e não quero perder isso. - diz e isso me afeta de uma maneira que eu não esperava. - A minha mãe se culpava muito por tudo o que ela passou, por tudo o que passamos e ela achava que era culpa dela eu não conseguir ter amigos, mas então você apareceu e o pessoal veio de brinde, vocês me ajudaram a tirar toda a culpa que ela sentia e eu não quero que ela fique daquela maneira nunca mais e eu não quero me sentir sozinho nunca mais, então tem que haver alguma maneira de fazermos isso dar certo. - completa e eu passo a mão em meus cabelos me sentindo nervosa diante de suas palavras. Que inferno ! O que diabos tá acontecendo comigo ? - Senta aí. - peço e ele o faz. - Você não pode me fazer ficar igual a você ou algo parecido, assim eu poderia te ajudar. - sugere e eu n**o. - Eu não sou igual todos os seres que você já viu em algum filme ou série e eu não arriscaria te m***r, então esqueça isso. - digo olhando em seus olhos e ele paralisa. - Esqueça tudo que eu te disse depois da minha piada sobre a vida ser uma aflição sem fim. - continuo e ele assente de maneira robótica. - Vai chegar uma carta de convite de trabalho para a sua mãe na próxima semana e ela vai aceitar e você vai ir com ela, porque você é um bom filho que cuida sempre da sua mãe. - digo engolindo seco tentando lidar com a sensação r**m em meu peito ao fazer isso com ele. - E assim que você passar por aquela placa de boas vindas você vai esquecer de mim, vai esquecer cada momento vivido comigo e vai esquecer também que se tornou amigo próximo daqueles dois idiotas lá fora e daquela chata da Petra, vai esquecer que teve aproximação com Luna, mas não esqueça que ela foi a garota por quem você teve um crush longo e que ela teria muita sorte de ficar com você, porque você sim é f**a pra c*****o. - completo sentindo algo molhar o meu rosto e então passo a mão notando que são lágrimas. Olho para a ponta dos meus dedos molhadas e fico confusa, nada nunca havia me feito chorar antes, isso é tão estranho. Então é isso ? As pessoas choram por estar tristes e por sentir que estão perdendo as pessoas que gostam ? Usar a coerção com ele é algo que eu não queria, porque eu gosto de ter ele comigo, gosto de ter um melhor amigo e essa reação dele foi algo que eu não esperava, mas foi o suficiente para me fazer entender que aqui não é lugar para ele, que fazer parte disso seria o seu fim e eu não posso permitir isso e não é só porquê eu prometi que manteria ele seguro e que estaria lá para ele, mas porque agora eu estou começando a entender tudo o que sempre foi confuso pra mim, eu estou sentindo e ao sentir eu não posso dar as costas a isso. - Você tá chorando ? - a voz surpresa dele me trás de volta a realidade e eu o olho vendo ele sorrir. - Eu notei que tinha algo errado, mas não pensei que fosse tão sério. - continua se levantando e em seguida me abraça. - Não importa o que seja, eu tô aqui Pandorinha e eu te amo tá. - completa beijando o topo da minha cabeça e eu o abraço de volta. Encosto a cabeça em seu peito ouvindo seu coração batendo apressado enquanto ele suspira parecendo estar mais nervoso do que eu, sinto um perfume familiar e outras batidas de corações, olho de canto para a porta e só então noto a presença de Luna, Petra e Mikhaela nos observando em silêncio com expressões de quem ouviram e viram o que eu fiz. Isso é o suficiente para me fazer respirar fundo e me afastar do garoto odiando o fato de cada uma delas terem ficado ali em silêncio ouvindo tudo e eu estar tão perdida nas sensações que nem sequer notei a presença delas. - Eu vou comprar comida e milkshake. - digo me levantando evitando olhar para ele ou as três curiosas ainda em silêncio. - Eu vou com você. - diz e eu n**o rapidamente. - Tem três curiosas ali que precisam de um menino de ouro como você para ajudá-las. - digo apontando para as três sem olhar para elas. - Estavam ouvindo nossa conversa ? - pergunta James em tom de diversão enquanto eu caminho em direção a porta. - Ei, espera que eu vou com você. - diz e eu olho de canto para Petra e em seguida a ouço suspirar. - Ei, a gente não estava ouvindo, apenas chegamos no momento fofo de vocês e ela tem razão, precisamos de você para ajudar os meninos a carregarem algumas coisas lá pra fora. - diz Petra e eu sorrio de canto vestindo minha jaqueta e pegando a chave do carro no porta chaves. - E eu vou com ela. - diz Luna e eu a olho por cima do ombro enquanto abro a porta. - Ta legal e trás um milkshake de chocolate com menta pra mim e o hambúrguer sem picles. - pede James e eu levanto o polegar para ele. Caminho para fora com ela vindo atrás de mim, eu obviamente adoraria ter ela como companhia, mas agora não então quando nos aproximamos do meu carro e eu abro a porta me virando para a encarar ela suspira. - Eu sei. - diz e eu respiro fundo aliviada por não ter que falar. - E apesar de achar que você deveria ter falado com todos antes de fazer isso, afinal ele é nosso amigo também, eu acho que você fez certo. - continua e eu arqueio uma sobrancelha. - Isso aqui vai virar um inferno e eu não quero que ele se machuque, já basta os outros envolvidos. - completa e eu assinto. - Depois do seu aniversário ele vai embora. - digo entrando no carro e em seguida fecho a porta abaixando o vidro e então ela se aproxima. - Achei que seria bom ter um tempo para todos se despedirem dele e que ele não perdesse o seu aniversário e de certa forma a sua primeira transformação, será um momento importante pra você, então precisa de todos que gostam de você. - completo e ela se inclina para baixo para me olhar. - Obrigada. - diz tocando meu rosto e eu coloco minha mão por cima da sua olhando em seus olhos. - E por favor não vá muito longe e se puder, volte logo. - continua e eu assinto. - Ah, e por favor não esqueça que celular foi feito para se comunicar com as pessoas, então se precisar de mais tempo não esqueça de avisar que está bem. - completa e eu sorrio assentindo novamente. - Pode deixar lobinha, voltarei logo. - digo e ela sorrir e em seguida gruda nossos lábios em um selinho. - Se não voltar logo eu juro que você vai ser a primeira a receber uma mordida quando eu me transformar. - sussurra divertida ao encerrar o contato entre nossos lábios. - Tudo bem, eu adoro uma boa mordida de vez em quando. - digo piscando um olho para ela que ri e em seguida se afasta. - Vai logo antes que eu desista de te deixar ir sozinha. - diz e eu sorrio ligando o carro. - Outro dia vou adorar te levar para conhecer lugares proibidos. - digo divertida e ela sorrir negando com a cabeça. Saio com o carro devagar a vendo acenar para mim ainda sorrindo enquanto toda a agitação em minha mente retorna e por alguma razão eu sinto que ela não vai ir embora tão cedo, mas eu sei exatamente aonde devo ir para ao menos me distrair por um momento. ____________________________________________ Petra caminha ao lado de James carregando as bebidas para a área de lazer da casa, a todo momento a garota de olhos castanhos olhava discretamente para o garoto que olhava tudo em volta distraído demais para notar a atenção da garota voltada somente para ele. - Essa casa é demais né ? - pergunta olhando a área da piscina totalmente coberta e a garota sorrir. - Sim, é demais. - responde ainda olhando para ele que a olha e em seguida faz uma careta sem jeito ao notar que a garota já estava o olhando. - Tô parecendo uma criança quando ganha seu doce favorito né ? - pergunta divertido e ela assente. - Você parece isso o tempo todo. - responde no mesmo tom e ele a encara incrédulo a fazendo rir. - Você é tão malvada quanto a Pandorinha. - diz e ela revira os olhos. - Talvez. - diz em tom de diversão olhando para ele que a olha de volta e então ela desvia o olhar. - Coloca ali encima e enquanto eu organizo tudo, você vai lavando as garrafas e me entregando. - completa e ele o faz. - Ei, isso é algo que eu posso fazer. - diz divertido e ela sorrir. - Claro, o que o atleta gato, super inteligente, companheiro, divertido e coração de ouro não poderia fazer ? - questiona divertida porém com um pouco de sarcasmo também. - Conquistar uma garota legal, esse é o meu maior defeito. - responde sério e Petra o encara. - As garotas legais literalmente fogem de mim ou são minhas amigas. - completa divertido. - Vai ver você só não esbarrou com a sua pessoa ainda. - diz e ele sorrir de maneira contida. - Talvez. - diz olhando nos olhos da garota que retribui o olhar. - Ou talvez seja porque a maioria das garotas legais costumam gostar de caras assim. - diz se afastando um pouco e Petra arqueia uma sobrancelha. Ele tira a camisa de manga cumprida ficando somente com uma camisa branca e em seguida dá alguns passos para trás, bagunça o cabelo e desce um pouco a calça deixando a barra de sua cueca amostra para depois começar a andar todo esquisito sobre o olhar atento da garota que morde o lábio inferior tentando conter o riso. - Gata, você é uma alienígena ? - pergunta e Petra faz uma careta. - Não porque ? - pergunta e ele sorrir. - Porque a sua beleza é tão grande que não pode ser desse planeta. - responde e ela rir ouvindo outra risada no fundo e então os dois olham envolta vendo Luna rindo enquanto caminha em direção a eles. - Com essa você conquistou ela, pode ter certeza. - diz Luna e o garoto olha para Petra. - Conquistei ? - pergunta divertido e Petra n**a com a cabeça e ele suspira ajeitando sua calça e em seguida veste a camisa e olha para Luna. - Você não ia com a Pandora ? - pergunta e a garota assente. - Sim, mas ela me pediu pra fazer outra coisa pra ela, então aqui estou. - responde olhando para Petra que volta sua atenção para a mini geladeira embutida na bancada a abrindo para em seguida colocar as bebidas. - Tá tudo bem entre vocês ? - pergunta James preocupado e Luna sorrir assentindo. - Tá tudo indo bem. - responde e o garoto sorrir e em seguida olha para Petra que estava focada em guardar as bebidas. - Ei, eu sou seu ajudante pessoal lembra ? - questiona chamando a atenção da garota que junta as sobrancelhas fazendo uma leve careta e em seguida assente. - Lembro. - responde vendo o garoto pegar uma caixa de refrigerante e levar para a pia. - Lavar e te entregar, certo ? - pergunta e a assente enquanto Luna observa os dois em silêncio achando engraçado a interação entre eles. - Você tem sete anos por acaso ? - pergunta Petra e James leva a mão ao queixo fingindo pensar. - Nossa, como você adivinhou ? - pergunta fingindo surpresa e a garota revira os olhos. - Ei, isso é atitude de criança. - diz com um tom acusativo e Petra sorrir de canto. - Ah, esqueci de te dizer que eu tenho oito anos. - diz o olhando e em seguida pisca um olho para ele o vendo sorrir. - Aqui ta super interessante, mas eu vou ir ver se meu celular já carregou, então não se matem crianças, a titia Luna ama vocês. - diz Luna em tom de diversão ganhando a atenção dos dois. - Vai ligar para a namoradinha zangona e deixa a gente em paz abelhinha rainha. - diz Petra no mesmo tom e Luna revira os olhos mostrando o dedo do meio em resposta ouvindo a risada de James ecoar pelo local. Enquanto seus amigos se divertem em sua residência, Pandora estaciona o carro no posto de gasolina esperando pacientemente que a bruxa apareça após ser convocada pela garota de olhos azuis, sua mente trabalhando feito louca e seu coração pesado, ela finalmente estava entendendo certas coisas, ela estava finalmente conhecendo os efeitos colaterais de gostar de alguém não importa a maneira e ela não gosta nenhum pouco de se sentir da maneira que está se sentindo agora. Angustiada. Triste. Desapontada consigo mesma. Incapaz de pensar em outra coisa que não fosse o fato de ter abrido mão de seu melhor amigo, de ter que apagar todas as memórias do garoto e fazê-lo se mudar para que nada lhe acontecesse e quanto mais ela pensa, mais ela se dá conta de que está sendo vulnerável e que assim como qualquer pessoa ela também tem pontos fracos, mas com seu histórico problemático ela não pode se dar ao luxo de baixar a guarda, ela não pode descansar, não pode relaxar ou coisas ruins aconteceriam. Ela sabe bem o que acontece quando as coisas dão errado e ela não pode se permitir errar outra vez, pois dessa vez ela tem que ser fria e sanguinária em dobro, ela tem que relembrar seus dias mais sombrios se não quiser ter que abrir mão de mais alguém. - Você demorou. - diz ao notar a presença da bruxa. - Me desculpe, sei que você é muito pontual, mas eu estava ocupada. - diz Kimora e a loira apoia o cotovelo na janela do carro e em seguida deita sua cabeça na palma da mão. - Você disse que sua mestra ou sei lá o que diabos ela realmente é sua me daria informações que eu quero se eu fizesse um trabalho para ela. - diz e a bruxa assente. - Sim. - diz confusa e a garota suspira e em seguida olha para a bruxa. - Diga a ela que eu aceito com tanto que eu tenha que ir muito longe, pois eu tenho planos para essa cidade que envolvem fazer dela um inferno, então não estou nem um pouco afim de me ausentar por dias. - diz e Kimora a encara curiosa. - Porque mudou de idéia ? - pergunta e a loira sorrir. - As vezes temos que tomar decisões desagradáveis por um bem maior. - responde olhando nos olhos claros da bruxa. - Você está bem ? - pergunta preocupada retribuindo o olhar. - Porque está preocupada ? - questiona Pandora com uma expressão de diversão e em seguida aproxima seu rosto do da mulher mesmo sabendo que aquela era apenas a sua imagem. - Você não queria o demônio de Jersey, então agora vai ter. - diz sorrindo e a bruxa engole seco. - Pode ir avisar a sua mestra que eu tenho um lugar para ir agora, então até mais Kimorinha. - completa e antes que a bruxa possa responder algo ela encerra a conexão entre elas respirando fundo em seguida. Ela abre a porta do carro pensando quanto ela tem muito trabalho pela frente e ela teria que estar atenta a qualquer movimento discreto a sua volta e com esse pensamento ela não deixou passar despercebida uma certa figura a observando do outro lado entre as sombras dos caminhões estacionados e então ela sorrir sabendo que isso é um sinal de que a diversão está garantida pelos próximos dias. _________________ Continua ________________
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