O Halloween Chegou Mais Cedo 2.

2746 Palavras
Em Mount Holly Petra mostra a Luna as vantagens de ser um lobo enquanto a garota de olhos verdes assiste ela amassar os carros do ferro velho a socos e chutes como se fossem feito de plástico. - Tá legal, eu já entendi que essa força sobre-humana é demais. - diz Luna rindo ao ver Petra arrancar a porta do carro e começar a dançar com ele. - Não esqueça a velocidade, os sentidos aguçados e outras coisas que você só vai compreender quando passar por isso. - diz Petra jogando a porta fora. - Não vou esquecer, afinal ser um cãozinho raivoso não é o que eu sempre quis, então vai ser bem difícil digerir e aceitar que eu não sou a maçã podre da família Blackwood. - diz Luna pegando a garrafa de tequila que Petra havia pegado no bar e em seguida a leva a boca tomando um gole da bebida quase vomitando em seguida fazendo a garota a sua frente rir. - Meu Deus, isso é h******l ! - exclama fazendo uma careta enquanto a outra se aproxima dela e toma a garrafa de sua mão. - Você não nasceu para isso abelhinha, então deixa pra quem sabe. - diz Petra divertida e em seguida toma um gole da bebida. - Não, eu nasci pra ser a maçã podre da família, mas a vida está me sacaneando e tentando a todo custo me submeter à ser algo que eu não quero. - diz Luna de maneira sarcástica e Petra suspira. - Eu não vejo dessa forma tão dramática abelhinha. - diz e Luna faz uma careta curiosa. - Então de que forma você ver ? - pergunta e Petra toma mais um gole da bebida antes de a olhar. - Da forma que eu sempre vi. - responde em tom de diversão e Luna revira os olhos. - Você sempre foi diferente e eu sempre admirei isso em você, a maneira como se impõe e como não segue e não aceita seguir as regras, você questiona tudo de uma maneira que eu nunca conseguiria. - diz e a garota de olhos verdes a observa atenta. - Tem algo em torno de você que grita o tempo todo que você nasceu para fazer parte de algo grandioso e todos podem ver isso, eu vejo e sei que até mesmo seu pai consegue enxergar a grandeza dentro de você, por isso está tentando a todo custo te prender de uma maneira que ele possa ficar de olho, porque no fundo ele tem medo de que você seja tudo aquilo que as outras mulheres Blackwood não conseguiram ser. - completa olhando para Luna que sorrir tocada por suas palavras. Elas se encaram sorrindo uma para a outra com pensamentos rodando suas mentes, enquanto Luna tenta conter a vontade de pular encima da garota e a abraçar sentindo uma sensação sufocante por estar ao lado da sua melhor amiga e mesmo que ainda sejam só as duas ali agindo de uma maneira comum, quase como se o tempo não tivesse passado as coisas mudaram, ela sabia que Petra não era a mesma, a garota havia mudado muito durante os últimos meses enquanto ela ainda permanecia a mesma, não que isso fosse r**m, mas a fazia se sentir deixada para trás e de certa forma ela sabia que tinha sido mesmo deixada para trás, afinal ainda eram as duas ali, mas nesse momento ela finalmente entendeu que assim como a garota mudou e tudo a sua volta parece estar querendo seguir pelo mesmo caminho, então ela também precisa mudar, ela precisa respirar fundo e aceitar todas as mudanças que estão por vim mesmo que elas sejam dolorosas. Afinal, nada é para sempre. Em algum momento tudo a sua volta começa a desmoronar e você precisa se reconstruir de um jeito ou de outro. Não importa a maneira, mas se tudo a sua volta seguiu em frente, então faça o mesmo por mais doloroso que seja deixar algumas coisas para trás. Luna suspira enquanto Petra toma um gole de tequila se sentindo desconfortável por um momento com o silêncio entre elas, mas a garota de olhos verdes não pretendia prolonga-lo por mais tempo. - Você tá apaixonada por mim ? - pergunta em tom de diversão fazendo Petra cuspir a bebida ao ouvi-la. - Que diabos ! - exclama tossindo ao se engasgar com sua própria saliva. - Você tá maluca ? - pergunta incrédula tentando se recuperar e Luna prende o riso fazendo sua melhor expressão de desconfiada. - Olha, isso faz todo sentido pra mim. - diz Luna olhando para a garota que permanece incrédula. - Você se afastou de mim de repente e sem motivo, passou meses me evitando e odiando qualquer um que tocasse no meu nome, aí do nada você se aproxima usando uma desculpinha meia boca de que tá fazendo caridade, quando você e eu sabemos muito bem que você tá muito longe de ser uma moça caridosa. - continua e Petra sorrir assentindo enquanto espera que ela conclua sua paranóia. - Ou seja, você se afastou porque estava apaixonada e não sabia como me contar, mas agora voltou porque descobriu que não pode mais ficar longe da sua abelhinha rainha favorita. - completa usando um tom de deboche ao citar o apelido que a garota de olhos castanhos deu para ela. - Nossa, como você é esperta, eu estou incrédula com tanta estupidez dita de uma só vez. - diz Petra encarando Luna que retribui o olhar com uma sobrancelha arqueada. - Me prove que estou errada. - diz Luna semicerrando os olhos e Petra faz uma careta de nojo sentindo repulsa só de ouvir essa hipótese. - Eu não tenho que te provar nada abelhinha. - diz séria e então Luna rir incapaz de se conter e então Petra entende que a garota estava zoando com ela e se sentiu i****a por não ter notado. - Blackwood i****a, você me pegou pequena maçã podre, me pegou de verdade. - exclama Petra rindo e Luna rir ainda mais enquanto a garota de olhos castanhos nota a mudança na garota que costumava ser sua melhor amiga. Então ela sorrir diante a crise de risos da garota ao seu lado sabendo que ela ainda não notou que querendo ou não ela já está mudando, afinal não se pode lutar contra a sua própria natureza, Petra sabe melhor do que ninguém que lutar contra isso só vai deixar tudo pior e por isso ela estava ali para a garota, ela estava ali porque havia feito uma promessa aquela que um dia já foi sua melhor amiga e ela cumpriria a sua promessa, afinal ela sempre cumpre as suas promessas de um jeito ou de outro. Enquanto elas compartilham um momento de paz no ferro velho, bem longe dali, mais especificamente em Chicago James e Pandora paravam em frente a porta do apartamento do pai do garoto e ao notar que ele não faria nada a loira bate forte na porta. - Não foi um pouco exagerado não ? - pergunta James preocupado de ter incomodado algum vizinho. - Que se danem esses filhos da p**a ricos, eu não ligo de atrapalhar o sono de ganância deles. - responde Pandora pronta para bater na porta outra vez, mas antes disso a porta e aberta por um homem um pouco mais alto que James e muito parecido com o garoto. - James ? - pergunta o homem surpreso ao ver seu filho parado a sua frente. - Oi. - responde James sem saber o que dizer agora que está cara a cara com o homem. - O que faz aqui, porque não me disse que vinha ? - questiona se afastando da porta. - Entrem por favor, essa garota linda é a sua namorada ? - pergunta e a loira faz uma careta enquanto puxa James para dentro. - Ele não nasceu com o bumbum virado para a lua, então não, somos apenas melhores amigos. - responde Pandora em tom de diversão apertando a mão do garoto para fazê-lo acordar de seu transe. - Bom, é assim que começa né. - diz o pai do garoto e Pandora faz uma careta negando com a cabeça. - Pode parar por favor, ela é minha melhor amiga, somente isso. - diz James encarando seu pai que o encara de volta. - Tá legal, entendi, tem outra garota né seu safadinho. - diz o homem dando um t**a no ombro do filho e Pandora se joga no sofá enojada com a cara de p*u do homem. - Será que dá pra parar de fingir que tá tudo numa boa, porque eu não vim aqui pra brincar de papai e filhinho do ano, eu só tô aqui porque eu preciso de uma coisa que você tem. - diz James mais irritado do que pensou que ficaria e o homem arqueia uma sobrancelha para o garoto. - Então saiu daquela d***a de cidade e fez uma longa viagem pra me pedir um favor e não para me ver ? - questiona o homem e Pandora sorrir olhando a interação entre os dois animada. - Porque eu iria querer ver o cara que batia na minha mãe, tentou mata-la e depois pediu o divórcio pra tentar arrancar todo o dinheiro dela, você não quis a guarda compartilhada e nunca foi me ver depois de ter se mudado, então porque eu viria aqui pra te ver de boa vontade ? - questiona James com os braços cruzados e seu pai sorrir sem jeito olhando para a loira ficando confuso ao vê-la sorrir de maneira sarcástica para ele arqueando uma sobrancelha com uma expressão de puro desdém. - Você contou para ela. - diz o homem olhando para seu filho que revira os olhos. - Vamos pular o diálogo desnecessário e ir direto ao ponto papaizinho. - diz Pandora se ajeitando no sofá e o homem a olha. - A gente veio aqui porque você tem algo que queremos muito, então dá pra gente e nunca mais vai nos ver. - completa encarando o homem. - O que querem ? - pergunta desconfiado. - Queremos o laudo e tudo o que tiver sobre a morte de Cassandra Blackwood, incluindo sua opinião. - responde James e Pandora sorrir orgulhosa da objetividade do garoto. - Então tiveram todo esse trabalho para vim até aqui pra me pedir para quebrar regras de sigilo do meu trabalho ? - questiona o homem e Pandora revira os olhos. - Não é como se você já não tivesse feito isso antes papaizinho. - responde a loira de maneira sarcástica. - Eu estou te pedindo um favor, se não puder fazer, então tudo bem, a gente vai embora. - diz James e o homem o olha. - Sinto muito, mas não posso ajudar. - diz o homem e James ri negando com a cabeça. - Isso não me surpreende. - diz o garoto encarando seu pai e em seguida olha para Pandora. - Vamos embora, eu te disse que ele é uma b****a que não liga pra nada. - completa e em seguida caminha em direção a porta enquanto a loira se levanta. - James, não precisa ir filho. - diz o homem ao ver o garoto passar pela porta sendo acompanhado pela loira. Pandora caminha em silêncio ao lado de James sorrindo por saber que no fim das contas as coisas seriam do seu jeito, então quando o garoto entra no elevador ela entra com ele e aperta o botão do primeiro andar, em seguida sai correndo do elevador antes que ele se feche deixando o garoto confuso. - Eu vou cuidar disso, te vejo lá embaixo meu menino de ouro. - diz divertida enquanto o garoto tenta impedir que a porta se feche. - Pandora ! - exclama enquanto a loira segue de volta pelo corredor até o apartamento do homem enquanto recita mentalmente um feitiço para prender o garoto dentro da caixa metálica. Enquanto isso dentro do apartamento o pai do garoto pegava uma agenda escondida em uma gaveta com fundo duplo, para ele seu filho estar atrás de algo envolvendo aquela família amaldiçoada colocaria a vida dele em risco e ele não poderia deixar que o garoto fosse adiante, ainda mais com uma garota estranha ao seu lado. Do lado de fora do apartamento, parada em frente a porta Pandora estala os dedos e mexe o pescoço para relaxar os músculos e em seguida bate na porta fazendo o homem do outro lado pular de susto, o homem se recompõe e em seguida vai até a porta, ele olha pelo olho mágico e ao ver a garota sozinha ele sabe que isso indica problema, então corre até a cozinha e pega uma pistola 9mm com silenciador escondida dentro de um pote com arroz encima do armário e então volta correndo para abrir a porta, porém ele não contava com o fato da loira saber exatamente que ele havia ido pegar algo para usar contra ela e durante esse tempo ela deu um jeito nas câmeras do corredor e lançou um feitiço no apartamento do homem para isolar o local, então quando o homem toca na maçaneta da porta para abrila a garota chuta a porta contra ele fazendo o homem cair no chão com a porta encima de sí, a loira sorrir ao ver a arma no chão e em seguida entra na casa subindo encima da porta impedindo que o homem se mova. - Olá papai, o halloween chegou mais cedo pra você esse ano. - diz a loira de maneira debochada e em seguida se inclina para baixo e aperta o ferimento na testa do homem o fazendo sangrar mais enquanto o homem se contorce de dor tentando sair dali. - Quem é você ? - pergunta e a loira se senta na porta e respira fundo se sentindo entediada. - Não importa quem eu sou, mas sim o que eu quero e você já sabe o que eu quero, então levanta daí seu preguiçoso e vai buscar o que eu quero. - responde sorrindo de canto enquanto o homem tenta empurrar a porta de madeira reforçada. - Eu não vou te dar nada. - diz e a loira revira os olhos. - Nem se eu m***r o seu filho ? - questiona a loira e o homem arregala os olhos. - Você não faria isso, você o trouxe aqui se qui... - ele para de falar ao ver a loira sorrir de maneira sádica. - Você o mataria sim. - afirma e a garota assente. - Se gosta dele nem que seja um pouco, então você vai me dar o que eu quero. - diz com sua melhor expressão assassina vendo o homem engolir seco. - Pode máta-lo, mas eu não vou te dar nada. - diz e a loira sorrir. - Você é mesmo um verme. - diz se levantando e em seguida chuta o rosto do homem. - Mais você tem razão, eu não o mataria, talvez alguns dias atrás sim, mas agora não, ele é meu melhor amigo e pelo que andei pesquisando, melhores amigos cuidam uns dos outros, então farei isso de agora em diante. - continua sorrindo caminhando até a agenda jogada no sofá enquanto o homem grita de dor. - Mais como você pode ver, eu sou um pouco fora do normal e eu cuido das pessoas de uma maneira diferente, pois eliminar as pragas do mundo é a minha função e papaizinho, você teve o azar de cruzar o meu caminho. - completa pegando a agenda. - Não me mate, por favor. - pede o homem desesperado e a garota ri o achando patético. - Eu não vou te m***r ainda, primeiro você vai me dar o que eu quero e eu vou te fazer esquecer que James e eu estivemos aqui, pois eu ainda pretendo voltar a Chicago para brincar com você com calma. - diz olhando para o homem. - Ah, e só pra você saber esse seu artefato mágico não vai te ajudar em nada, pois eu não sou uma criatura sobrenatural comum, na verdade eu sou algo muito pior e ainda mais c***l. - completa sorrindo. Enquanto a loira sorrir o homem pensa que finalmente o que ele temia aconteceu, ele esbarrou com uma criatura que acabaria com a sua vida desprezível, ele encontrou o m*l em carne e osso. _________________ Continua ________________
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