Giovanna Castelli
— Eu aceito a sua proposta Eros. — Falo e vejo um alívio instantâneo passar em seus olhos. — Mas tem algumas condições.
Um sorriso irônico se formou em seus lábios perfeita, aí Jesus. Eu posso ser virgem, mas não sou santa. Não mesmo.
— Já estava demorando, lá vem você com suas exigências. — Fala ranzinza. Meu santo Deus.
O que esse homem tem de beleza e gostosura, ele tem de m*l humor.
— Assim que consegui um emprego vou te ajudar nas despesas. — Falo e vejo e fechar a cara. — O que acontecer nessa delegacia fica aqui, se você tiver algum problema e chegar na sua casa descontando em mim eu meto o pé da sua casa... e outra coisa, eu sou livre para sair e fazer o que eu quiser da minha vida.
Quando terminei de falar me tremi inteira com o olhar do Eros sobre mim, ele me olha com atenção, sem desviar os olhos um momento do meu.
— Sobre a delegacia eu concordo plenamente, mais esse negócio de "sou livre pra sair e fazer o que quiser" não vai funcionar bem assim. — Torço a minha boca contrariada. p***a, eu já sou de maior. — Nada de vira a noite em balada, logo você vai está trabalhando e isso não é bom. — Eros fala me olhando com a cara mais cínica do mundo, babaca.
— Dia de semana sim lindo, mais sábado e domingo não. — Seu sorrisinho irônico rapidinho murcho, se ele acha que sou boba tá bem enganado.
— Conversamos sobre isso depois, amanhã uma amiga vai lá em casa deixa os papéis da sua guarda temporária pra mim, perante a justiça você só é de maior com 21 anos. — Ele fala. — Enquanto isso, eu sou responsável por você. — Balancei a cabeça confirmando.
— Entendo mais quando vamos pra sua casa? — Pergunto tentando não ser chata. — Eu eu estou cansada e bom... com muita dor.
— Me desculpe Giovana eu esqueci completamente. — Eros fala e então abre uma gaveta pegando uma cartela de compridos, tirando um e me estendendo.— Pega esse comprimido, ele vai aliviar suas dores, eu só vou pegar algumas papéis para terminar de analisar em casa e vamos embora, as s meninas fizeram a limpeza do seu ferimento na boca.
— Sim. — Falo lembrando da dor r**m que eu senti. — Ok.
Engoli o comprimido no seco, pois já estou acostumada. Fiquei ali sentada vendo ele arrumar alguns papéis que estão na mesa dele e por em uma pasta tudo bem organizado.
Fiquei feliz em saber que ele é organizado, espero que a casa dele também seja bem organizada, eu acabei pegando um toc para limpeza quando morava com os meus pais, a casa era um lixão mas o meu quarto era limpo.
Em silêncio levantei da cadeira e sai dá sua sala passei direto pra fora da delegacia sem fala com ninguém.
Em menos de vinte e quatro horas aconteceu tanta coisa na minha vida, consegui me livrar dos meus, finalmente estou livre mas agora não tenho onde cair morta sem trabalho ou dinheiro.
Se não fosse pelo Eros, eu estaria no olho da rua. Suspiro e me sento no banco em frente a delegacia, passo a mão nos meu cabelo que no momento está menos bagunçado que minha vida, o coitado não vê um shampoo a dias.
— Giovanna ? — Me virei vendo Alessandro parado me observando.
— Oi Alessandro, você está aí a muito tempo? — Pergunto vendo seu olhar sério sobre mim. — Me desculpa, eu estava totalmente perdida nos meus pensamentos. — Falei com receio do homem achar que eu estava ignorando ele .
— Estou aqui a tempo suficiente para perceber que se eu fosse um bandido, você seria um alvo fácil. — Ele fala negando com incredulidade. — Eu estou te observado desde que você saiu da delegacia.
Meu Deus, outro Eros na minha vida não!
— Como eu disse estou com o pensamento a mil, totalmente sem paciência e desligada do mundo. — Falei tentando não ser ignorante.
— Você tem os olhos da minha mulher... — Ele fala de repente, me deixando confusa.
— Espero que ela pelo menos seja bonita. — Falo e ele sorri com os olhos.
— Ela era, era a mulher mais linda que eu conheci. — Ele fala com um olhar triste e só dele falar dela no passado, eu já sei o que aconteceu. — Ela morreu no parto da nossa filha a anos atrás.
— Sinto muito pela sua mulher. — Falo. — Pelo menos sobrou a sua filha, né?
— Não, nossa filha faleceu com ela. — Sinto um sentimento r**m passar por mim, um desespero e uma angústia.
— Sinto muito. — É tudo o que eu falo e quando eu vejo que talvez eu tenha parecido arrogante trato de falar. — Desculpa mais é que realmente eu não estou reagindo muito bem, tá tudo acontecendo tão rápido
— Pelo contrário Giovana, você está reagindo muito bem, outra pessoa no seu lugar estaria sem vida no olhar. — Fala acendendo um cigarro que eu não sei nem de onde ele tirou.
— Eu confesso que estou surtando, só que por dentro. — Falo e ele dá um sorriso curto. — Com tudo que já me aconteceu eu aprendi a camufla meus sentimentos e emoções.
— Você seria uma excelente policial Giovanna. — Ele fala. — Vi isso assim que você entrou na delegacia.
Tá de s*******m?
— Não mesmo eu não tenho a mínima vocação pra essa profissão. — Ele sorriu ainda com o cigarro na boca, então quando tirou o cigarro da boca ele soltou a fumaça aos poucos.
— Você acha que não mais você é esperta, observadora, sabe controlar suas emoções. — O cara sabe disso tudo em menos de 1 hora que eu estou na delegacia?
— Talvez eu tenha adquirido isso com o tempo. — Falo.
— Sei de tudo o que acontece a minha volta, não é porque sou calado que sou burro. — Fala e então em olha. — Por exemplo, eu sei que Eros chamou você para morar com ele.
Abrir a boca e fechei sem saber o que falar, será que Axel contou pra ele?
— Como que você sabe disso, Axel te contou ? — Ninguém além de mim, Axel e Eros sabe disso.
— Ninguém me falou nada, você sabe que Axel não fala comigo, mas como eu disse...sou calado não burro. — Era só o que me faltava.
— Eros só quer me ajudar e nada além disso. — Falo tentando eliminar qualquer outro pensamento que esteja brotando em sua cabeça.
— Quem sou eu pra discordar? Mas o que eu quero te fala é que não precisar ter medo. — Ele diz me deixando confusa. — Eros é um bom homem, ele tem um coração bom, ele jamais te fará m*l. — Por quê todo mundo resolveu elogiar o Eros?
— Ele que mando você me dizer essas coisas ? — Ele solto um sorrisinho irônico e n**a.
— Ninguém manda em mim anjo, estou aqui porque quero e porque como eu te disse vi os olhos da mulher que eu amava em você. — Fala com melancolia.
— Sinto muito por ela e por sua filha. — Falo e na mesma hora os olhos do Alessandro ficam nublados.
— Eu também. — É tudo o que ele fala.
Porque eu sinto que tem algo por trás da sua história?
— Atrapalho? — Pulo assustada com a voz do Eros atrás de mim.
Me viro e vejo ele de cara fechada olhando de mim para Alessandro.
— Claro que não Fischer, junte-se a nós na conversa. — Seria cômico se não fosse extremamente curioso a cara de cu que o Eros fez, porque ele e Axel não gosta de Alexandro?
— Dispenso o convite Alessandro, vamos Giovana. — Meu Deus que homem e******o.
Me viro para Alessandro vendo um sorriso maroto em sua boca, apesar de ser um pouco mas velho Alessandro é atraente, é o famoso sugar dady.
— Foi muito bom conversar com você Alexandro. — Ele e assente com a cabeça. — Seu segredo está guardado comigo a sete chaves. — Falo e ele n**a.
— Foi bom te conhecer criança! — Torço o meu nariz. — Cuide bem dela Eros.— Achei tão fofo o modo que ele falou.
— Pode deixar Alessandro, vamos Giovana. — Eros respondeu sério.
Segui Eros até seu carro que por sinal é
lindo espaçoso e aconchegante, entrei e sentei no banco ao lado do motorista.
Ele ligou o carro sem falar uma só palavra e dirigiu em silêncio, encostei minha cabeça no vidro olhando as ruas escuras com um grande movimentação.
Mal percebi quando Eros parou em frente a um prédio bem luxuoso, policial ganha tão bem assim?
Ele entrou no estacionamento do prédio e parou na vaga 023 desligou e quando eu ia abrir a porta Eros virou a cabeça olhando para mim.
— Esse é o prédio que eu moro Giovanna
amanhã vou te apresentar seu Vicentino
e falar que sua saída e entrada do prédio
está liberada — Sorri tímida.
Eu nunca pensei que chegaria ao ponto de morar com um completo estranho, só para não dormi em baixo dá ponte.
Saímos do seu carro e andamos pelo o estacionamento deserto cheio de carro luxuoso, quando paremos ele frente o elevador, assim que entramos ele apertou o botão, assim que as portas do elevador fecho ele começou a falar.
— Giovanna, você vai ter total liberdade, você vai ter seu quarto, vai poder sair pois não vou me meter na sua vida a não ser quando for necessário. — Ele diz sério. — Mas eu só não quero bagunça na minha casa, eu gosto de tudo organizado nada de festinhas enquanto eu estiver fora e nada de namoradinho aqui.
— Concordo com seus termos e muito obrigado pela sua confiança. — Ele deu um sorriso sem mostra os dentes.
O elevador parou, Eros saiu do elevador e eu quase soltei uma palavrão ao vê que aquele andar gigante era só a cara do Eros.
Quando eu vi Eros levando o dedo até a porta eu entendi que a porta se abre por impressão digital, quando eu pensei que ele ia entrar, ele ficou parado e digitou algo atrás da porta, então Eros segurou na minha mão e colocou meu dedo no mesmo lugar que o seu, fazendo o mesmo barulho de quando ele coloco o dele.
— Pronto, agora você já consegue entrar aqui e lá em baixo livremente, sua entrada e saída é seu dedo. — Ele fala e eu assinto.
Eros me lançou um olhar convidativo me convidando a entra, respirei fundo segurando minha bolsa e quando entrei até fiquei surpresa.
A sala é bem arrumada e muito grande, toda decorada com móveis preto e branco com pequenos toques de dourado, se a sala já é gigante imagina a cozinha ou os quartos.
— Eu poderia te mostrar cada canto dessa casa mais está tarde e estamos cansado, vamos para o andar de cima, vou te levar até o seu quarto. — Ele me guiou até uma escadaria maravilhosa e grande.
Subi as escadas e assim que chegamos no segundo andar eu vi várias portas e já fui imaginando minhas confusões diárias tentando achar o quarto, ele parou em uma porta que graças a Deus tem a maçaneta diferente e abriu fazendo minha boca cair.
O quarto é lindo e gigante, tem uma cama de casal no meio do quarto, com varias prateleiras espalhadas pela parede, tem uma escrivaninha e duas mesinhas do lado da cama.
Vi que tinha duas portas no quarto, fui andando e quando abri a primeira porta vi que era um closet e já fiquei pensando que nem em 5 anos de trabalho eu conseguiria deixar ele cheio.
Sai do closet e me deparei com o Russo me olhando com atenção, então fui até a segunda porta e quando abri quase surtei ao vê uma suíte com banheira.
— Já vi que você gostou do quarto só pela sua cara, tome banho e relaxe, se estiver com fome pode ir até a cozinha e comer o que você quiser, amanhã conversamos, até amanhã! - Falou e saio fechando a porta.
Me joguei na cama e suspirei, meu santo Deus onde que eu fui me meter, levantei da cama rapidamente lembrando que faz dias que eu não tomo um banho descente.
Pego uma toalha que tenho na bolsa, um
pijama e corro pro banheiro, assim que tiro
minha roupa eu ligo o chuveiro e quando a água quente cai sobre o meu corpo eu solto um pequeno gemido.
Tomo um banho demorado aproveitando cada segundo, quando eu sai de baixo da água
minha mão já estava ficando enrugada.
Me saquei com a folhada limpa que estava no banheiro, coloquei meu pijama e escovei meus dentes.
Apaguei a luz e me joguei na cama deixando meu corpo relaxar, eu estou morrendo de fome mas estou sem coragem de levantar e ir até a cozinha.
Pela primeira vez na vida eu me sinto segura e alguma coisa dentro de mim me diz que não preciso ter medo.
Fecho meus olhos agarrando o meu travesseiro e deixo o sono me levar.