capítulo 7

1340 Palavras
–Seja bem vindo senhor Tuan.– Digo sorrindo.–Que bom que trouxe seu filho. Observe o homem ao lado dele Matt ainda esta com o olho um pouco roxo, acredite que ainda é resultado da briga de sábado á noite. –Eu já não te conheço?– Ele pergunta para mim. –Eu não me lembro de ter te conhecido.– Me faço de desentendida.– Escolhi os melhores lugares para vocês.– Dou um sorriso.– Eu infelizmente não vou poder acompanhar vocês, mas faço questão que meus próprios secretários os acompanhem até seus lugares.– Olho para Barry que está ao meu lado segurando o riso discretamente. Acho que por conta da minha mentira sobre não ter conhecido Matt antes. Barry sabe bem onde o conheceu, ele estava junto quando insultei o pênis dele. –Como vai senhor Lee?– Leronard comprimenta Barry. –Vou ótimo senhor.– Barry desculpa.– Poderiam me acompanhar?– –Claro. Os três saem de perto de mim. Depois do final de semana, Barry ficou mais próximo de mim, ele é um amigo, não como Marcos, mas é um amigo. É bem mais fácil trabalhar com amigos Como é dia do desfile, não tenho muito tempo para folga, tenho que fazer tudo estar perfeito. No decorrer do desfile não teve muitos imprevistos, nada além do normal, até por que, é completamente normal uma modelo ou outra apresentar algum leve problema, mas nada que não fosse fácil de consertar. Não é querer me gabar, mas o desfile foi incrível, as peças estavam melhores do que nos desenhos. Eu recebi elogios a cada convidado que passou por mim. Mas apenas um me interessava por Leonard Tuan. –O que achou?– Pergunto sorrindo. –Estava tudo muito bom senhorita Keen, quando assinaremos o contrato?– ele perguntou ansioso. –Quando quiser.– Responde. –Poder ser agora?– Ele desculpe. –Claro.–Suspiro olhando para os lados a fim de encontrar Barry.–Siga-me até minha sala, os papéis já estão prontos para serem assinados. Pego meu celular ligando para minha secretária, ele atende rapidamente. –Poderia levar o contrato até minha sala?– Eu não precisava dar detalhes sobre qual contrato estou falando, Barry já está bem ciente do que estou falando. –Já estou indo.– Desligo a chamada e conduzo Tuan até minha sala.–Creio que já deve ter conversado com seu filho sobre isso. –Sim, foi um pouco difícil fazer ele aceitar, mas tudo certo.– Diz ele nervosamente. Creio que o mimadinho não aceitou bem essa decisão, mas não liga para o que ele acha, liga apenas pra meus interesses. Quando chego em minha sala, Barry já estava lá com os papéis em mãos, sentei em meu lugar, Tuan a minha frente.Discutimos um pouco mais sobre o contrato e logo assinamos. –Quando será o casamento?–Pergunta ele. –Em um mês.– Digo entregando o contrato assinado para Barry e entregando uma cópia para o Tuan.–Amanhã jantarei na sua casa para conhecer seu filho, está de acordo com isso?– Pergunto sem dar muita importância. –Completamente.– Ele desculpe.–Você está tratando esse casamento como se fosse algo banal. –Mas para mim é apenas banal, é apenas mais um trabalho como outro qualquer.– Reviro os olhos.–Não misturo sentimentos com trabalho, vou permanecer casada com seu filho por cinco anos, como esta no contrato, depois de um ano de casada eu vou engravidar, como também diz o contrato.O que vai acontecer depois dos cinco anos é uma decisão completamente minha. –Você é mais fria do que pensei. –Não estamos em uma história clichê Tuan, não vou me apaixonar pelo seu filho, essas coisas só acontecem em livros de romance adolescente, a taxa de amor em uma relação por contrato é quase nula. E seu filho está longe de ser meu tipo de homem ideal. Ele me olha analisando-me dos pés à cabeça, falei firmemente cada palavra para não deixá-lo com dúvidas da minha decisão. –Como já terminamos, temos que ir, vou procurar meu filho.– Fala ele levantando. –Lee, poderia acompanhar o Senhor Tuan?– Pergunto olhando para Barry. –Claro que sim doutora. Barry conduziu Tuan até a porta da minha sala. Quando estou em fim sozinha, olho atentamente para aquele papel que me fez perder cinco anos da minha vida de solteira. Peguei o contrato e segui para a sala de Marcos. Entro sem bater, o que me faz arrepender imediatamente dessa escolha.Digamos que Marcos seguiu meu conselho sobre pegas o pessoal da contabilidade. Limpo a garganta para chamar atenção dos dois que se separam quase que mediatamente. –Senhor Luc, poderia nos dar licença, por favor.– Falou –Claro que sim chefe.– Ele sai de cabeça baixa. –Que falta de profissionalismo.– Faço sinal de negação com a cabeça.– Enfim, não é para isso que eu estou aqui.–Jogo os papéis sobre a mesa do meu amigo. –Isso é... – Marcos pegou os papeis e examinou rapidamente.–Você vai mesmo se casar, que merda. –Vou contar para minha família hoje. –Vai ter barraco, posso ir?– Marcos pergunta e eu apenas confirmo com a cabeça.–Finalmente, faz tempo que não vejo o Fred dar chilique. –Você não está ajudando Marcos!– Sento na cadeira de frente para ele, escoro minha cabeça, olho para o teto pensativa. –Estou sendo realista.– Mesmo não olhando para meu amigo, sei que ele está dando de ombros.–Fred odeia misturar a vida profissional com a vida pessoal, o que você acha que ele vai dizer sobre isso. –O Fred vai surtar.–Fecho os olhos enquanto penso na melhor forma de acalmar meu irmão. –Como você vai contar?– Pergunta Marcos divertido. –No jantar de hoje.– Não pensei muito em como vou contar.– Vou apenas soltar a bomba e seja o que Deus quiser. –Você está falando sobre Deus?– Marcos rio.–O negócio está feio mesmo. –E vai piorar.– Dou uma risada sem humor. –Eu vou amar ver isso.– Marcos enfim solta os papeis.–Já deu o horário de ir. Vamos?– Marcos levantou de sua cadeira, eu faço o mesmo. –Vou pegar minhas coisas, encontro com você no estacionamento.– Sigo um caminho diferente de Marcos. Após pegar minhas coisas, vou diretamente para o estacionamento, vou para meu carro, Marcos já estava no dele, sigo em direção a minha casa, o carro de Marcos estava bem atrás do meu. Deixamos os carros na garagem junto dos outros veículos, seguimos para dentro de casa. Marcos já é praticamente de casa, então tem um quarto só dele, onde tem suas coisas. Fred chegou mais tarde da faculdade hoje, ele estava nitidamente destruído. Durante o jantar, eu faltava ver ele cair de sono com a cara no prato, minha mãe e meu pai estavam normais, Marcos estava com normal, mas sinto a espera em cada movimento dele, ou a cada vez que eu abro a boca para entrar em algum assunto. Descido que é hora de contar assim que a sobremesa é servida. –Família, tenho algo a contar.– Pela primeira vez na noite a sala ficou em silêncio absoluto. Fred olhou para mim com um olho aberto e outro fechado. A mãe estava com um leve sorriso, meu pai estava sério como sempre, Marcos estava contendo o riso. –Eu vou me casar.– Falo alto e com bom som. Fred pela primeira vez na noite abriu os olhos completamente, Meu pai estava de boca aberta, minha mãe deixou a sobremesa cair de volta no parto. O silêncio mortal foi quebrado pela risada de Marcos, ele não conseguiu mais se segurar. –Que p***a é essa Alia.– O tom do meu irmão era sério e bravo ao mesmo tempo. Vamos ter uma longa noite.
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