Velhos momentos

876 Palavras
Não demorou muito tempo e o pai de Duda chegou. Ela foi embora e os outros foram para a cozinha jantar. Depois de todos terem jantado, alguns foram para os quartos e outros ficaram pela casa, mas ninguém quis sair. Chegou a hora de ir dormir, todos foram sem reclamar, Nico achou muito estranho a atitude principalmente de Tomás de ir para a cama sem reclamar e foi falar com ele. –Aconteceu alguma coisa, Tomás?- perguntou Nico que estava no corredor com Tomás. -Não. Por quê?- perguntou ele. -Você está muito quieto, nem reclamou porque mandei todos dormirem.- o homem mais velho respondeu. -É porque hoje todos estão desanimados. E além do mais a Dudinha não está mais aqui para me alegrar, ou mesmo me deixar chateado.- a resposta do garoto o deixou pensativo. -Acho que entendo, mas vamos ter que nos acostumar sem ela. Eu também fico triste por cada um que passa por aqui, já passaram várias pessoas por aqui, pessoas legais, chatas, iguais, diferentes. E no fim, todos seguem seu caminho, e eu fico aqui à espera de outros.- Nico encostou na parede e cruzou os braços. -Olhando por esse lado, você tem razão. Com o tempo, acho que me acostumo! – Tomás encostou ao lado dele. -Vai sim, agora vai pro seu quarto e tenta relaxar.- falou Nico, dando uma t**a nas costas de Tomás. Tomás entrou no quarto e foi dormir. Nico seguiu seu caminho para o quarto dele e foi conversar com Juli. Ele sentou na cama e olhou para sua esposa. –O que aconteceu , meu bem? - ela percebeu seu olhar. -Estava falando com o Tomás agora pouco e ele me disse que estava com saudade da Duda, isso me fez pensar nos outros adolescentes que passaram por aqui.- disse Nico sentando na cama. -E por isso você ficou assim? Todo estranho?- perguntou Juli. -Não é só por isso, é que eu lembrei deles, e me deixou com saudades. Nostálgico, sabe? -Ai, não fica assim meu amor. Isso serve para lembrar de que, se eles deixaram saudades, foi porque eles marcaram. É bom lembrar que se houve despedida, é possível um reencontro.-falou Juli, tentando mudar o humor de Nico, ele sorriu. -É verdade. Sabe de quem eu lembrei agora? Me lembrei da Mel, sempre feliz com a vida, via graça em tudo, ela era a felicidade desta casa.- lembrou ele. -É mesmo. Essa menina via graça em tudo, sempre feliz, era muito difícil ela ficar triste. E sem falar que ela adorava uma confusão, ela brigava muito com o Renato. – a mulher também trouxe recordações. -Tem razão. Será que ele ainda se lembra dela? -Eu acho que sim, impossível esquecer de alguém como a Mel. Eu tive uma ideia, porque não pegamos as fotos que temos com os que já passaram por aqui, e montamos um mural. Podemos colocar lá na sala ou no corredor, para assim todos que passarem por aqui, serem lembrados de alguma forma. -Grande ideia, querida. Amanhã mesmo vou me encarregar disso.- Nico beijou sua esposa animado. -Certo. Agora vamos dormir, porque amanhã acordamos cedo.- eles trocaram mais um beijo. -Sim. Boa Noite!- todos na casa adormeceram. Noutro dia bem cedo, Juli e Nico se acordaram e a primeira coisa que o homem fez, foi criar o mural para que assim, quando todos acordassem vissem na sala. -Você gostou mesmo da ideia, não é? - Juli perguntou enquanto estava com Tina fazendo o café da manhã. Quando todos acordaram, todos foram direto para a cozinha e nem perceberam o mural. Quando terminaram de tomar café, foram para a sala e o primeiro que viu o mural foi Renato. –Galera, venham ver uma coisa. Essas são fotos das pessoas que já passaram por aqui.- Renato chamou a atenção de todos. –Olha, Renato. olha a gente mais novinho.- mostrou Mili. -Sim! Olha essa, foi quando a Carla entrou aqui.- falou Renato mostrando a foto, -Essa foi mais recente, a Duda ainda estava com a gente.- falou Tomás mostrando a foto. -Quem é essa tão bonita? Ao seu lado Renato.- perguntou Guga apontando para a foto. -Essa é a Mel, que saudades dessa menina.- ele respondeu. -Ela te faz falta, não é irmãozinho?- perguntou Ricardo. -Muita. Nós éramos iguais ao Tomás com a Duda, sempre brigando, mas sempre nos divertindo. Ela era de bem com a vida, sempre sorrindo. – o sorriso do garoto dizia tudo. -E foi por isso que eu coloquei isso aqui, para lembrarmos por quem passou nesta casa, as lembranças boas que ficaram, as saudades e outras coisas.- falou Nico chegando na sala tomando a atenção deles e fazendo todos o olharem. -É bom que isso fique aqui, assim nunca esquecemos de quem passou por aqui.- Cris concordou. -Só tem um problema. Eu não estou em nenhuma foto, como assim?- Peter tomou a voz. -Deixa de drama moleque, vamos tirar uma agora e revelar com você e a Josy, anda vamos. -Se juntem todos para eu tirar a foto.- Tina pediu e todos se organizaram, ela programou a câmera e foi para junto deles. “XIIS” todos fizeram e a foto foi tirada. -Agora, andem! Cada um pega suas bolsas e vão para a escola. Andem, andem!
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