Eles foram até o lugar, onde José iria deixar os garotos, o nome da casa era “Seja você mesmo”.
–O que é isso? Uma instituição para crianças?- perguntou Peter não gostando da casa.
-Mas você nem viu a casa ainda. Vamos entrar!- falou José. Eles tocaram a campainha, e abriram a porta.
–Você?- falou Peter e Carla ao mesmo tempo.
–O que você está fazendo aqui?- perguntou Carla com uma mão na porta e outra na cintura.
-Eu é que pergunto o que você está fazendo aqui.- perguntou Peter de volta.
-Ótimo, já estou vendo que vocês já se conhecem, então não vai ter problema de ficarem aqui. Mocinha por favor, eu quero falar com o dono da casa.- falou José Pedro.
-Só um segundo senhor. – falou Carla que foi chamar Nico, o dono da casa.
–Olá. Sejam bem-vindos. Como estão? - perguntou Nico apertando a mão de todos,
-Eu queria deixar meus filhos aqui. Vou fazer uma viagem e preciso que eles fiquem com alguém responsável,- disse José,
-Sim Claro. Entrem para conversarmos melhor,- convidou Nico. Eles entraram e sentaram na sala, e começaram a conversar.
–Desculpa interromper, mais você pode me dizer, o que realmente é isso aqui?- perguntou Peter, que viu a casa muito colorida por dentro, e só tinha visto Carla, no tempo que estava lá.
–Aqui é como um abrigo para adolescentes. Tem gente que mora aqui, porque não tem pais, a Carla é um exemplo. E outros que estão aqui, porque os pais viajaram, ou porque querem se ver livre dos filhos,.- respondeu Nico sorrindo,
-Você não tem pais?- perguntou Peter para Carla, que estava em pé do lado dele,
-Não,- respondeu ela, ainda em pé, e de braços cruzados,
-Porque você nunca me disse isso?- perguntou Peter novamente,
-Porque você nunca me perguntou,- respondeu Carla, sendo curta e grossa.
–A Josy também pode ficar?. Ela tem 14 anos.- perguntou José, passando a mão na cabeça dela,
-Claro que sim, aqui temos todas as idades. Espera um pouco,- pediu Nico. Nico se levantou e foi até um tipo de caixinha que estava colada na parede, em todos os lugares da casa, tinha um alto- falante. E desse modo ele chamou todos para a sala. “Pessoal, venham para sala, agora mesmo”, aos poucos veio chegando vários adolescentes, e duas crianças. Havia mais ou menos 12 pessoas. Peter ficou assustado ao ver tanta gente, e Josy achou demais.
–Vocês todos moram aqui?- perguntou José Pedro, meio assustado.
–Sim todos moram aqui, e por favor, se apresentem garotos,- pediu Nico,
-Você já me conhece, eu sou a Carla, e como o Nico já disse, sou órfã. – disse Carla,
-Eu sou o Renato, e ele o Ricardo. Já nos conhecemos. Somos órfãos – disse Renato,
-Me chamam de Guga, e só estou passando uns tempos por aqui,- falou Gustavo,
-Sou Marcela, e minha mãe me deixou aqui, por um tempo.
-Ana. E só estou de passagem.
–Tomás, eu moro aqui, meus pais viajaram e mandam dinheiro pra mim, e para casa.
–Michelle, mais conhecida como Mili. Sou órfã também.
–Me chamo Dani, e só vou ficar por uns dias.
–Sou Guilherme e sou filho do Nico. Sou o mais novo adolescente, tenho 15 anos.
–Sou Cristiane, mais me chamam de Cris, e acho que vou morar aqui por um tempo.
–Vocês já me conhecem, sou Duda. Meus pais viajaram.
–E esses são os menores, o Lucas de 7 anos, e o Felipe de 8. Os pais deles viajaram por uns dias, e então eles ficam aqui,- falou Nico,
-Caramba, 14 pessoas moram aqui? e você cuida de tudo sozinho?- perguntou Peter,
-Sozinho não, tem a Juliana que é minha esposa, ela ajuda a cuidar deles, e eles também me ajudam em quase tudo. Tem alguns que gostam de confusão, mais controlamos,- falou Nico, batendo em Tomás,
-E onde está essa tal de Juliana?- perguntou Josy para Nico,
-Ela esta trabalhando no momento, ela é administradora de um banco,- respondeu Nico,
-Mesmo sem ela aqui, podemos garantir que ela é gente boa,- falou Tomás,
-Bem, já que é assim, acho que não tem problema dos meus filhos ficarem aqui,- falou José,
-Claro que não. Aqui é um bom lugar, e como sempre vemos caras novas, estamos acostumados com esse vai e vem da galera.- falou Mili sorrindo,
-Então acho que estamos conversados Senhor Nicolas, esse fim de semana, eles ficam aqui. Podemos acertar as contas?- José se levantou do sofá,
-Claro que sim. Vamos ao meu escritório por favor. Guilherme apresenta a casa para a menina, e Carla mostra para o menino. Eu vou conversar com o Senhor aqui.- falou Nico que entrou no escritório com José, Carla e Guilherme foram fazer o que Nico mandou, e os outros foram pros quartos.
A casa era grande, e havia vários quartos, havia quartos com duas camas, ou com três. Depois de mostrar toda a casa, Peter ficou encantando como tudo era tão vivo por ali, Josy amou pelas cores, e pela companhia.
–Vamos te esperar esse final de semana,- falou Carla para Peter,
-Sabe que no começo, eu até te achava chata. Mais agora estou começando a mudar de ideia,- falou Peter olhando para Carla e sorrindo.
–Me achava chata? Obrigado pela sinceridade, vamos.- falou Carla indo na frente de Peter.
–Obrigado por me mostrar a casa, ela é muito bonita,- falou Josy, que estava com Guilherme,
-De nada. E vai gostar ainda mais quando vier ficar aqui. Eu vou fazer você gostar mais ainda daqui, e de mim também.- brincou Guilherme,
-Você está me dando uma cantada?- perguntou Josy rindo,
-Se você acha.– respondeu ele, que foi rindo em direção para a sala, e ela logo atrás.
Quando chegaram na sala, José já estava esperando por eles.
–Vamos crianças, vamos para casa, tenho muita coisa para fazer,- falou José,
-Sim pai. Vamos. Tchau Carla, até mais.-Peter se despediu dela, lhe dando um abraço,
-Tchau Gui, até o final de semana,- Josy se despediu dele,
-Tchau Nicolas, até mais. E Muito Obrigado.- falou José apertando a mão de Nico. Eles voltaram para casa, onde Peter foi para seu quarto, pesquisar mais sobre a morte da sua mãe, até que Josy chegou no seu quarto.
–Posso entrar?- perguntou ela, batendo na porta, que não estava totalmente fechada,
–Sim baixinha. Entra.- respondeu ele. Josy entrou e se sentou na cama, atrás de Peter.
–O que você está fazendo ai?- perguntou Josy,
-Estou pesquisando umas coisas, e você o que quer?- perguntou Peter,
-Como você sabe que está gostando de alguém?- perguntou Josy, no mesmo instante Peter se virou para ela.
–Você não acha que está muito nova, para gostar de alguém?- perguntou Peter,
-E desde quando tem idade pra se gostar? Vai me responder?- insistiu Josy com a pergunta.
-È pelo Guilherme não é? Bem, na verdade eu não sei te explicar direito, eu acho que você vai saber que gosta de uma pessoa, quando você sente falta dela, quando sente v*****e de ficar com a pessoa, essas coisas, mais isso só quem vai ter que responder é você.- terminou Peter,
-Uau. Não sabia que você dava conselhos amorosos. Você devia abrir uma barraca de conselhos.- falou Josy rindo.
-Vai começar a zuar agora é?
-Claro que n******e se abrir com sua irmã aqui, você finalmente gosta de quem da Roberta ou da Carla?- perguntou Josy olhando no rosto dele.
-Você está brincando? Isso é uma piada? Está bem, na verdade não sei ainda. As duas são lindas, mais acho que a Carla é mais carinhosa, e Roberta é mais rebelde, mais tem seus momentos doces. Estou dividido.- respondeu Peter, que não conseguiu se livrar da pergunta.
–Toda Roberta é meio rebelde. Mas eu gosto dela. E a Cande, já esqueceu? – perguntou Josy,
-Candela foi minha primeira namorada, não vou esquecer dela. Mas agora ela é só a minha amiga, Josy. E falando a verdade, ainda gosto dela. – respondeu Peter indo se sentar junto de Josy.
–Acho que esse fim de semana, você descobre de quem você gosta.- falou Josy.
-Me parece que sim! Agora é hora de dormir. Boa Noite!- falou Peter dando um beijo nela.
-Boa Noite, Maninho!- ela deu um beijo em Peter e foi para o seu quarto.
Chegou o fim de semana, Josy estava muito animada, pois iria ver Guilherme de novo. Peter também estava feliz, mais confuso. Eles foram em direção para a casa, depois de José deixar eles na casa, foi direto ao aeroporto.
–Bem garotos, sejam bem vindos.- falou Nico abrindo os braços e mostrando a sala.
-Agradecemos!- respondeu Peter,.
-Vamos, vou mostrar onde vocês vão ficar,- falou Nico, eles foram até seus devidos quartos.
–Peter, você fica aqui com o Tomás,- falou Nico, entrando no quarto,
-Fala moleque! Vai dormir aqui comigo?- perguntou Tomás, dando um abraço em Peter,
-Pelo visto, acho que sim!- disse Peter sorrindo,
-Então seja bem vindo, cara.
-Isso. Gosto de ver todo mundo se dando bem! Tomás ajuda ele a se adaptar por aqui, explica tudo pra ele, porque agora vou levar a menina para o quarto dela,- falou Nico,
-Pode deixar Nico,- respondeu Tomás.