Enquanto os meninos estavam lá embaixo com Cris, Duda estava no corredor, indo para o quarto até que ela se encontrou com Josy.
–Você viu meu irmão?- perguntou Josy parando Duda, ela respirou fundo antes de responder.
-Aquele i****a? Está lá embaixo!
-Você ainda está com raiva dele não é?- perguntou Josy, encostando na parede e cruzando os braços.
-Sim! - respondeu Duda sendo breve.
-Isso passa. Espera, ele está fazendo o que lá embaixo?- perguntou Josy surpresa.
-É que lá embaixo, tem uma piscina. Ah! E seu namorado também está lá. - Duda respondeu sorrindo.
-Ei, ele não é meu namorado. Mas obrigado por me responder. Vou lá!
-Até mais tarde. No quarto.- falou Duda seguindo seu caminho, Josy foi até o porão ficar com os garotos.
Duda foi para o quarto e depois que ela se trocou, ela se deitou e foi escutar música no fone, Carla bateu na porta, mas ela não escutou. Carla viu que a porta estava aberta e entrou. Ela tirou os fones do ouvido de Duda.
–Ei! O que é isso? Invasão de privacidade? - perguntou Duda se levantando irritada e pegando os fones de volta.
-Eu preciso falar com você.- Carla respondeu.
-E precisa ser desse jeito?- Duda guardou seu fone.
-Era o único jeito, não é? Você estava aí, escutando sua música no último volume. Só que, eu não vim para discutir, eu realmente preciso falar com você.
-Está bem. Senta aí e fala. - Duda deu espaço para ela na cama.
-O assunto é o Peter. Eu preciso falar dele com você.- começou Carla sentando na cama e a menina já revirou os olhos.
-Ah não! Tanto assunto e você vem falar logo dele? O que tem nesse garoto, que hoje todos os assuntos, vão ser sobre ele?
-Calma menina. Eu tenho que falar dele sim. A Roberta está gostando dele.
-A Roberta? Espera, ela não gosta do Pablo?- perguntou Duda com um sorriso de lado.
-Claro que ela não é afim do Pablo. De onde você tirou isso? Naquele dia no parque, ela falou pra mim que achava que gosta dele, porém ela acha que você gosta dele. - Carla explicou.
-Que? Eu não gosto dele! Pode dizer a Roberta que eu não gosto dele. - Duda respondeu rapidamente e nervosa.
-Tem certeza que você não gosta dele?
-Porque você acha que eu gosto dele? Se eu digo que eu não gosto.
-Porque quando a gente fala nele, você fica toda estressadinha. E também naquele dia no parque,vocês brigaram, depois ele veio correndo atrás de você e depois ninguém soube o que aconteceu e agora vivem trocando farpas por aí. E você sabem o que dizem sobre isso. - a menina foi clara.
-Olha esse garoto só me traz problemas. Eu não gosto dele, pode acreditar. Pode dizer a Roberta também!
-Tudo bem, eu acredito em você. Tchau!- respondeu Carla saindo do quarto.
–Tchau!- respondeu Duda, colocando o fone de ouvido de novo e deitando na cama.
A tarde se passou e no começo da noite, todos estavam em seus quartos.. No silêncio da casa, a campainha da casa soava e então o mais velho e responsável foi atender.
–A Carla está aí?- perguntou Roberta.
-Olá Roberta. Eu estou bem também? E você? - Nico brincou com a menina, ela já fazia parte do ciclo deles fazia um bom tempo. Os dois riram. -Ela está sim, você quer falar com ela?
-Gostaria sim. Posso?
-Claro, pode ir lá! Você já sabe o caminho! - a garota entrou pelos corredores e ao entrar no quarto da amiga, lá estavam Carla e Mili deitadas.
–Boa noite, meninas! - falou Roberta entrando no quarto.
-Boa noite! - as duas responderam.
-Roberta, o que você está fazendo aqui? – perguntou Carla a abraçando. -Algum problema?
-Preciso falar com você.- respondeu Roberta.
-Se você quiser, eu posso sair do quarto. Vou dar uma volta na casa.- sugeriu Mili se levantando.
-Eu agradeceria muito, Mili. Obrigada!- ela a abraçou.
-De nada. Depois eu volto. Bye! - falou Mili saindo do quarto.
-Agora me conta. O que houve?- Carla estava curiosa.
-Você falou com a Duda?- perguntou Roberta.
-Sim. Falei.- respondeu Carla.
-E o que ela disse? Ela gosta dele? Te falou alguma coisa?- perguntou Roberta ansiosa pelas respostas.
-Ela ficou nervosa quando falei dele. Contudo, disse que não gostava dele, que o caminho estava livre.
-E você acha que é verdade?
-Eu acho que sim. Eles vivem brigando aqui em casa, não parecem se gostar tanto assim.
-Mas eu não sei se o Peter gosta de mim. Eu tenho que falar com ele.- disse Roberta preocupada.
-Você vai falar o que com ele?- perguntou Carla.
-Não sei.- respondeu Roberta deitando na cama de Mili.
-Como você vai falar com ele, uma coisa que você nem sabe?
-E o que você sugere?- perguntou Roberta,
-Sei lá. Espera ele sair daqui primeiro e no colégio é melhor pra vocês se falarem. Aqui em casa, sempre tem alguém que chega pra atrapalhar. - Carla deu a ideia.
No corredor Mili esbarrou em Peter.
–Desculpa!- falou os dois ao mesmo tempo.
–O que você está fazendo na ala das meninas?- perguntou Mili assustada ao ver Peter.
-Eu preciso falar com a Carla e o Tomás com você.- disse Peter baixinho.
-Você n******e vir pra cá e nem eu posso ir pra lá. E a Carla está conversando com a Roberta no quarto.
-Mili, vai lá no quarto do Tomás e fala com ele. Dá seu jeito pra ninguém te ver. Você não me viu e eu não vi você. Que tal?- falou Peter que foi em direção ao quarto delas. Mili revirou os olhos, mas seguiu o que ele disse.
–Carla, você está aí?- perguntou Peter batendo na porta. Carla e Roberta se olharam e Carla respondeu: – Estou pode entrar.
–Olá meninas. Carla, eu preciso falar com você. Roberta, você por aqui?- perguntou Peter a olhando.
-Oi, Peter. Eu vim falar com a Carla. É bom te ver também.- falou Roberta abraçando Peter.
-Peter, o que você está fazendo na nossa ala? Você sabe que é p******o e ainda mais nessa hora. Se o Nico te pega aqui, você fica de castigo.- falou Carla indo para trás da porta para ninguém abrir.
-Carlinha relaxa, o Nico não vai aparecer aqui.- disse Peter sentando na cadeira.- Do que vocês estavam falando? Deviam estar fofocando não é?- continuou ele.
–Não estamos fofocando. Estávamos falando de coisas interessantes. - Roberta tomou a voz.
-Então vocês estavam falando de mim?- perguntou Peter brincando e passando a mão no cabelo.
-Você nem é convencido, hein novato?- falou Carla jogando uma almofada nele. -Fala logo o que veio fazer aqui.
-Vai dizer que não sou interessante? Roberta?- perguntou Peter, soltando indiretas para ela.
-Sim, você é muito convencido. E interessante também.- respondeu Roberta, eles ficaram se olhando por alguns segundos, até que alguém bateu na porta.
–Meninas, sou eu o Nico. Posso entrar?- perguntou Nico batendo na porta. Todos se olharam.
-E agora? O que eu faço?- Peter se desesperou.
-Vai pra debaixo da cama. Logo!- Roberta deu a ideia. Peter foi para debaixo da cama e Carla abriu a porta.
-Pode entrar, Nico!
-Meninas, desculpa interromper, mas a mãe da Roberta já veio buscá-la.
–Obrigado, Nico. Tchau amiga, até amanhã. – falou Roberta dando um abraço em Carla.
-E a Mili onde está?- perguntou Nico.
-Ela disse que foi dar uma volta na casa.- respondeu Carla.
-Você me leva até a porta, Nico?- Roberta queria tirar Nico dali para Peter poder sair sem consequências.
-Claro querida, vamos! - quando Roberta e Nico saíram, Peter saiu debaixo da cama.
–Essa foi por pouco.- ofegou Peter olhando para Carla.
-Você é louco não é? Poderíamos ter ficado de castigo. Finalmente para que você veio aqui? - perguntou Carla irritada.
-Eu vim saber se você vai amanhã conosco.- falou Peter.
-Eu tenho que conversar com a Mili primeiro. - disse Carla.
-Ela foi pro quarto do Tomás. Ele já deve ter convencido ela.
-Se ela for, eu também vou. – respondeu Carla enciumada.
-Certo! Vou para o quarto antes que aconteça mais alguma coisa. Boa noite!
-Isso garoto, vai dormir. Boa noite!- respondeu Carla. Peter saiu do quarto dele e foi para a cozinha, quando ele ia entrando na cozinha viu Duda no telefone, ele não quis interromper, então ficou escutando.
-Boa noite, mãe. Beijos, saudades.- Duda desligou o telefone, e se virou. Ela viu Peter, encostado na parede.
–Você está me espionando? Ou é perseguição?
-Nenhuma coisa, nem outra. Só não queria te atrapalhar.
-Não me atrapalhar? Finjo que acredito!- ela pegou seu prato e sentou na outra mesa.
-Era sua mãe no telefone?- insistiu ele.
-Não te interessa.- respondeu Duda.
-Eu gostaria muito de falar com minha mãe. Se ela estivesse viva é claro.- começou Peter.
-Olha não vamos tocar nesse assunto, para você não ficar m*l. - Duda sabia da mãe dele.
-Agora você se importa comigo?- ele sorriu fraco.
-Não. Mas com isso não se brinca. Estou mentindo?- perguntou Duda o encarando.
-Não. Você tem toda razão.- respondeu Peter. Duda foi saindo da cozinha.
- Aonde você vai?
-Vou pro quarto. Dormir é claro.- respondeu Duda.
-Hum. Boa Noite pra você também.- disse Peter, Duda virou as costas e saiu da cozinha. Peter se levantou e foi para o seu quarto também.
–Falou com a Mili? – perguntou Peter a Tomás, entrando no quarto.
–Falei. E eu a convenci. Ela vai com a gente amanhã.
-O que você está fazendo aí?- perguntou Peter, Tomás estava com um celular na mão.- estou twittando!- respondeu ele.
-Você é um vício, cara. Desliga isso e vai dormir.
-Se eu não me comunicar com as pessoas, como eles vão saber que existe um famoso por aqui? Tem que ficar conectado e sem esquecer das gatinhas.- Tomás respondeu rindo.
-Famoso? Você é famoso desde quando?- perguntou Peter rindo e deitando em sua cama.
-Desde sempre. Só que a mídia não me descobriu ainda.
-E o que você faz? Senhor famoso.- perguntou Peter rindo mais ainda e olhando para ele.
-Eu toco violão, bateria, canto e sei dançar muito bem. Eu sei, pode me invejar com esse talento todo.
-Haha. Eu vou dormir, que é o melhor que eu faço. Apaga as luzes aí, por favor. - Peter pediu e virou na cama.
-Vou apagar. Boa noite, cabeça.- Tomás respondeu apagando a luz.
-Boa noite, senhor famoso.- Peter riu.