-Meu pai? Não brinca Mili, é sério?- perguntou Tomás sem acreditar em Michele.
-Porque eu mentiria, Tomás? Vai logo, ele está te esperando. - falou Mili, Tomás saiu do quarto e foi direto para a sala. Mili e Peter foram logo atrás, Tomás chegou e quando viu seu pai, o abraçou forte.
–Ele nunca viu o pai dele?- perguntou Peter no ouvido de Mili.
-Na verdade, já faz um tempo que ele não aparece. Sempre quem vem aqui, é a mãe dele. O pai dele sempre está viajando ou muito ocupado. Assim como a mãe, por isso ele passa o maior tempo aqui.- respondeu Mili sentando no sofá da sala.
-Papai, a quanto tempo que eu não te vejo. Como você está?- perguntou Tomás olhando para seu pai sorrindo.
-Estou bem filho, eu estava muito ocupado peço desculpas.
-E a mamãe? Também veio?
-Falamos da sua mãe outra hora, sim? Ela está indisposta esses dias e por isso estou na cidade.
-Aconteceu algo?
-Nada para se preocupar! E eles quem são? Sua namorada? Seu amigo?- falou Augusto, apontando para Mili e Peter.
-Não sou a namo..- tentou Mili, mas Tomás interrompeu e foi até ela.
-Sim, essa é minha namorada Michele, mais a chamamos de Mili, e esse é meu amigo Peter.- disse Tomás botando a mão por cima do ombro de Michele. Eles ficaram sem entender e Tomás falou no ouvido de Mili,
-Me ajuda nessa, por favor.- pediu Tomás, Mili não tinha saída e confirmou a história.
–É verdade, eu sou a namorada do Tomás, muito prazer senhor.- falou Mili apertando a mão do mais velho, nesse momento Carla chegou na sala.
-Como? O que está acontecendo aqui?- perguntou Carla ao ver a movimentação na sala.
–E essa quem é?- perguntou Augusto a olhando.
-Essa é a Carla, minha namorada.- falou Peter agarrando Carla de lado.
-Sou é?- perguntou Carla olhando para Peter.
-Carlinha, por favor ajuda. Depois te explico.- falou Peter no ouvido de Carla.
-Sim, sou. E o senhor quem é?- perguntou Carla entrando na história.
-Eu sou o pai do Tomás. Me chamo Augusto Akemi.- respondeu Augusto estendendo sua mão e ela apertou.
-Apresentações feitas, vamos dar uma volta, pai? – Tomás queria se sair daquele clima.
-Não posso querido, preciso resolver umas coisas. – ele pegou seu celular e discou para alguém.
-O senhor vai voltar aqui?- perguntou Tomás.
-Como amanhã é domingo e eu ainda vou estar na cidade, estava pensando em te pegar amanhã para sairmos. O que você acha? - Augusto parecia simpático.
-Claro, eu falo com o Nico e está tudo certo. Posso levar o Peter também?- o garoto perguntou.
-Sim pode levar. E se quiser as suas namoradas também estão convidadas.- respondeu Augusto.
-Isso depois a gente vê. É que temos programa pra amanhã sabe.- Mili falou se saindo da conversa.
-Sei. Então, depois vocês decidem. Amanhã à tarde eu passo por aqui e pego vocês. Tchau filho, até amanhã. Tchau Peter e abraços meninas. - falou Augusto. Tomás deu um abraço nele e o levou até a porta, quando Augusto saiu e Tomás fechou a porta, estavam todos olhando para ele esperando uma explicação.
–Mili, muito obrigada. Fico te devendo essa.- pediu Tomás, abraçando Mili.
-E a você também Carla, muito obrigado.- pediu Peter abraçando Carla. – Mas eu só fiz por causa dele.
-Tudo bem desculpados. Eu só quero entender o porquê de tudo isso.- perguntou Carla.
-É porque faz tempo que eu não vejo meu pai, e agora que ele me viu, ele tem que ter uma boa impressão minha. Me vendo com uma gata dessa, e amigos legais, ele vai pensar que eu sou um bom cara, o que eu sou. Eu quero impressionar o velho sabe.- falou Tomás.
–Se for assim, tudo bem. Eu te ajudo no que precisar.Meninas?- falou Peter, elas se olharam,
-Está bem, se for assim ajudamos. Até porque essa mentira não vai durar por muito tempo. Mais cedo ou mais tarde ele vai ficar sabendo,- falou Mili,
-E tem mais uma coisa. Essa história, ou melhor essa mentira, tem que ficar só entre nós, e na frente do pai do Tomás. Certo?- falou Carla, olhando para eles.
–Certo.- responderam eles. Nico e Juliana chegaram na sala e viram eles meio aflitos.
–Olá pessoal. Tudo bem por aqui?- perguntou Nico aos meninos.
-Tudo ótimo. E com vocês? Ah não espera, meu pai veio aqui e disse que amanhã ia passar pra me pegar, eu, o Peter, e as meninas. Se elas quiserem ir. – Tomás explicou.
-Seu pai veio aqui? Faz tempo que eu o vi. Porque ninguém me chamou?- perguntou Nico.
-É que ele estava muito ocupado e como sempre, com muita pressa. Mas não tem problema de sairmos com ele, tem?- insistiu Tomás.
-Claro que não tem problema. Peter você não quer pedir ao seu pai antes?- Juli o olhou.
-Não precisa, eu sei que ele confia em vocês e se vocês confiam no pai do Tomás, então tudo certo. Só que eu queria que a Josy não ficasse sabendo, pra ela não me encher.- pediu Peter.
-Não vou dizer nada. E eu quero falar com seu pai antes.- Nico disse para Tomás.
-Sem problemas, quando ele aparecer aqui amanhã, eu te chamo.- ele concordou com a cabeça.
-Então... meninas, me ajudem a fazer biscoitos, para o Lucas e Felipe?- perguntou Juli para as meninas.
-Com certeza. Não temos nada pra fazer mesmo. - Carla respondeu e todas foram para a cozinha.
-Vamos pro quarto?- perguntou Peter chamando Tomás.
–Claro. Até mais Nico, depois leva uns biscoitos lá no quarto?- falou Peter para Nico que sorriu e assim que os garotos adentraram o corredor, o mais velho seguiu para a cozinha.