Helena narrando Quando eu abri a porta e vi o Red parado ali, por um segundo meu coração simplesmente parou. Ele estava coberto de sangue. O rosto cansado, o olhar perdido, e o fuzil pendurado no ombro. Meu primeiro pensamento foi que ele estava ferido, e senti minhas pernas tremerem de medo. — Meu Deus, Red… você tá… você tá machucado? — perguntei, com a voz embargada, já esperando ver ele cair no chão. Ele levantou a mão, fez um sinal para eu me acalmar, mas não havia nada naquele momento que pudesse me acalmar. O silêncio dele só piorava a angústia. Foi então que ele respirou fundo, olhou nos meus olhos e disse: — Helena… não é meu sangue, fica tranquila. Mas a gente precisa conversar. Meu corpo gelou. Se não era dele, então de quem era? Minhas mãos suavam, minhas pernas tremiam,

