n***o narrando O baile tava daquele jeito. Som alto, fumaça subindo, as luzes piscando e o povo todo curtindo o momento. Eu tava tranquilo, encostado ali com o copo na mão, trocando ideia com o Red, e olhando a minha mulher de longe, quando o rádio chiou no bolso e um dos vapores me chamou, a voz ofegante. — n***o, o Machadinha tá amassando o morador novo, mano. Na hora, Eu pulei da cadeira sem pensar duas vezes. Red já tinha me passado a visão sobre o cara — um tal de Gilmar, cheio de história torta, desses que chega no morro querendo pagar de malandro, mas a maldade não convence. Larguei o copo em cima da mesa e saí andando rápido, quase correndo, no meio da multidão. Quando cheguei, o Machadinha já tava em cima do cara, descendo o braço com gosto. E, pra ser sincero, se o menor tav

