Capítulo 155

926 Palavras

n***o narrando Eu ouvia exatamente tudo o que a Helena me dizia, e o mais f**a de tudo isso é que eu não tinha um pingo de força pra abrir os olhos ou pelo menos segurar na mão dela e dizer que eu ainda tava aqui. Doía pra c*****o ver a minha doutora sofrendo daquele jeito, precisando de mim, e eu preso dentro desse corpo que parecia não me obedecer mais. Era como se eu tivesse vivo e morto ao mesmo tempo, preso num silêncio que me destruía por dentro. Todos os dias, quando a medica entrava pra fazer os exames, eu sentia a presença dela antes mesmo de ouvir o som dos passos. O perfume dela, o toque leve, a respiração acelerada quando o cansaço batia… tudo isso me fazia lembrar de que ainda existia vida do lado de fora, e que eu precisava lutar pra voltar. Eu queria poder dizer: “tô aqui

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