Machadinha narrando Eu tava com sangue no olho. Aquele desgraçado tinha passado de todos os limites, e o aval do n***o era só o que eu precisava pra fazer o que tinha que ser feito. Já tava decidido na minha cabeça: ou era ele, ou era a paz da Fernanda. Peguei a Glock, sem pensar duas vezes, e fiz o que precisava. O silêncio que veio depois foi pesado. A respiração da Fernanda tremia, e eu vi nos olhos dela um misto de medo e alívio. O n***o mandou os caras resolverem o corpo, e eu só queria tirá-la dali. A gente desceu juntos. Ela andava devagar, com o rosto molhado de choro e os olhos perdidos. O barulho do baile lá longe parecia de outro mundo. — Não sei o que você tá sentindo agora — falei, tentando quebrar o silêncio —, mas uma coisa eu sei: você não devia ter sentimento nenhum p

