Capítulo 159

998 Palavras

Helena narrando. Quando ouvi o barulho dos aparelhos apitando e o desespero da equipe médica, foi como se o chão tivesse sumido sob meus pés. Tentei correr até ele, mas o mundo escureceu. Depois disso, só o vazio, um silêncio frio e pesado que me engoliu inteira. Acordei sentindo algo úmido na testa, um cheiro de remédio e o som distante de passos no corredor. Pisquei algumas vezes até conseguir focar. Ele estava ali. O n***o. Deitado, respirando, vivo e dessa vez acordado com os olhos abertos. Foi como se, num segundo, todo o medo, a dor e o desespero tivessem se dissolvido. O peito, que antes doía, se encheu de uma calma estranha, quase sagrada. Eu não pensei em nada, só pulei da cama, me joguei nos braços dele e deixei as lágrimas caírem. — Oh, minha gata… eu falei que nunca vou de

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