capítulo 3

1007 Palavras
Aurora ( ...) Passou-se uma semana e já estou aqui na sala de casa de malas prontas, com o coração apertado de deixar meus pais aqui no Brasil sem mim, louca de medo de dar tudo errado, mais não restava outra saída pra salvar a vida do meu pai, mesmo que eu fosse sentir saudades deles era a coisa certa a fazer. Maria- filha você tem certeza que quer ir? Itália é tão longe, se você precisar de nós não estaremos por perto pra li ajudar. minha mãe estava toda preocupada comigo, nunca fiquei longe deles antes. Aurora- fica tranquila mãe, vai dar tudo certo depois que tudo estiver mais calmo eu volto pra ficar com vocês prometo. falei tentando passar tranquilidade pra ela. Maria- está bem, eu te amo muito nunca se esqueça disso, e sempre que possível me mande notícias. nessa hora abracei ela bem forte, o abraço não parecia um até logo e sim um abraço de despedida. Jorge- juízo minha filha, não esqueça dos seus princípios. também abracei meu pai que estava sentado no sofá com o tubo de oxigênio. Aurora- pode deixar pai eu sei me cuidar. Depois de me despedir, eu chamei um táxi até o aeroporto, meu voou era as 10:25 da manhã. Klaus Estou no meu escritório dentro da minha mansão, esperando meu advogado/ secretário/ assessor, o Lorenzo é como um braço direito para mim, mesmo sendo um mortal ele é muito eficiente, havia marcado uma reunião particular com ele, quando ele chegou eu senti sua presença entrando pela porta, Lorenzo começa a subir as escadas, mesmo aqui no terceiro andar eu posso escutar seus passos e sentir o seu cheiro, tenho ouvidos e sentidos aguçados de um predador. Ele chega no segundo andar e parou para descansar um pouco, sem fôlego, ele está nesse exato momento se perguntando por que eu ainda não tenho um elevador na minha casa, estou sorrindo ao escutar seus pensamentos bobos, ele retoma seu trajeto e volta a subir as escadas, depois de um tempo entra na minha sala retomando o fôlego. Klaus- sabe que eu não gosto de elevadores, prefiro manter o estilo vitoriano clássico, pense que já estava acostumado. falei sincero. Lorenzo- se estava me escutando por que não desceu pra nós conversar lá embaixo? me pouparia o fôlego e alem do mais, em menos de um segundo você estaria lá em baixo. ele dizia isso pela minha agilidade e velocidade avançada perante as dos humanos. Klaus- gosto de ver você se esforçando, se exercitando. falei disfarçado o riso. lorenzo- está certo, é você quem manda, eu vim falar sobre dois assuntos importantes, dos quais você já sabe né, você exagerou na noite passada, os jornais não param de falar sobre isso, um grupo de turista desapareceu sem deixar o menor rastro, Klaus estamos falando de um grupo de 13 mulheres, como foi que isso aconteceu? ele me olhou como se eu fosse um monstro, não que eu não seja, mais não gosto de ser julgado. Klaus- não me olha assim eu não usei elas sexualmente como você está pensando, eu apenas estava com sede, muita sede. falei como se isso justificasse as coisas. Lorenzo- Isso chamou muita atenção da polícia e dos moradores, estão falando o seu apelido por aí de novo, disseram que isso foi coisa do "il diavolo". de tempos em tempos quando tem muitas mortes misteriosas ou desaparecimentos inexplicáveis, a população acredita em uma lenda urbana, onde contam que uma aberração leva pessoas na calada da noite para se alimentar do seu sangue e seus órgãos chamam a aberração de "o d***o" em italiano "il diavolo" pra mim é um pouco exagerado, e nada original, eu nem como os órgãos de ninguém, sugo apenas o sangue, para saciar minha sede. Klaus- está bem eu reconheço que exagerei, mais eu estava muito irritado e você sabe como minha sede aumenta muito com a instabilidade do meu humor, eu perdi o controle, mais vou tentar resolver isso, e distrair eles com outras manchetes mais interessantes. lorenzo- tenho certeza que vai dar um jeito nisso senhor, agora vamos falar sobre o baile de máscaras, você acha que esse é o melhor momento para abrir a mansão Rossi pra um baile com a alta sociedade, você mesmo disse que está em um período de instabilidade, não queremos nenhum tipo de incidentes. a preocupação do Lorenzo era notória, mais eu queria muito fazer este baile pra fazer boas alianças em prol do meu novo investimento, além do mais tenho planos pra despistar a empresa do caso das turistas. Klaus- o momento é perfeito Lorenzo, só assim posso manipular a empresa pra pararem de falar nessas mulheres desaparecidas, quero que chamem todo o norte da Itália, convidados, apenas pessoas de prestígios, mande um mensageiro entregar os convites pessoalmente isso mostra minha educação e cortesia. lorenzo- certo, devo chamar os seus irmãos? Klaus- nem pensar, não quero nenhum deles aqui. lorenzo- ok, e o buffet quer que eu contrate alguma empresa especializada ou será servido o buffet do Le Calandre o seu restaurante, estamos com 3 estrelas no Michelin. Klaus- estava mesmo pensando se amanhã chover eu vou pessoalmente inspecionar como anda o serviço do Le Calandre, já faz um tempo que não apareço por lá, depois te aviso melhor da onde é pra você contratar o buffet, mais já sabe, quero tudo do bom e do melhor, uma cascata de champanhe e uma cascata de vinho do porto. lorenzo- esta bem, sendo assim vou indo pra empresa, mandar fazer os convites e falar com o pessoal da decoração, tenho muito a fazer. Klaus- quando estiver lá em baixo ordene que a senhorita Barbara venha até o meu escritório estou precisando dos seus serviços, está conversa toda me deixou com fome. o olhar de repulsa do Lorenzo sobre mim era notório, e pude invadir os seus pensamentos onde ele dizia que eu era pior que o d***o, e pra falar a verdade isso não me incomoda nem um pouco. lorenzo- sim senhor, até amanhã.
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