Aurora
Klaus- O único jeito de você me ajudar seria você saber de toda a verdade Aurora, mais não sei se está preparada para isso, eu tenho um segredo que escondo do mundo, já tem muiito tempo.
ele falou isso sério, me olhando como se por traz daqueles olhos negros tivesse um grande mistério.
Aurora- De qual verdade você está falando? me diga por favor.
falei com a voz falhando nervosa, imaginando a pior das respostas saindo da boca dele.
Klaus- Aurora eu sou um vampiro, eu nasci assim, um monstro, um predador, só que ultimamente não estou na minha melhor fase, me sinto fraco, e estou preso em um corpo doente e inútil.
ele falou tão sério isso que no primeiro momento eu congelei olhando pra ele sem saber o que dizer, só depois eu comecei a rir baixo, tadinho está tão febril que está delirando, um homem tão forte, tão robusto e agora muito debilitado e alucinado.
Aurora- Está bem Klaus você é um vampiro, e quem sou eu pra dizer o contrário.
falei ainda rindo um pouco, ele continuou sério me analisando, o silêncio virou algo palpável entre nós, até ele resolver falar.
Klaus- Por toda a minha eternidade só bebi sangue humano e nunca fui frágil assim como estou hoje, mas depois de conhecer você eu não estou conseguindo me alimentar direito e isso está me tornando um humano fraco e doente, e eu sinceramente não sei o que fazer para melhorar, ou para me curar, essa é toda a verdade.
ele dizia todas estas maluquices bem sério, tão sério que quase acreditei, mais eu sabia que isso não era real, vampiros não existem são mitos fictícios, nem sei se dá pra chamar de lendas urbanas, isso tudo não passava de coisas que ele criou na cabeça dele por conta da febre alta.
Aurora- para com isso Klaus você só está delirando por conta da febre alta, vampiros não existem.
falei seria e firme tentando chamar ele a razão, ele me olhou triste, parecia agoniado, angustiado, como se aquilo tivesse afetado ele de alguma forma.
klaus - você tem razão Aurora, eu devo estar delirando, estas coisas não existem.
até ele admitiu que aquilo era coisa da imaginação dele.
Aurora- está bem eu vou lá em baixo buscar remédios e uma água pra você já volto.
Quando eu ia me levantar da cama ele segurou o meu braço forte tentando me impedir de sair do quarto, olhei pra ele e seu olhar era de angústia, como se tivesse muitas coisas para dizer e pouca coragem de falar.
Aurora- fica calmo Klaus eu já volto.
soltei meu braço das mãos dele e sai do quarto, fechei a porta atrás de mim, e caminhei pelo corredor enorme onde já decorei até os detalhes do carpete, desci as escadas e fui até a cozinha onde estava a Barbara e a Jordana, a Jordana me olhando sorrindo como sempre, já a Barbara estava tão irada que seu rosto estava vermelho, como se fosse pegar fogo.
Aurora- preciso de remédios pra febre, um copo de água, uma bacia com água e um pano pra fazer uma compressa.
as duas me olharam como se eu tivesse dizendo alguma besteira, ou alguma sandice, a Barbara nem se deu o trabalho de responder, já a Jordana falou.
Jordana- está mesmo pensando em dar remédios de gente ao senhor Klaus?
ela perguntou indignada, mais indignada ficou eu ao ouvir a pergunta dela, porque ele não tomaria remédios de gente? Será que ela pensa que ele é um cachorro ou algo assim? Será que tá todo mundo delirando nessa casa hoje?
Aurora- claro que sim, ele está com febre alta, o que mais eu poderia dar pra ele Jordana?
devolvi a pergunta com a mesma indignação.
Jordana- bom eu que não vou me meter, não sou paga pra isso, está aqui tudo que você precisa.
ela disse rindo e mais raiva a Barbara ficou, saiu da cozinha batendo os pés no chão, a Jordana pegou em um armário ali da cozinha uns comprimidos para febre, uma bacia pequena colocou água da torneira dentro e um pano macio dentro da água da bacia, depois pegou uma garrafinha de água mineral e me entregou tudo nas mãos, eu coloquei as mangas da minha blusa comprida pra cima peguei tudo que ele me deu e voltei para o quarto com o kit completo.
Entrei no quarto e ele estava deitado na mesma posição em silêncio.
Aurora- tome aqui este remédio vai ver que vai se sentir melhor.
abri a garrafinha de água e retirei dois comprimidos da embalagem e ia alcançando pra ele, que exitou antes de aceitar.
Klaus- eu realmente acho que isso não vai funcionar.
ele disse olhando a água com nojo e o comprimindo com o mesmo nojo.
Aurora- eu não seja teimoso, tome logo o remédio, confia em mim.
ele me olhou com uma cara feia, mais abriu a boca tomou os dois comprimidos e bebu um pouco da água, eu coloquei a bacia de alumínio pequena no chão retirei o paninho de dentro e torci o pano para retirar o excesso de água, depois levei o pano até sua testa pra tentar retirar a febre no pano, fiz isso repetidas vezes, passei o pano úmido até no seu pescoço, no seu peitoral retirando o calor e o suor, confesso que senti um calor dentro de mim ao passar o pano por todos seus músculos e tatuagens, seu peitoral largo me excitava muito.
Aurora- minha mãe fazia isso comigo quando eu era pequena e estava doente.
falei sorrindo lembrando dos seus cuidados comigo.
Klaus- ninguém nunca cuidou de mim assim antes.
ele falou me olhando com um olhar brilhante e enigmático e ao mesmo tempo vago.
Aurora- eu jamais deixaria alguém que eu gosto muito nessa situação sem cuidados.
saiu no automático enquanto eu torcia o pano na bacia, eu deixei escapar que gosto dele, meu Deus que vergonha, minhas buchas pegavam fogo.
Aurora- me desculpa senhor Klaus, não foi isso que eu quis dizer.
tentei me justificar e ser mais formal voltando a chamar ele de senhor, e ele sorriu.
Klaus- eu já disse que pra você sou apenas Klaus, Aurora.
resolvi mudar de assunto.
Aurora- você está se sentindo melhor?
Klaus- com você aqui já me sinto bem melhor.
coloquei a minha mão na testa dele e a temperatura estava normalizando aos poucos, seu corpo estava reagindo aos remédios.
Aurora- acho está ficando melhor, isso é bom.
falei sorrindo, feliz por ter dado certo.
Klaus- eu posso te fazer um pedido?