- Acorda! Acorda! Luiza abriu os olhos sem as lentes. Tudo o que viu foi um vulto de uma mulher em cima de si, que se afastou quando ela se sentou assustada. Nando dormia tranquilo. - Era só o que me faltava. - Luiza tateou na mesinha ao lado e pescou o celular. - O aparelho marcava sete horas da manhã. Fernando havia tomado os remédios e não acordaria tão cedo. Luiza tinha a sensação de que deveria ir sozinha até o cemitério. Então ela se levantou e tomou um banho, procurou um vestido preto e um par de sapatos de salto grosso. Passou por Nando e lhe depositou um beijo. Amava-o tanto que sentia o peito inflar. Quando saiu, Cidinha acabava de ajeitar a mesa. - Também perdeu o sono? - Sei lá, sonhei com alguém me pedindo para acordar. Cidinha fez o sinal da cruz. - Vou lhe trazer seu

