Vinte e quatro de Dezembro. Um dia chuvoso em Marília. As seis horas da manhã Luiza entrou no hospital, carregava um embrulho enorme, passou pela recepção do projeto e rumou até a ala de internação pediátrica. Fernanda estava sendo preparada para o procedimento. Ela não veria Luiza, não ali. Contudo Luiza ainda carregava uma cartinha feita a mão pelo possível doador da medula de Fernanda. "Querida Fernanda. Contei ao papai Noel que tinha uma coisa em mim que transbordava e eu queria dar a alguém. Ele então me disse que na cidade de Marília havia uma pequena guerreira, e que ela precisava voltar a escola no próximo ano, disse também que ela tem vocação para o balé. Ele me contou que sentia muito orgulho porquê ela não foi só uma boa menina, foi também corajosa e cheia de fé. Se tudo de

