PRISCILA NARRANDO Eu nunca fiquei tão desesperada em toda minha vida, nem quando Galvão saía para os confrontos na Rocinha ou saía com morte para defender morro de aliado, quanto eu fiquei quando vi ele deitado naquele sofá com a roupa banhada em sangue e gemendo de dor. Dona Thainá foi maravilhosa; ela conseguiu extrair a bala e costurar a barriga do meu marido. Eu sei que doeu muito; ele chegou a desmaiar, mas se não fosse ela, teríamos que procurar um hospital e podia ser pior. Galvão é procurado pela polícia. Eu tenho muito medo de um dia ele rodar e cair no xilindró. Depois, conversando com a Ray, ela já falou que está providenciando uma petição, alguma coisa assim, e vai na Secretaria de Saúde reivindicar médico para o postinho, que faz tempo que está abandonado. Eu falei para Rai

