Um mês depois...
Finalmente, eu havia voltado para o meu Rio de Janeiro. Hoje completa três semanas, e as coisas deram uma mudada desde que voltei. Saí da casa dos meus pais, mas não fui para muito longe. Mas, resolvi sair de lá por que já estava na hora de criar a minha independência e sair da aba deles, preciso voar.
Aluguei um apartamento aqui na Barra da tijuca e aqui estou vivendo tranquilamente, em paz e me sentindo muito bem com isso. Uma nova mulher, digamos...
Faz uma semana que voltei a dar aulas num colégio aqui perto, saí do qual eu estava. Ali foi o meu começo como professora de Inglês, mas não poderia mais ficar ali sabendo que foi onde tudo começou e gerou-me traumas com aquele homem. Então resolvi dar um basta e saí de lá, e automaticamente a diretora da outra escola me indicou este que estou atualmente.
Minha mãe e meu pai continuam com os negócio deles e mais feliz do que nunca. Um dia quero encontrar alguém e dá certo assim como meus pais dão até hoje! Fico feliz de vê-los juntos e felizes mesmo depois de tantos anos juntos.
Vanessa ficou em São Paulo mesmo, está feliz da vida. Conseguiu um emprego por lá e está vivendo bem com sua mãe e seu filho!
Terminei de me trocar catei meus materiais e as chaves do carro e saí, hoje eu teria quatro aulas para dar. E sim, comprei um carro novo. Estou feliz da vida!
(...)
Fim de expediente, já estava a caminho de casa. Hoje eu estava bem exausta não vou negar, mas já é sexta- feira glória Deus! Risos.
Cheguei em casa tirando a roupa do corpo e as jogando pelo chão mesmo e fui direto para o banheiro tomar meu banho sagrado. Gente, eu amo chegar em casa depois de um dia todo cansativo e ficar viajando dentro da minha banheira. Relaxo, totalmente!
Lembrei que havia comprado vinho semana passada e não bebi. Me levantei da banheira, me enrolando na toalha e fui até a cozinhar pegar o vinho e a taça. Peguei o saca rolha e abri o vinho e voltei ao banheiro entrando na banheira novamente.
Ali mesmo curtir minha própria companhia, sozinha. Descansando, ouvindo uma boa música enquanto tomava um bom vinho ficando ali por mais o menos uma hora.
Sabe quando do nada sua mente se lembra de algo que não gostaria de se lembrar? Então... Sou eu neste momento.
Do nada me veio um flashback do rosto daquele homem na minha cabeça, daqueles olhos bonitos, seu olhar que transmitia maldade mais ao mesmo tempo um mistério que não sabia desvendar. Sua voz rouca soava em meus ouvidos, como se eu estivesse escutando e vendo ele agora aqui na minha frente...
Seu corpo, seus músculos que era bem visíveis, seus lábios carnudos e todo aquele charme escondido atrás de toda aquela marra e toda aquela armadura c***l.
Quando me dei conta estava sentindo minha parte intima se contrair e estava completamente tomada pelo t***o. Desci com minha mão até lá e a senti toda molhada, de uma forma diferente se é que me entendem...
Loucura minha, da minha cabeça por está pensando naquele homem que me traumatizou de alguma forma. Não sei se era o vinho fazendo efeito, mas eu estava sentindo algo dentro de mim que eu não sei explicar o que é.
Por que estou pensando nele? Por que estou sentindo tudo isso? Meu Deus, não é possível...
Balancei a cabeça em negativa me despertando dos meus devaneios me levantando da banheira e me encarei no espelho apoiada com as mãos na pia por alguns segundos.. e em seguida me sequei com a toalha e vesti uma calcinha de renda e um camisetão.
Fiz um lanche rápido, e quando terminei me joguei na cama apagando em questão de segundos.
Acordei no dia seguinte com uma moral resseca, já que não estou acostumada a beber tanto e principalmente estando só.
Fiquei deitada por alguns minutos criando coragem para me levantar, olhando minhas redes sociais e em seguida entrei no w******p para responder Vanessa. Quando entrei tinha mensagens de um numero desconhecido, quando abri era Leandro, que cara babaca!
Mandou mensagem dizendo que sentia muito por tudo, que agora é oficial e não estava mais com a mulher e que até saiu de casa...
Me perguntou se eu ainda estava em São Paulo, mandei um "Já voltei pro Rio, me esquece" e bloqueei ele.
Esse bofe é muito cara de p*u mesmo né?
Depois da vergonha que me fez passar aquele dia, de ter mentido pra mim dizendo que era solteiro mesmo sendo casado e de troia eu ainda sair como errada perante a mulher dele sendo uma safada que adora homem casado, me envergonhando na frente de pessoas, o bofe ainda tem a cara de p*u de me mandar mensagem por outro número???
já que eu havia bloqueado ele naquele mesmo dia.
Me poupe! Babaca, i****a. Um tremendo mentiroso, merece só meu desprezo.
Hoje eu ia almoçar na casa do meus pais, então tratei de me levantar logo da cama. Assei uns pãozinho de queijo e passei um café forte e amargo pra mim tomar., terminei e limpei o que sujei.
Tomei um banho rápido e vesti uma roupa bem light. Coloquei um shorts jeans, vesti um body na cor creme com um "v" nas costas e calcei minha havaianas branca.
Peguei minha bolsa e as chaves do carro e saí.
Chegando no condomínio deles vi um pessoal, alguns eu conhecia outros não. Estava rolando meio que uma "festinha". Carros e carros em frente a casa. Estranhei, pois meus pais quase nunca fazem festa em casa ainda mais com pessoas da empresa que vi que também estavam aqui.
Cumprimentei os que conhecia e em seguida fui falar com meus pais que assim que me viram abriram um sorriso no rosto.
Margareth: Finalmente, né filha? - me abraçou. - Achei que não viria mais.
Luna: Só acordei um pouco tarde, precisava descansar... - disse e em seguida abracei o meu pai.
Eduardo: Luna meu bem, estava morrendo de saudades... - disse ao me abraçar - Como foi a viagem?
Meu pai voltou de viagem tem uma semana, porém ainda não tive tempo de vê-lo. Quando fui pra São Paulo, o mesmo estava viajando... voltou, mas logo depois viajou novamente a negócios.
Luna: Eu também! - sorri ao desfazer o abraço. - O senhor só vive viajando a negócios agora né? - disse com o braço na cintura.
Eduardo: Vou preparar uma viagem para nós dois, o que acha?
Margareth: Essa viajem também está incluída eu, aqui? - disse com ciúmes.
Eduardo: Sua mãe não muda nunca, morre de ciúmes da gente. - brincou
Luna: Uma viagem há três, que tal? Eu escolho para onde vamos! - sorri.