Luna
Com muita insistência da Jéssica e principalmente da Laís acabei topando. Mas com uma condição... se eu me sentisse m*l ou qualquer outra coisa, eu viria embora no ato! Miguel super foi a favor disse que me traria pra casa na mesma hora.
Chegando lá colocaram uma pulseirinha na gente. Quase fomos barrados e não deixaram nós entrar, mas como Jéssica mora aqui a mesma desenrolou lá e acabou que conseguimos.
Isso aqui tava lotado demais, m*l dava pra passar. Socorro!
Com muita luta conseguimos chegar na área que Jéssica reservou. Menos gente, e só a gente. Tipo casa de show mesmo sabe? com direito a "camarote". E havia um palco no centro, com Djs mandando vários funk com uma mistura de eletrônico.
Pra mim era novidade real, tava passada com tudo isso aqui. Achei que seria das piores e piores impressão mas até que eu achei maneiro.
Jéssica: Vão querer beber o que?
Miguel: Pode ser whisky meninas? - assentimos.
Laís já tava em outro patamar, já chegou causando muito, Dançando no ritmo das músicas, hora outra fazia umas dança com o Miguel e Pedro. Eu parada estava, parada fiquei.
Não escutava esses tipos de música, e nem sabia dançar. Tudo isso tava sendo novidade pra mim, e também não ia me atrever a passar vergonha se começasse a dançar.
O pessoal aqui fazia os mesmos passinhos, as meninas dançavam demais. E a maioria se vestiam super bem, a cara do Luxo. Umas com cordões no pescoço, e os homens também.
Jéssica chegou com o balde de whisky, cada um fez seu copo e eu fiquei bebendo com Laís no mesmo copo. Tava morrendo de medo de me embriagar totalmente e ficar fora de si neste lugar, então fiquei bebendo do dela mesmo pra onda não bater rápido.
Logo o Dj parou, e anunciou que Filipe Ret iria subir no palco! Quando ouvi isso fiquei até contente, já que conheço e adoro as músicas dele.
Miguel se aproximou ficando atrás de mim, bem pertinho, quase colado. Até que eu gostei, me senti segura.
Miguel: Tá suave? - assenti. - Já sabe né? Qualquer coisa fala comigo e te levo embora.
Luna: Obrigada.. . - assenti. - por enquanto estou tranquila. Desculpa atrapalhar seu rolê com eles... nem deveria ter vindo pra ficar te preocupando comigo, pra te fazer de meu segurança.
Miguel: Relaxa, cara... Veio comigo, vai voltar comigo! E estou fazendo tudo isso por que eu quero. - me puxou ficando de frente para ele e encostou nossos lábios iniciando um beijo.
Laís: Aí, cara... começou a apegação! - começou a gastar com a gente.
Filipe Ret subiu no palco e começou a cantar. Miguel foi pra trás de mim novamente, dessa vez me agarrando pela cintura.
Luna: Alerta na flecha, mil reuniões bitches abrem as pernas, mas são só ilusões... Eu boto pra frente, ignorantes me caçam. Apenas mentes brilhantes passam por certas provações. - cantarolei.
Miguel: Sem mais, meu gás me move pela, paz! Tô deixando pra trás minha glock... da tua solução desperte a riqueza, quem passa a mão na tua cabeça é quem mais te fode!
Luna: No fundo, no fundo minha mente é sádica. Às vezes me confundo, mas nunca perco a prática.
Miguel: Às vezes quieto, paranoico com todos e tudo. De perto a vida de todo mundo é dramática... uau-uau, uau uau.
Eu já estava com o copo da Laís na mão fazia uns quinze minutos, quando vi a bonita tinha feito outro copo pra ela e me deixou tomando sozinha o que era dela. Encarei a mesma e ela riu.
Laís: Para de ser boba, cara.. Toma esse aí, tu tá suave! Qualquer coisa tu toma água.
Luna: Te conhecer foi um caminho sem volta, né? - a encarei rindo.
Laís: Não vai se arrepender... - disse rindo e eu neguei com a cabeça.
Filipe cantou todas música dele, amor livre também e deixou Ilusão por última finalizando o show dele.
Laís: Hoje me sinto inspirado sou um homem de sorte, voando mais alto ficando mais forte. Note, que todo menino é Rei hoje eu sei, eu estourei um malote...
Luna: No banco do carona ela é maravilhosa, ouvindo Madonna dançando espaçosa... Azul e rosa, reflexo Neon, toda convicção pode ser perigosa. Com ela a vida tem momentos incríveis, com ela todos meus sonhos são mais possíveis...
Jéssica: Lucros invisíveis são melhores... separados somos fortes, juntos imbatíveis!!! - cantarolamos todas juntas.
Laís tava virando a garrafa de whisky pura na boca de geral, chegou na minha vez eu neguei dizendo que não queria mais ela me venceu pela insistência.
Joguei a cabeça pra trás e bebi, quando voltei já voltei tontinha, as vistas embaçada.
Luna: E ela me diz. Se tudo é uma ilusão, eu vivi como eu quis. Se tudo é uma ilusão eu vivi como eu quis... - cantarolei berrando dando minha alma.
Assim que acabou ele agradeceu todos e saiu.
Eu já estava pra lá de Bagdá. Tontinha, bem chapada! E apertada querendo ir ao banheiro. Falei com Laís e me sai com a mesma indo até o banheiro.
Foi um verdadeiro inferno pra chegar lá, lotadíssimo. Levei um susto no caminho quando vi uns homens armados. Meu Deus! Coração quase pula pela boca.
Chegando lá, Laís foi em um e eu fui em outro. Terminamos e quando estávamos voltando, pra minha felicidade acabamos se perdendo uma da outra no meio do povo.
Me desesperei legal... tentava me levantar na ponta do pé pra vê se conseguia enxergar a mesma e nada de ver ela. Meu corpo se tomou pelo desespero, medo, que acabei travando ali mesmo no meio de geral.
Olhava pra um lado e para o outro, e nada. Fiquei ali perdida até que ouvi uma menina me xingar ali, fiquei com medo de apanhar então me despertei e me saí dali mesmo não sabendo pra onde ir.
Fui indo e indo, empurrando todos pedindo licença até que eu saí em um lado onde havia menos pessoas e dava pra andar de boa. Fui até em um cantinho ali e tirei meu celular da bolsa e liguei pra Laís mas a mesma não me atendia.
Já comecei a pensar várias bobagens, que não conseguiria voltar pra minha casa e que morreria hoje mesmo e meus pais não encontraria nem meu corpo pra enterrar...
Fui andando até chegar em uma rua onde me lembrei que viemos todos dali e que o carro estava próximo daquela rua.
Fui caminhando e no caminho tirei o salto e fui andando descalça mesmo, pois meus pés estavam doloridos.
Sabe quando você tá andando e sente alguém te seguir? Eu estava com essa sensação, mas não queria olhar para trás. Apertei os passos e fui caminhado mais rápido, resolvi olhar para trás e um carro todo preto com os farol aceso me seguia devagar, mas quando olhei acelerou o mesmo.
Fui tentar correr mais foi tarde demais... O carro acelerou, parou do meu lado e dois homens saíram dele e me pegaram a força e me jogaram dentro.
Agora eu tinha certeza que seria o meu fim!