HORA DE ARRUMAR A BAGUNÇA NA CASA, E BOTAR O LIXO PARA FORA.

1746 Palavras
DIEGO NARRANDO Se tinha uma coisa que eu odiava mais que tudo, era crianças e mulheres trabalhando na boca. criança era pra estudar e brincar e mulher era pra ser simplesmente o que quisesse contanto que não fosse traficante. Por isso foi um choque quando cheguei no meu morro e trombei com moleques que deviam está na escola fazendo a ronda externa do morro e descarregando armas e drogas. O que esse desgraçado do Dodô pensa que tá fazendo? Fiquei só ódio por dentro e Caio deve ter percebido pois tratou de me atualizar. - Mano eu não quis te falar antes pra não prejudicar o teu processo, mas o Dodô botou os moleques pra trabalhar no morro . - E tú ia me contar isso quando c*****o?- Eu nem mesmo conseguia organizar minha mente com tanto ódio transbordando. - Eu preferi que tú mesmo visse - o Caio também estava com muito ódio no olhar. - Além do mais as gurias estão trabalhando também cara, o infeliz pôs as gurias pra fazer a alegria dele na salinha da boca. Nesse momento eu disparei na direção da boca, com tanto ódio acumulado que não dava pra segurar mais a vontade de matar aquele desgraçado, prostituição infantil era o gatilho que eu precisava pra mandar aquele Fela da p**a pro inferno. Mas nem mesmo todo o ódio me preparou pra cena que eu presenciei na sala da boca. o Demônio estava com as calças arriadas pronto pra abusar de uma guria que chorava muito e estava muito machucada. Ver o pequeno rosto marcado pela surra e o corpinho franzino tremendo de medo me fez voar em direção a aquele velho babaca e socar a cara do desgraçado tão forte que ele caiu sobre a mesa. Sem dar tempo pra nada peguei a arma dele que estava em cima do banquinho de madeira e apontei pra cara desse bastardo. - Caio, tira a guria daqui, encontre a família dela e façam eles esperarem aqui. E Daniel chame uns 15 vapor e levem o Dodô pra salinha da dor. - Então olhando bem dentro dos olhos daquele porco imundo, soltei o pior pesadelo dos e**********s. - Hoje tem festinha na boca e tú seu Demônio será a mocinha da vez. Mal pude conter a minha satisfação de ver esse o****o chorar e pedir pelo amor de Deus pra eu não fazer isso, falou que era o dono do morro e que os aliados dele iriam me ferrar, m*l sabe ele que os aliados dele serão os próximos no acerto de contas. se tinha um bagulho que eu não tolerava era traíra e se qualquer um dos parcas estiverem metidos nesse lixo todo irão morrer seja quem for. - Tudo pronto na sala a família da menina estão lá, parece que quem trouxe a menina pro Dodô foi o próprio tio em troca de umas gramas de pó - Caio m*l podia falar de tanto nojo dessa merda toda. - a mãe e o pai estavam no trabalho e o tio foi pegar a menina na escola e trouxe pra cá. - E cadê o desgraçado do tio??? - junto com o Dodô na outra sala, o Daniel está lá te esperando com os vapor. - valew cara.- agradeci o Caio com um toque de mão - agora eu preciso que vc mande uns vapor fazer o levantamento no morro saber se esse verme abusou de mais crianças ou mulheres, mas não demora que eu preciso de você na outra sala. Em alguns minutos de conversa com uma mãe muito nervosa e um pai com sede de vingança foi o suficiente para saber que os dois confiavam muito no tio da pequena e não faziam ideia que ele usava drogas. O pai da menina, o Jeremias, tinha sido vapor do morro no tempo do meu pai e já estava bem pra frente na idade para continuar na função, mas nada impediu o cara de pedir permissão pra participar da tortura dos culpados, e assim será feito. Depois de quase doze horas de tortura finalmente subimos o morro para o ponto mais alto onde ficavam as pilhas de pneus esperando o churrasquinho da vez. Mas ainda faltava a Valquíria, aquela p*****a de quinta ia aprender que com o Diablo não se mexe. Mas bastou alguns minutos pra eu saber que a vaca fugiu da quebrada deixando apenas o seu filho com a mãe. Em outras quebradas a mãe e o filho pagariam pelo erro da v***a, mas na minha não, no meu morro idoso e criança não sofria represália e acho que por isso ela deixou o seu gury com a mãe, pq sabia que eu não mexeria com os dois. Mas de uma coisa eu tinha certeza, eu ia encontrar ela bem rapidinho, e aí sim eu vou acertar minhas contas com ela. Não demorou para que a punição dos dois vermes fossem aplicada, Depois de chorar como uma mocinha o tio da pequena foi executado com um tiro na testa, já o Dodô estava de pé dentro da fornalha de pneus sem mostrar sinais de vida, mas eu sabia que ele tava vivo. - Diego joga a gasolina- mandei que jogasse apreciando o fato de saber que os ferimentos iriam doer muito e ele ia parar de se fugir de morto. - Aiiiiii seu desgraçado! acaba logo com isso seu Fela da p**a - o pilantra ainda tinha a crista em pé mesmo depois de sofrer todo tipo de tortura. - você é um o****o, eu que deveria ser o dono do morro depois da morte de Ravi, Mas mesmo depois de atirar naquele desgraçado ele ainda viveu o suficiente pra te entregar o lugar que era meu. - Foi tú que matou o meu pai se maldito?? - c*****o eu não pensei que existia um ódio maior do que eu vim carregando quando fui pra cadeia, mas agora eu descobri que tem ódio ainda pior. - Ravi nunca soube comandar esse morro, sempre fazendo caridade - falou rindo macabro mesmo todo arrebentado - Falei pra ele que nós somos bandidos não a madre Tereza, mas ele sorriu e me ignorou, aquele desgraçado mereceu morrer e eu gostei muito de matar aquele Fela da p**a. A essa altura eu já não sentia mais nada, entrei em uma dormência do c*****o, mas logo me recuperei e dei a sentença final. -Caio, enterre esse verme vivo em uma vala bem funda, esse desgraçado não merece misericórdia do morro, vai sofrer até seu último minuto dessa porcaria de vida. depois se livre desse outro lixo em qualquer vala por aí. Eu sabia que o Dodô não era bem quisto na quebrada, mas quando desci do ponto alto do morro começou uma queima de fogos, pela quantidade de tirou eu sabia que não era invasão e sim a comemoração dos moradores por saber que esse miserável não é mais uma ameaça,. mas eu não estava com clima para festa, cumprimentei algumas pessoas e me recolhi para a boca, eu queria ficar sozinho e digerir essa história de que o Dodô atirou no meu pai. Foi só aí que pude perceber algumas coisas como o fato do tiro ter sido dado pelas costas e a queima roupa, o Dodô não era bom com mira entao o meu pai ainda ficou vivo por algumas horas e conseguiu me entregar o morro, mas não conseguiu ver quem era seu atirador. Não consegui mais segurar a dor então eu chorei, chorei tudo o que tava preso dentro de mim por todos esses anos, chorei o que o ódio não me deixou chorar quando minha mãe foi embora, quando meu pai deu o último suspiro e quando a Liah me deixou. mas a Liah eu terei de volta ou eu não me Chamo Diego El Diablo. E como se ouvisse o seu nome que ecoou na minha mente e no meu coração, ela entrou na salinha da boca, seu perfume encheu o lugar como que para exorcizar os demônios que rolavam pelas paredes daquele lugar cheio de drogas, armas e pecados. Seu sorriso cauteloso porém lindo me fez esquecer o mundo por um instante, aquela mera fração de segundos aonde tudo o que importa e aquele sorriso. c*****o, eu tô mesmo muito fodido, o dono da quebrada fazendo poesia é pra f***r com tudo mesmo, mas era isso que eu sentia, aquela mulher era tudo o que me acalmaria no momento, mas ei irei com calma pra não assustar a minha ruivinha ou então ela se afasta pra bem longe. - Oi! eu vi que você não parecia bem, - olhou para baixo de um jeito tímido que me fez lembrar daquela menina que me adorava - Desculpa se eu pareço intrometida mas... bem... eu realmente estou preocupada que tenha acontecido algo sério. - Bem Liah... aconteceu muita coisa séria desde que eu voltei, o Dodô botou crianças pra trabalhar, abusou de mulheres e crianças - com uma risada seca e sem alegria eu completei - E como se não bastasse ele confessou que matou o meu pai. O horror estampado no rosto da minha princesa me fez querer protege-la de todo o mau que rola pela quebrada, mas então logo o horror e a vulnerabilidade sumiu do rosto e foi substituído por um ódio cego. - Aquele desgraçado mereceu tudo o que passou - ela disse entre os dentes, e com cara de nojo completou - se ele não estivesse morto meu mesma mataria esse porco. - Bem acho que ele ainda não morreu. - como assim, ouvi o povo falar que vc levou ele pro alto do morro. - mandei que o enterrasse vivo, ele não merece uma morte rápida. Depois de ver que ela me olhou como se não me conhecesse eu percebi o tamanho do meu erro, a coisa é ela saber que eu puniria e mandaria eliminar o safado, outra era ela ter uma noção do quanto eu poderia ser c***l com quem não me agradasse. - Então... eu realmente sinto muito pelo seu pai - falou ela levantando depressa da cadeira de madeira em frente a minha mesa - mas eu realmente preciso ir - virou as costas e já ia saindo. - Liah.... - oi... - você ficou com medo de mim? - Não eu..... só fiquei impressionada com tudo isso..... tchau Diego. - E saiu tão rápido quanto apareceu, como se jamais estivesse estado ali, como se fosse uma miragem.
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