Segunda fase - Capítulo 8

963 Palavras
Anahí queria resistir, não queria se entregar e bancar a boba apaixonada, mas o seu coração era um grande traidor, assim como seu corpo que reagiu aquele abraço, ela sentiu aquele perfume que sentiu falta por tantos anos, ele a envolvia em um abraço apertado, por diversas vezes sentiu falta daquela abraço, daquele cheiro, daquela voz, ao ouvir que ele sentiu sua falta, do mesmo jeito que ela sentiu dele, fez seu coração errar uma batida, não conseguiu ser firme quanto a isso, ele fora tão sincero, tão honesto que não conseguiu ignorar isso e correpondeu ao abraço dele. Já Alfonso quando sentiu Anahí o abraçar de volta, foi como se voltasse aquele adolescente que tinha sua melhor amiga, sentiu o perfume dela, o cherinho de orquídeas misturado com violetas, ele sentia o coração bater forte, ele nem lembrava mais de estar chateado com ela, não parecia que anos haviam se passado, era como se nunca estivessem separados. Naquele abraço era como se ela voltasse a sua vida, como se pertencesse a ele. Sentir os braços dela ao seu redor, de forma apertada, seus corpos se moldando, o reencontro de dois corações, de duas almas. Alfonso: Nunca mais vou deixar você ir embora! Disse totalmente sincero e Anahí quis chorar, seu coração praticamente quis gritar para que ela se entregasse aquele momento, mas sua razão a fez lembrar que os sentimentos ali eram diferentes, ele sentiu falta da sua amiga, já ela sentiu muito mais que isso, ela sentiu falta não só do seu amigo mas também do seu amor, do homem que amava em silêncio, do mesmo que a magoara mesmo sem saber o tamanho de sua ferida. Por isso deu voz a sua razão. Anahí: Alfonso...eles interromperam o abraço e ele a encarou Alfonso: Alfonso? Perguntou sentindo falta dela o chamando pelo seu apelido Anahí: Sim, Alfonso. Não é o seu nome? Disse e ele estranhou o tom ríspido. Alfonso: Você sempre me chamou de Poncho. Disse por fim Anahí: Isso era quando eu achava que te conhecia, mas os anos se passaram, não somos mais os mesmos, não somos mais aquelas crianças e nem temos aquela amizade. Disse e aquilo o irritou Alfonso: Por que você foi embora! Acusou - Por que foi embora como se a nossa amizade não valesse nada, foi sem despedir. Anahí: E você se importa com isso? Você não se importava com a nossa amizade! Acusou de volta alterando seu tom e aquilo era novo para ele, aquele tom, aquela mulher decidida e de voz firme. Alfonso: É claro que me importava, Annie. Anahí: Se importava tanto que foi só ter a primeira namorada que me deixou de ado, se importava tanto que ia as festas sem nem me convidar, se importava tanto que desmarcava comigo para ir trepar com alguém, se importava tanto que me deixou plantada te esperando para se enfiar no meio das pernas da v***a da Cláudia. Disse em alto e bom som para quem quisesse ouvir, ela conseguiu tirar um peso das suas costas, ao falar aqui em voz alta, em jogar aquilo na cara dele. Ele ficou totalmente sem reação porque tudo aquilo era verdade. Ele não sabia o que dizer, imaginava que ela tinha se chateado, mas não poderia imaginar que tinha errado tanto na amizade deles e pior que ela ainda guardava tanta magooa dele. Todos olhavam sem perder nada. Marcelo viu como aquilo feria os dois e resolveu interferir. Marcelo: Estamos na empresa, acho melhor vocês conversarem sobre isso depois. Eles concordaram mesmo que a vontade de Anahí fosse dizer que não tinha mais nada para conversar com Alfonso. Durante toda a reunião Alfonso observava todo bobo como Anahí havia mudado, a postura firme, a inteligência, o jeito seguro de falar, os argumentos e principalmente a beleza dela, como estava linda e que corpo era aquele? Sentiu um incômodo no meio das pernas e não quis acreditar que estava desejando sua melhor amiga, tentou afastar os pensamentos e ficou recordando tudo que ela tinha dito, começou a recordar toda a infância deles, adolescência deles até o dia que ela foi embora, sentiu uma culpa enorme ao perceber como tinha errado, ele nunca esqueceu aquele olhar frio dela e muito menos o tapa na cara que ele recebeu dela, riu ao pensar como ficou a marca da mão dela no rosto, a ardência que sentiu, ela tinha mão pesada. A reunião terminou que ele nem percebeu viu os irmãos rindo da cara dele. Oscar: Não prestou atenção em nada em, Cara! Alfonso: Pois é! Admitiu e procurou Anahí com os olhos, não achou. - Annie, Cadê? Alejandro: Já saiu! Ele nem esperou o irmão falar mais nada e foi atrás dela. Alfonso: Annie! Gritou e ela se virou para ele. Anahí: Olha, Alfonso, se você...não conseguiu completar Alfonso: Me desculpa! Disse - Eu sei que não fui o melhor amigo do mundo, mas me deixa explicar, principalmente o que aconteceu naquele dia..disse um pouco conteangido - Vamos conversar? Pediu - Por favor. Disse vendo a resistência dela. Anahí: Tudo bem! Não aqui e nem agora. Alfonso: A hora que você quiser! Anahí: Amanhã, pode ser? Alfonso: Claro! Onde ? Anahí: Eu pensei lá em casa, mas não sei se teríamos privacidade. Alfonso: Pode ser no meu apartamento! Sugeriu, mas se arrependeu ao ver a expressão dela fechada. Anahí: Eu não vou entrar no seu “abatedouro”. Disse sabendo exatamente o porquê daquele apartamento. Ele a olhou envergonhado Alfonso: Eu tenho o lugar perfeito, me dá um volto de confiança? Ela respirou fundo e assentiu, ele sorriu. Anahí: Não me faça me arrepender disso, ok? Disse séria Alfonso: Você não vai! Disse também sério! Anahí: Pode deixar, Alfonso. Disse séria não iria ceder. Não queria sofrer
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