Capítulo 2

1160 Palavras
Flashback On Nova Iorque - 10 anos atrás - Porquê você me olha tanto? - A pequena mulher um pouco envergonhada perguntou curiosa. Seu corpo franzino, traços começando a ser aperfeiçoar e Peter sorriu ao encarar o ser mais lindo que seus olhos veriam em toda a sua vida e ele sorriu porque sabia das coisas que causava em sua pequena. - Porque você é linda! - Ele respondeu com seu melhor sorriso. O mesmo que fazia o coração da latina disparar dentro do peito. Sofia encarou aquele jovem garoto, a pele pálida e os cabelos negros, um contraste igual para os olhos verdes que ele possuía, ela não sabia explicar quais eram os verdadeiros motivos para se sentir tão atraída por um garoto como ele, mas sabia que era forte o suficiente para fazer dar certo, apesar de realidades tão diferentes. - Você diz isso para todas. - Sofia pôs seu rosto entre suas mãos, ela ainda se sentia envergonhada por Peter à fita-la daquela forma. Tão intensamente... - Você sabe que não, as outras não passam disso.. Outras. - Ele respondeu acomodando seu corpo mais próximo ao de Sofia. — Eu não tenho olhos para outras porque nenhuma delas toca o meu coração da firma que você tocou, Sofi... Nem em um milhão de anos, eu acho que isso seria impossível. - Estamos saindo à duas semanas, não acha que estamos indo rápido demais? - Sofia perguntou em dúvida. Era óbvio que ela realmente não achava isso, mas era diferente quando se tratava de amor. Cantar é uma coisa, sentir é outra completamente diferente. Ela sabia que à qualquer momento poderia cair em suas garras e ficar à mercê de suas vontades, no mínimo que deveria fazer era se preocupar sabendo que estava disposta a enfrentar tudo e à todos se tivesse Peter do seu lado, mas ela precisava ter a certeza de que aquele garoto estava disposto a se arriscar por ela também. - Não estamos indo rápido demais, daqui à alguns dias você entra em uma turnê de seis meses, você tem noção disso? - Peter se levantou encarando sua pequena com uma certa tristeza em seus olhos. Sofia sabia que naquele momento de sua vida ter um relacionamento com Peter seria difícil, haviam complicações para ambos e as duas não queriam correr o risco de ter um coração partido. Sofia gostava da companhia de Peter, porque com Peter, Sofia era apenas, Sofia. E não uma cantora pop conhecida mundialmente. Ela sabia que ao lado da garoto pálido poderia ser apenas ela, sem rótulos, mídia, sem pessoas clamando seu nome e exigindo atenção, ela sabia que Peter não se importava com isso. Só se importava em tê-la um pouco mais entre seus braços, ela também sabia que isso também poderia acabar m*l. - Se você se interessar por outro? - Peter perguntou com o medo estampado em seus olhos. Peter também sentia que corria riscos ao estar ao lado da latina, mas por ela esses riscos valiam à pena. - Sei que estamos apenas nos conhecendo e que é cedo para começar à fazer cobranças, não quero que você me veja dessa maneira, Sofi... Eu só sinto algo por você no qual não consigo conter, é como se eu dependesse de você para respirar e quando eu não te vejo meu corpo treme, minhas pernas ficam bambas e é como se meu coração morresse por alguns segundos e nada mais fizesse sentindo algum, mas aí você aparece e sorrindo principalmente. Deus, seu sorriso me traz de volta à vida e tudo parece ser o certo outra vez, me fazendo crer que o seu sorriso é o sorriso que eu quero ver pelo resto da minha vida. - Peter dizia com uma certa pressa e com medo de não saber se esclarecer, sabendo que aquele talvez era o momento certo, deveria tentar e dizer tudo que estava ali dentro de si. Peter sentia o medo lhe consumir toda, medo de deixar Sofia ir e não lhe dizer o que sentia em relação à tudo isso. Medo de perder o que talvez nem fosse seu ainda, mas estava lutando por isso.. Lutando para fazer Sofia acreditar que ele não era qualquer um e que ela era digna de ser dona do seu coração. Peter estava tentando provar para Sofia que ele sempre estaria ali para o que precisasse e que faria qualquer coisa apenas para ter um pouco do seu coração, de serem apenas um só e de ser o garoto para quem Sofia segura à mão como um apoio, ele aguentaria firme pelas dois nos tempos difíceis. Ele faria isso. E no fundo, Sofia sabia que sim. Os olhos de Sofia, assim como os de Peter estavam com um leve tom de vermelho em volta de suas órbitas deixando claro que em breve, ambos estariam chorando. Sofia sentia que a qualquer momento aquilo aconteceria, só estava com receio de dizer o que sentia à Peter e não ser correspondida. Então, nesse momento lembrou dos conselhos de sua mãe: "Deus escreve certo por linhas tortas filha, se alguém te deixa sem palavras e com o coração batendo à mil aguarre-o e não o deixe ir, porque provavelmente esse é o amor da sua vida". Sofia tinha a plena convicção de que Peter era o dono do seu coração e era em seus braços que seu melhor lugar do mundo ficava, ela tinha certeza que era com aquele garoto que ela queria passar o resto de sua vida e então, finalmente compreendeu o que as letras de suas canções queriam dizer, tudo fez sentindo. Você não pode cantar sobre o amor sem antes nunca tê-lo sentido. - Peter? - Sofia disse não contendo suas lágrimas. Peter levantou seus olhos e Sofia prendeu a respiração mesmo sem perceber quando viu seus olhos verdes em um tom clarinho, deixou escapar um riso fraco tentando tomar coragem para dizer aquilo que naquele momento estava entalado na sua garganta. - Eu amo você! Peter ouviu aquelas três palavras atento a qualquer movimento dos lábios de Sofia, ainda estava atônito acreditando que havia ouvido errado, que realmente Sofia não havia dito aquelas três palavras que mudaria sua vida para sempre. Sem ter paciência alguma limpou o lindo rosto de Sofia o livrando das lágrimas que ousavam a cair e depositou um beijo cheio de amor e carinho demonstrando o quanto tudo aquilo era recíproco. Ambos sentindo as borboletas saírem de seus pequenos casulos que antes estavam no seu estômago e revirando tudo, tornando tudo uma bagunça, a melhor bagunça de todos para ser sincero. Peter separou seus lábios dos de Sofia e esperou a jovem cantora abrir seus olhos os fitando de uma maneira intensa. Verdes no castanho e castanho no verde. Aquela sempre foi e sempre seria a combinação mais perfeita que já existiu. - Sofia, eu amo você! E então, naquele momento.. Ambos viram que não haviam mais nada ao que temer.
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