- Nós precisamos pegar uma rota alternativa, Sra Brooke. - Big Rob disse enquanto dirigia o SUV. - Os paparazzis estão todos lá com a chegada dela e os rumores de que algo está errado entre vocês dois são bastante grande, Gates. - Ele olhou pelo retrovisor do carro para Peter que apenas concordou. - O que tenho que fazer?
- Vamos seguir mesmo assim, não podemos ficar usufruindo do poder para usar o helicóptero sempre que isso acontecer, não tenho nada à esconder à respeito. Só não podemos demorar, já está escuro e não quero Vítor no meio disso tudo, consegue sozinho? - Peter perguntou para o homem que apenas ouvia atentamente.
- Claro que sim. - Ele respondeu prontamente encerrando o assunto.
- Eu ainda não acredito que Sofia foi capaz de fazer isso. - Julia disse olhando para Josh e Ally com a cara indignada. - O que você vai fazer a respeito disso, Peter?
- Você quer que eu faça o que? A obrigue a me respeitar da mesma forma que eu faço com ela? Eu não sei o que fazer entendeu... Eu só quero ir para casa e ficar com minha família e meu filho. — Peter massageou as têmporas tentando aliviar o stress que vinha sentindo ultimamente, enquanto em seu trabalho, ele havia pego um dos casos mais difíceis que ele poderia julgar e isso vinha dando bastante dor de cabeça.
- Acho melhor você ainda não voltar para o trabalho, cara... - Josh alertou.
- Tarde demais, Josh. Ele já fez isso... - Ally rebateu.
- E seu filho? - O mulato perguntou um pouco chocada com a surpresa. - Sofia não pode cuidar dele sozinha e nós adoramos ficar com ele, você sabe disso... Mas ele prefere você do que nós.
Julia e Ally concordaram com a cabeça porque sabiam que era verdade. Vítor adorava os tios que tinha, mas sempre iria querer ficar no colo do pai.
- Ele precisa se acostumar à ela. Vamos dar um jeito nisso, estou apenas com um caso em mãos porque por incrível que pareça, Christopher pensa da mesma forma que vocês então posso fazer isso em casa... - Peter tentou se justificar.
O que vinha fazendo isso muito ultimamente.
- Como vai ser agora...? - Julia perguntou um pouco estranha para o gosto de Peter. - Digo, seus pais vão voltar na próxima semana para Miami e os pais de Sofia voltarão para a casa deles.
Peter havia entendido o que sua amiga queria dizer, ele já havia pensado naquilo, mas achou que não existia com o que se preocupar sendo que todas eram partes da família e seria estupidez elas quererem ficar longe naquele momento.
- Vocês continuam conosco, ué. - Peter encarou ela com o cenho franzido. - Ou vocês querem se mudar? — Agora seus olhos encontraram todos que estavam ali.
- Nós estivemos pensando... Isso é uma coisa pessoal que apenas você e Sofia precisam resolver. - Ally respondeu paciente. - Nós não queremos atrapalhar.
- E não vão... - Peter disse afirmando um pouco desesperado. - Vocês não percebem que estando lá vai facilitar as coisas para ela? Sofia não só precisa de mim como de vocês também que fizeram parte da vida dela em praticamente em tudo.
Josh e Ally pararam para pensar um pouco, Julia deu de ombros brincando com Vítor que vinha sorridente por algum motivo.
- Ainda bem... Não estava com clima para arrumar minhas coisas e eu gosto da vista da minha varanda. - Julia disse fazendo todos ali dentro rir.
- Como vocês acham que ela vai reagir quando nos ver ali? - Peter perguntou de uma hora para outra mudando completamente o assunto.
Ally deu de ombros, pois sabia o quão persistente a latina era quando implicava com alguma coisa, enquanto Josh apenas olhou para os prédios do lado de fora da janela, sobrou apenas Julia que sorriu e disse:
- Isso vai ser divertido, vai ser muito divertido! — E elas m*l sabia quem realmente iria ser.
Sofia foi recebida com sorrisos, abraços e bastante carinho, ela já sabia que a relação dela com os Gates eram as melhores, até mesmo porque dessa parte ela lembrava, ela lembrava de quando Peter era a melhor coisa para ela, lembrava do quão carinhoso o moreno sempre foi para deixar Sofia tranquila e segura. O problema é que a latina queria voltar a lembrar de tudo o que viveu com ele depois daquele dia... Queria lembrar o porquê de ter voltado a confiar nele e queria saber que armas Peter usou para ter seu coração novamente.
Mas no momento, tudo o que ela lembrava era a dor, a tristeza e escuridão... Apenas isso.
Na visão de Sofia, Peter deveria pagar por toda a dor que a fez sentir. Todas as noites em que passou em claro chorando, os show inacabados e os sorrisos vazios que tivera que dar apenas para agradar os outros já que nem vontade para isso a latina tinha. Mas não era pelos erros de Gates que toda sua família pagaria, eles continuavam os mesmos... Com a diferença é claro de que os anos haviam passado e alguns cabelos brancos, marcas de expressão e o cansaço abatia alguns, mas ela iria sorrir; não por medo de levar outro tapa da sua mãe, mas iria sorrir porque mesmo depois de tudo, eles continuavam ali dispostos à recebê-la de braços aberto. Ela tinha que entender que nada havia mudado, principalmente com Peter.
- Sofia! Finalmente, minha filha. - Clara veio sorrindo abraçando forte a latina que se sentiu bastante segura dentro daquele abraço.
Querendo ou não acabou lembrando de Peter e fechou os olhos com força, não queria ter que fazer isso..
Sofia não sabia dizer ao certo quanto tempo ficou ali naquele abraço apenas aproveitando, até que sentiu uma pontada no seu coração, ela não saberia explicar, apenas uma sensação de que algo estava errado ali dentro..
- Sofi.. - Mike apareceu logo atrás também a abraçando forte, ela soube que abraços aconchegantes fazia parte do genes Gates e sorriu com isso. - Sentíamos sua falta, menina! — E Sofia sorriu mais abertamente se sentindo em casa, ao contrário do que imaginou que se sentiria.
- Obrigada por isso.. - ela respondeu um pouco envergonhada, Taylor estava em silêncio, apenas observando tudo dê longe, Sofia se perguntou como seria a convivência com sua cunhada, mas pelo andar da carruagem e o desaparecimento momentâneo de Vítor e Gates, talvez ela pudesse desconfiar dos olhares suspeitos que sua cunhada mais nova estava lhe dando.
Sofia estava em uma fase em que nada sabia... Talvez isso fosse o certo naquele momento.
- Você não tem que agradecer sua boba. Você faz parte da família, nós nos importamos com você... Só desculpe por Peter não está aqui com Vítor... Eu não sei o que há de errado com meu filho, geralmente ele não é de sumir.. Ao menos que esteja em um daqueles momentos.
- Clara! - Michael exclamou um pouco alto cortando a mulher, Sofia piscou algumas vezes para entender o que sua sogra estava querendo dizer.. - Não vamos falar sobre isso agora!
- Não. - Sofia disse em voz alta. - Eu quero saber...
Sinu olhou repreendendo sua filha, todos ali menos Sofia sabiam sobre as noites sombrias que Peter passou, mas ninguém gostava de lembrar daqueles momentos. Clara olhou para Michael e seu olhar estava frio, gélido. Era difícil para ele lembrar do filho em seus momentos mais cruéis.
- Sofia... Isso já passou, não é hora para se lembrar do passado, vamos... Você precisa se acomodar no quarto de vocês, pois precisa de descanso. - Sinu disse tendo pulso firme e todos entenderam que deveriam mandar em sigilo tudo o que aconteceu. Até mesmo por respeito à Peter já que ele foi o protagonista.
- Tudo bem então... - Sofia disse sorrindo apenas por sorrir, ela queria saber sobre aquilo... - Onde o pessoal? Ally depois de um tempo sumiu... — Clara e Michael se entreolharam antes de responder, mas parece que nenhum dos dois sabiam.
- Creio que Josh deveria está em seu consultório em uma das sessões de Peter, mas como o mesmo não se encontra na cidade é bem provável que ele esteja no shopping com Julia e Ally deve ter ido ao encontro deles.. - Taylor respondeu amigavelmente. Sofia pareceu entender algo em sua mente com a resposta da sua cunhada.
- Entendo.. Eles sempre fazem isso? - Perguntou.
- Quando você estava bem sim, na verdade vocês três sempre arrastavam Peter e Josh para ir junto. Isso fazia os shoppings fecharem e dava bastante dor de cabeça à Peter. - Taylor riu fazendo Sofia rir apenas por imaginar o moreno e seus ataques de segurança.
Sofia lembrou então das vezes em que saiu para um encontro com Peter durante a adolescência e a maneira que geralmente ambos terminavam fugindo de algum fotógrafo e a mania de passar a madrugada toda conversando fez um pouco de saudades naquele momento.
- Vem, Sofi. Nós levamos você. - Clara disse puxando Sofia pelas mãos rumo as escadas para o segundo andar.
Seus pensamentos estavam longe dali, quer dizer não é como se ela odiasse Peter, ela só estava perdida aparentemente em um mundo paralelo no qual ela não se lembrava que um dia pertenceu, as únicas memórias que martelava em sua mente conturbada era na qual Peter havia partido seu coração em trilhões de pedaços e deixado ao caco por meses, depois disso a única coisa que conseguiria lembrar é de ter escrito uma música a respeito e ter seguído em frente... Há, não podemos esquecer de mencionar que a parede n***a cobria totalmente certas memórias, mas ela lembra dos esforços que ambas tiveram que fazer para conseguir ficar juntos sem ser as escondidas. O medo de perder tudo o que ambas haviam conquistado naquela época foi muito grande e quase impossível de ser ultrapassado, seja em carreiras diferentes ou em pontos de vista diferentes. Nenhum pai está disposto a deixar que seus filhos idolatre uma garota que some as madrugadas para fazer o que bem entender dentro de um carro com um rapaz, mesmo que eles soubessem que nada de mais aconteceria ali, a mídia era c***l e não poupava palavras para distorção. O mundo é bem c***l em determinadas situações, pois é nesses momentos que queremos apenas fugir para de baixo dos nossos cobertores e não sair dali porque para nós mesmo, aquilo é o lugar mais seguro.
Mas como faz quando você está triste com alguém e esse alguém é a mesma pessoa que te consola quando o mundo desaba na sua cabeça? Como faz pra matar a vontade de querer tanto alguém e precisar ter que manter distância? Como faz pra provar para todos que aquilo é o melhor para si quando todos apontam dizendo que é errado? O problema das pessoas é se deixar levar por aquilo que os outros dizem, ninguém se importa se você está pior do que eles, mas qualquer coisa é muito melhor do que ficar por baixo não é mesmo? Você só precisa seguir e enfrentar de cabeça erguida tudo o que tiver para acontecer, quebrar todas as barreiras e pular os obstáculos sem medo de ser feliz, porque primeiramente sua felicidade só depende de você mesma e mais ninguém.
Sofia precisava lembrar desses conceitos, precisava se lembrar de que viveu tudo isso na pele da pior forma, mas sempre Peter estivera ali para segurar a outra ponta, sempre esteve ali para cuidar dela sempre que precisou, sempre esteve ali sendo aquele que sorria quando o mundo desabava para ambos... Sofia só precisava lembrar de que Peter sempre esteve ali amando ela da melhor forma possível. Sofia tinha certeza que ninguém jamais iria amar a mesma da forma que Peter à amou... Ela só tinha que lembrar.
Pena que Sofia lembraria tarde demais...
- Essa é a suíte de vocês dois, o quarto do Vítor fica ao lado, mas é quase difícil dele dormir lá, mas as coisas dele que ficam ali. Você pode tomar um banho, descansar e suas roupas ainda continuam no closet. - Clara disse com um sorriso no rosto abrindo a porta. Sofia olhou para dentro do quarto e concordou com a cabeça.
- Obrigada, eu realmente preciso de um banho.
- Sei que sim, querida. - Deu um beijo no rosto de Sofia e saiu deixando a mesma sozinha.
Sofia respirou fundo logo sentindo o aroma de Peter por todo o lugar, nem que passasse mil vidas ela nunca iria esquecer aquele perfume, olhou em volta e viu a grande cama de casal em tamanho exagerado e se perguntou o porque de ser tão grande apenas para duas pessoas, viu um berço azul com algumas estrelas e foguetes pendurados sobre um arco colocado propositalmente com um vel fino quase transparente um pouco afastado, havia também uma TV colocada na parede de frente para a cama e sobre a mesma um grande espelho. Sofia não queria imaginar o porque dele está ali, apenas continuou olhando em volta, uma estantes na cabeceiras, escrivaninhas ao cantos da cama e a janela com vista para a cidade que ficava logo ali em baixo, as pessoas pareciam formiguinhas e Sofia gostou disso. Reparou também que tudo estava perfeitamente limpo e se lembrou que seu filho tinha asma e que precisava daqueles cuidados.
Tirou suas roupas ali mesmo e procurou a porta onde o banheiro ficava, depois que o encontrou viu o quão bonito tudo ali dentro era e viu também que aquilo poderia ter sido coisa da antiga Sofia, os gostos pareciam os mesmo e suspirou alegre por ter algo de si ali dentro.
Depois de um banho demorado e sentindo todos os músculos do corpo relaxado saiu com cuidado do banheiro, seu corpo ainda não podia fazer muito esforços então precisava de cuidado redobrado. Pegou uma das toalhas que estavam sobre a bancada e se enrolou novamente indo em direção à outra porta que teve certeza de que se tratava do closet, não tinha como errar já que era aberta e mostrava todos os seus pares de sapatos, algumas roupas sociais que deduziu ser de Peter, roupas casuais e algumas jaquetas de couro iguais as que ele usava na adolescência. Sofia sorriu ao lembrar da maneira que o moreno ficava incrível dentro daquilo.
Ela procurando roupa íntima achou em uma gaveta pequena e quando abriu quase teve uma parada cardíaca quando o tamanho daquelas peças e se perguntou em quais momento usou aquilo. Certo, ela ficou com receio de saber da resposta. Mas ela era uma mulher adulta, casada e com um filho... É óbvio que era e Peter tinham uma vida s****l ativa, se levar em conta o tamanho do apetite s****l que ela tinha depois que provou do pecado com ele, é bem provavelmente que a todos os instantes eles estavam se pegando em algum canto por aí.
Então, em meio a dor de cabeça forte fazendo ela ficar um pouco com a mente confusa e ter alguns flashes de memórias onde Peter sorria e lhe entregava flores, aquilo a atingiu de uma maneira estranha. Sofia não lembrava de muita coisa e não sabia o porque daquilo.
Pegou uma calcinha de renda preta e uma das camisas sociais também preta que estava ali e saiu mais do que apressada em direção à cama, antes deixando a toalha no lugar devidamente posicionada e se vestiu, viu alguns cremes para a pele e amarrou o cabelo em um coque m*l feito, se olhou no grande espelho e gostou do que viu, talvez não fosse tão r**m quanto ela achou que seria.
Depois de pronta deitou no meio da cama e ligou o ar, esfriando todo ambiente se acomodando no meio das cobertas, até que depois de um tempo acabou dormindo profundamente.
Algumas horas depois a porta da frente foi aberta sem fazer barulho algum, Peter vinha com um Vítor quase adormecido em seus braços enquanto Josh e Julia ajudavam com as pequenas malas que ambos haviam usado enquanto Ally foi para a cozinha preparar algo descente para que todos elas pudessem comer alguma coisa. O que nenhum deles esperavam era que aquela hora seus pais, sogros e irmã, estariam na sala olhando para ele com o cenho franzido e um pouco assustados por vê-lo ali.
- Achei que você estivesse viajando... - Clara disse se levantando do sofá e indo até ele. Peter engoliu em seco, odiava mentiras, mas sabia que aquela era necessária ao menos por hora.
- Resolvemos voltar cedo, Vítor sente saudades da mãe dele. - Ele disse sorrindo.
Sinu olhava o genro atentamente em silêncio, Peter parecia incomodado com algo e deixou claro isso quando seus olhos vagaram por todo o cômodo em busca de algo... Ou alguém.
- Vamos acreditar que isso é verdade. - Sinu disse depois de um tempo indo até seu n**o resmungão e o trazendo para sí. Peter se sentiu um incômodo e respirou fundo. - Ela está no quarto descansando, acho que está na hora de você ir até lá, acordá-la e fazer algo para que ela possa comer... Mas antes tome um banho..
- Vamos esperar aqui enquanto alimentamos esse garotinho. - Clara concluiu sabendo claramente que seu neto só ficava daquela forma quando estava com fome.
Peter apenas concordou com a cabeça em silêncio e sorriu ao ouvir o que sua mãe e Sinu falaram de seu filho.
- Deus, essa criança é mesmo de Sofia.. Não pode ser tão bravo desse tamaninho só porque tá com fome. - Sinu brincou.
- Vamos antes que ele resolva engolir essa pequena mãozinha.
E Peter não ouviu mais nada já que entrou no corredor que ficava no segundo andar. Caminhou até a última porta e abriu com cuidado encontrando Sofia toda bagunçada na cama e com uma de suas camisas, ele ficou petrificado por alguns segundos ao ver aquilo.. Sofia sempre teve aquela mania quando a latina ainda era sua... Esse foi mais um daqueles momentos onde ele desejou que tudo voltasse ao normal, pois sentia saudades da mesma.
Ele sentia muitas saudades...
Com um cuidado redobrado foi em direção ao banheiro e se despiu para tomar um banho relaxante, ligou o chuveiro sobre sua cabeça e deixou que a água fizesse todo o seu trabalho e levando tudo de r**m que o moreno sentia pelo ralo.
Peter era apenas um humano que se sentia perdido e se sentir perdido era uma das piores emoções que os humanos poderiam sentir. Se apoiou na parede e deixou que as lágrimas caíssem com cuidado se misturando com a água, ficou por um tempo indeterminado e alheio à qualquer coisa que estivesse acontecendo em sua volta.
Seus pensamentos falavam mais alto do que qualquer coisa, ele queria muito poder voltar ao tempo e refazer sua vida ao lado de Sofia, será que era pedir muito por tudo voltar ao normal? Porque ele queria ter sua latina em seus braços ao menos uma vez mais...
E como em um passe de mágica, seus desejos se concluíram em uma rapidez assustadora até mesmo para mim, queridos leitores.
A porta do box foi aberta com cuidado e enquanto Peter continuava ali, de costa e completamente nu, havia uma certa latina que arfava baixinho pela bela visão que tinha do corpo do moreno. Haviam curvas novas, pernas tonificadas, bumbum empinado e maior do que ela lembrava ser como na adolescência e de repente, aquele calor descomunal que subiu pelo seu corpo trazendo uma sensação estranhamente familiar. Sofia não pensava nas coisas que estava fazendo, a mesma havia acordado no momento em que o perfume suave de Peter invadiu o quarto e da mesma maneira que uma droga faz com seus usuários o impacto atingiu completamente Sofia que se levantou depois de muito pensar que aquilo seria errado, acabou que a conclusão que sua mente gerou foi completamente diferente do que seu coração quis... Sofia estava à mercê de suas vontades e desejos e pela primeira vez desde que acordou quis agir daquela forma.. Quis agir com o coração e não com a mente... Sim, ela era uma tola, pois sabia que iria se arrepender depois, mas vamos deixar o futuro para o futuro e pensaremos apenas no presente que é realmente onde toda a magia acontece.
Com passos calmos fechou os olhos por alguns segundos e m*l pode perceber que suas mãos assim como seu corpo todo tremia, mas não era pelo frio ou pelo medo. Tremiam porque era dessa forma que Sofia se sentia sempre que tinha Peter ao seu lado, nenhuma deles saberiam dizer o porque de ser daquela forma, ambos gostavam daqui e isso era mais do que suficiente.
Com cuidado, Sofia chegou um pouco mais próxima fazendo o moreno abrir os olhos assustados e encarar a parede por saber que havia mais alguém ali, Peter não precisava se virar para saber quem era, ficou óbvio quando seu corpo também começou a responder da maneria que sempre acontecia quando se tratava de Sofia. O mesmo pegou os logos cabelos de Sofia e os colocou com cuidado sobre o ombro direito tento total acesso ao esquerdo. Sofia sentiu um arrepio percorrer seu corpo quando Peter depositou pequenos beijos em seu cangote e foi descendo até seus ombros, a latina fechou os olhos com força, pedindo para que Deus fosse mais uma vez piedoso com ela e que aquilo fosse real. Que não fosse a maldita mente traiçoeira que ela tinha e estivesse apenas pregando mais uma peça, porque se fosse... Ela não aguentaria mais isso tudo.
- Não chore.. - Sofia, de repente disse por impulso, Peter abriu os olhos novamente sentindo a respiração da latina mais próxima de si e se virou com cuidado para encarar a mesma.
O corpo de Sofia estava sem nenhuma roupa e começará a molhar por causa da água do chuveiro que ainda continuava ali, Peter levou a mão até o registro e fechou o mesmo para que nada impedisse o que sua mente planejava.
Suas bocas estavam a poucos centímetros de distância e os olhos de ambos vagaram pelos seus corpos como um reconhecimento, as mãos de Sofia começará a ter impulsos por toques enquanto Peter fechava as suas firmes de segurando para não avançar na pequena mulher à sua frente e ama-la da maneira que pretendia fazer à meses. Sofia deu um pequeno passo quase que imperceptível e colou os s***s no tórax grande e largo de Peter e seus coração bateram na mesma frequência, eles estavam unidos como nunca esteve antes e foi assustador para ambos o quão rápido eles estavam fazendo.
- Senti sua falta. - Sussurrou Peter com cuidado, ainda olhando fixamente para a boca de Sofia.
- Me beije. - ela pediu e sem esperar muito tempo ele o fez.
E céus, foi a melhor coisa que ele de poderia ouvir.. Seu peito encheu-se de amor e desejo que seus lábios pareciam não ser capaz de suportar toda a pressão que ele colocava ali. Mesmo que fosse com bastante sede ao pote, pensou em uma maneira para que aquilo não fosse estranho para os dois. Pegou os lábios de Sofia e os chupou fazendo sua esposa gemer baixinho e nem se dar conta disso, ela só queria aproveitar a doçura que aquilo lhe causará, seus lábios trabalhavam firmes em sequências de chupões, mordidas e pequenas secções que faziam bastante diferença para as duas.
Eles travavam uma batalha e não perceberam que ambas perdia, para Peter: ter Sofia ali era a realização de um sonho. E para Sofia: tudo não passava de uma grande confusão. Ela se sentia perdida, eram tantos sentimentos dentro dela que foi impossível de parar com aquele beijo, pensamentos desordenados e mãos que passavam pelos corpos não continuando nenhum pouco com o momento.
Peter a trouxe para seu corpo com impulso e Sofia sem perceber suas pernas foram parar na cintura do moreno e seus braços em seu pescoço. Sofia gemeu baixo por causa do contato e mesmo assim em nenhum momento as bocas foram separadas, respirar não era preciso.. Não naquele momento em que o desejo falava mais alto do que qualquer necessidade.
Peter abriu os olhos para ter certeza que aquilo era real e ver Sofia tão perto como estava foi tão emocionando que ele se sentiu como se estivesse tendo sua primeira vez novamente... E aparentemente eles estavam.
Sofia só voltou a se dar conta de onde estava quando sentiu a textura dos cobertores macios da cama em suas costas e Peter quebrar pela primeira vez o contato dos beijos e fita-la tão intensamente.
O encontro perfeito do verde no castanho, a personificação perfeita do amor e ódio juntos. Ambos sabiam que não precisavam de palavras, mas mesmo assim Peter insistiu porque aquilo era o certo a ser feito no momento.
- Me deixa te amar uma vez mais? - sua voz era baixa e Sofia fechou os olhos ignorando tudo aquilo que causou em seu corpo. - Eu prometo que se eu não conseguir eu vou embora e te deixo livre. - aquelas palavras destruíram de uma maneira tão intensa o coração do moreno de olhos verdes que por pouco as lágrimas não voltaram a cair. - Me deixa te provar que você é perfeita pra mim e eu juro que se não conseguir eu faço o que você pediu e te deixo livre.
Sofia engoliu em seco. A decisão de tudo estavam em suas mãos e ela não podia negar o desejo que seu corpo sentia, mas também não poderia dizer que estava tudo bem porque todos em volta sabiam que aquilo não era verdade..
Uma vez minha mãe me disse: Não desperte o amor de alguém se suas intenções não são amá-la...
Sofia deveria saber sobre isso...
Então sem pensar duas vezes beijou Peter da melhor maneira que conseguia confirmando a triste promessa daquela noite.
E ao menos Peter amou Sofia de todas as formas, eles teriam isso para se lembrar em um futuro próximo quando a latina não à pertencesse mais.