VT Eram 04:25 da manhã já. O baile ainda tava lotado; as bebidas tinham acabado e tiveram que repor. Eu perdi a Júlia de vista. Porra, se eu voltar pra casa sem ela, minha mãe me mata, papo reto. Ela não tava em lugar nenhum desse baile — já procurei em todo canto. Saio do baile e vou pro lado de fora, onde tinha alguns caras fumando e as meninas dançando e gravando. Boiolagem. Procuro entre os carros e vejo ela sentada no chão com uma garrafa na mão; tava chorando de cabeça baixa. VT — Colfói, pô, te procurei no baile inteiro. — falo e me sento na calçada do lado dela. — O que tá pegando? Júlia — Por que minha vida tem que ser assim, VT? Justo comigo... Eu me sinto sozinha, sinto um vazio desde que minha mãe morreu. Eu não tenho ninguém nesse mundo; sempre foi eu por mim mesma. Mas

