capitulo 142

1547 Palavras

📓 Narrado por Lobo A noite tava viva. Daquelas que o vento corta e a lua parece debochar da gente lá de cima. O morro dormia com um olho só o outro sempre aberto, desconfiado. Saí da boca devagar, cigarro pendendo no canto da boca, a mente fervendo. Dina, o delegado, a Camila, a p***a toda girando dentro da cabeça. Mas o caminho dos meus pés já sabia pra onde ir. Cada passo batia firme no chão, o eco subindo pelas vielas, o morro reconhecendo o dono. E quando parei na frente da casa da Dina, o coração fez um barulho estranho, desses que misturam raiva e desejo. Bati na porta, firme. Duas vezes. Nada. Bati de novo. E aí a tranca girou. Quem apareceu… porra. Lara. De short, blusa velha da Dina e cabelo solto, bagunçado, cheirando a sabonete barato e confusão. Aquele tipo de

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