Às vezes vale a pena suportar tanta dor, porque quando o alívio vem, é duradouro. Helena. É noite e eu estou no aeroporto, cercado por pessoas que vêm e vão, mas minha mente só pode pensar em uma coisa: Bruno está prestes a voltar. Olho para o relógio pela enésima vez, porque estou nervosa e animada ao mesmo tempo. Seu voo já pousou, mas ainda não saiu, e a cada segundo eu me sinto eterno. Eu corro uma mão sobre minha barriga, tentando me acalmar. Eu sinto nossa filha se mover como se ela também estivesse animada para ver seu pai de volta. A nossa filha. Não posso deixar de sorrir, porque esta menina parece reconhecer a voz de Bruno. Toda vez que ele ouve, ele se acalma, e nesses momentos eu sinto que nada de r**m pode nos alcançar. Finalmente, vejo a multidão se movendo na saída, e Br

