CAPÍTULO 12

1753 Palavras
"A crescente dependência emocional que sinto do Leonardo é um veneno que não consigo eliminar." Helena Veigas Depois da mensagem que recebi de Carlos, m*l consegui dormir. Assim que o sol nasce, eu saio de casa para a minha antiga casa. Eu ando pelas ruas solitárias de Califórnia com meu coração batendo forte e culpa mais viva do que nunca. Meu pai e meu irmão mais velho trabalham duro, e cuidar da mãe não é uma tarefa fácil. Por essa razão, eu decidi ir para casa para ajudar todas as manhãs antes de ir trabalhar. Será cansativo, mas não tanto quanto o que eles fazem. Depois do estrago que causei, é o mínimo que posso fazer. Eu paro em frente à porta da casa onde eu costumava ser feliz. Respiração profunda antes de entrar. Minutos depois, ouço os passos pesados do meu irmão, um passo que reconheço por todo o tempo que vivemos juntos. — O que está a fazendo aqui? — Pergunta quando me vê. — Vim ajudar! — Ajudar? Uau, quão generosa você é, irmãzinha —Deixe ir uma risada sardônica — Não fazemos parte de uma instituição de caridade, somos a sua família. Estar aqui é uma obrigação, Helena? Promete ficar! Eles precisam! — Você bem sabe que eu não posso ficar. Eu a magoou, ela também Carlos, não consigo —Repito. — Abandonei o amor da minha vida para ficar em casa! Eu desisti de muitas coisas para ficar aqui! Você não importa! Suas palavras colidem comigo como se fosse um trem. O impacto é tanto que eu dou alguns passos para trás. O que aconteceu? O que aconteceu com àquela fraternidade que nos caracterizava? Não há mais nada do que costumávamos ser, e eu sou responsável por isso. — Helena... — Diz, arrependida, enchendo os olhos. — Não, não diga nada —Eu engulo o caroço na garganta e luto contra o grito que quer sair — Eu posso vir para ajudar na parte da manhã, preparar o café da manhã, limpar um pouco e deixar o almoço pronto. — Obrigado! Ele se afasta, permitindo entrar. O lugar é uma bagunça; há pratos em todos os lugares, e parece que a casa não foi varrida há algum tempo. Eu penduro minhas coisas no rack, procuro os utensílios de limpeza e começo a trabalhar. Eu começo lá em cima e desço. Pego roupas, óculos, pratos e assim por diante. Quando eu terminar, eu estou suado e meus braços estão tremendo. No entanto, acima não se compara com o desastre que é a cozinha. Tudo é pegajoso, sujo, nojento e o que se segue. Eu verifico o relógio: Eu tenho uma hora de sobra. Com luvas, lavo e esfrego tudo o que cruza o meu caminho. Quarenta minutos depois, tudo está tão brilhante que quase consigo ver o meu reflexo. — Filha... — Ouço a voz do pai atrás de mim — Você voltou Contenho o suspiro que procura escapar quando o vejo. Ele perdeu peso e parece cansado, abatido. Mais velho. — Vim ajudar com as coisas da casa —Evito usar a palavra «help», já que Carlos deixou claro o que pensa desse termo. — Você é tão boa, minha garota. Obrigado! — Havia muito para fazer, não tenho tempo para preparar comida para eles. — Não se preocupe, já fez muito. Lamento que tenhas encontrado a casa assim. O teu irmão vai voltar mais tarde do que o habitual, e não quero perder de vista a tua mãe. — Eu venho todos os dias, não se preocupe com isso. Eu verifico o tempo novamente; se eu não sair agora, eu vou me atrasar. — Já abraço, vou trabalhar. — Até amanhã, pai —Dou um aperto no ombro, agarro nas minhas coisas e saio daquela casa. Eu vou até a empresa, mas vejo um beco antes de chegar lá e entro nele. Na liberdade e privacidade que este site me proporciona, eu me curvo até que minhas mãos descansem sobre meus joelhos e eu solto tudo o que tenho mantido: raiva, frustração e culpa. Entre lágrimas e gemidos, liberto o fardo que tenho mantido desde que meu irmão mais velho abriu a porta. Eu me permito entrar em colapso por alguns minutos antes de limpar meu rosto e continuar com meu destino. — Bom dia! — Cumprimenta Michele quando eu paro na frente dela, pois ela veio primeiro. — Bom dia! Abrimos as instalações e começamos nosso trabalho. Eu coloco um sorriso no meu rosto enquanto sinto meu interior gritar por ajuda, gritar por uma liberação de todos os sentimentos negativos que eu experimento. Não quero sentir assim, não quero que doa assim. Vou entregar um copo de café a um dos trabalhadores quando vi Leonardo. Espere que estejamos sozinhos —Michele está na cozinha.— para me apoiar no balcão e coloca um buquê de flores. — Helena, ver a sua cara preciosa tornou algo que faz as minhas manhãs felizes. — Sorria mais quando eu tomar o arranjo — Por favor, faz a honra de ficar comigo esta noite. Podemos ir comer hambúrgueres enquanto me ouve falar sobre o quão parvo eu era para desperdiçar o nosso primeiro encontro, o que diz? Desesperado para me distrair e não sentir que estou me afogando, não duvido antes de dizer: — Sim. — Ótimo! Você não vai se arrepender —Ele se curva e deixa um beijo na minha bochecha — Até a hora de partida. Não sorrio enquanto o vejo partir. Eu só fico lá, querendo ir para a cama e nunca mais me levantar. — Está bem? — A minha assistente pergunta. — Não! — Quer conversar sobre? — Não! Do canto do olho eu vejo seu aceno de cabeça e volto para a cozinha. Eu limpo uma lágrima solitária que me escapa, respiro fundo e a sigo. Em silêncio, nós dois trabalhamos até o final do dia. Despeço dela e vou a pé até Leandro, que está à minha espera a meio caminho. Mesmo que o restaurante esteja a poucos minutos de distância, entramos em seu carro porque ele não quer ter que voltar para encontrar na empresa. Tudo acontece em um borrão diante dos meus olhos: nos sentamos, pedimos a comida, ouvimos tagarelar e tagarelar. — Helena? — Sim? — Regressando à realidade. — Perguntei se quer ir para outro lugar comigo. — Ok! — Eu só digo que sim mesmo distante quero que essa dor passe. De volta ao carro, ele nos leva para um centro da cidade que está cheio de boates. Para minha surpresa, há algumas pessoas nas ruas, mesmo que seja apenas segunda-feira. — Reparei que esta um pouco estressada, vou pegar uma bebida para nós dois. — Ok! — Repito. De mãos dadas, leva ao interior de um dos estabelecimentos. Logo me vejo com um copo na mão e me movendo ao ritmo da música. Estou perdido na sensação, minha mente está calma e não sinto o peso no meu peito. — Ei! Beba isto —Leonardo põe um copo na minha boca e eu engulo o conteúdo sem saber o que ele estava me forçando a beber. — Isto é muito divertido! — Grito. — Sim, acredite em mim, será mais divertido. Eu deixo guiar meus movimentos, meu corpo se sente pesado e leve ao mesmo tempo. Eu rio, grito, salto e danço como nunca. Leonardo continua me dando uma bebida e é tão bom não ter preocupações que eu aceite de bom grado. — Vamos continuar a festa outro lugar, querida Helena —diz-me. — Sim! Ele diz que vamos continuar comemorando, mas eu noto que deixamos esse lugar. Você vai me levar para outra discoteca? Sinto que entro no carro e fecho meu cinto, luto para manter meus olhos abertos, mas cansaço e atordoamento vencem a batalha. — Vamos, diz Helena —, encorajando a andar. Quero perguntar onde estamos, no entanto, minha língua é muito pesada e não posso articular nada. Há muita luz, tanto que eu quero levantar meu braço para cobrir meus olhos, mas isso me pesa demais. — Levante os braços, deixa confortável. Você é quente, certo? Sinto, ainda, incapaz de falar. Um frio corre mediante mim como eu sinto o vento gelado na minha pele desprovida de roupas, então eu estou depositada em algo macio que afunda sob o meu peso, uma cama? Mãos firmes correm pelo meu corpo, eu balanço minha cabeça, eu não quero ser tocado, eu só quero que ele me cubra. — Está frio. — Você é tão bonita, sua pele é tão macia —manifesta uma voz distorcida. — Quem está falando? Leandro? Onde estou? Quero ir para casa. — Teremos um bom tempo, ótimo —continue a falar. De repente, sinto uma dor aguda, quero afastar minhas pernas de mim. Eu não gosto de como me sinto, dói, dói muito. Preciso me mexer, não quero, mas os meus membros não respondem às minhas ordens. A dor não para, o movimento aumenta até que, depois de uma eternidade, para. — A minha linda Helena —rosna no meu ouvido — Você deu o seu tesouro, eu nunca vou esquecer. Finalmente, algo quente cobre meu corpo, mantendo o frio longe de mim. Um braço pesado se empoleira na minha cintura e me aproxima de um peito musculoso. Já não tenho frio, estou quente, mas ainda dói. Por que dói tanto? A realidade começa a desaparecer diante de mim, como um sonho que escapa. A escuridão me envolve enquanto a dor persiste, profunda, comovente. Eu tento me mover, falar, mas meu corpo não responde, preso em uma prisão de confusão e medo. Eu sinto o peso do que acabou de acontecer, embora minha mente se recuse a aceitá-lo completamente. As imagens borradas da noite passam fugazmente, misturando-se com o sentimento de traição e vulnerabilidade. O silêncio da sala é perturbador. Leandro respira pesadamente ao meu lado, alheio ao turbilhão que sacode meu interior. Eu me agarro à borda da consciência, tentando processar o que acabou de acontecer, mas a exaustão me arrasta, arrastando com ela as últimas energias remanescentes. Fico quieta, incapaz de chorar ou gritar, porque agora, tudo o que sinto é um vazio abismal que cresce cada vez mais. ****** Conclusão esse Ceo filho da p**a so pode ter drogado Helena, para conseguir apenas o que queria leva-la para cama o que acham que deve acontecer com ele pelo que fez com uma menina fragil e depressiva? Obs: Isso realmente acontece na vida real infelismente.
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