“Quanta dor pode suportar um coração antes de parar de funcionar?” Helena. O pai faleceu esta tarde. O pai se foi, se foi! Palavras ressoam repetidamente em minha mente, como uma música r**m que eu não consigo parar de ouvir. Só que não há nada de divertido nisso. As lembranças da minha infância, todos os momentos que compartilhamos, me inundam sem piedade: o riso, o olhar doce, a repreensão paterna, o amor… Tudo acontece como um furacão, esmagando e me ameaçando destruir novamente, mas do que estou. No entanto, há uma pessoa me segurando, uma âncora que me mantém aterrada. Através das lágrimas que enchem meus olhos, eu distingo o corpo de Bruno, de pé no mesmo lugar. Seus braços estão tensos, pressionados contra seu corpo, como se tentasse conter o desejo de me envolver neles. Em seus

