28: Sombras de Desconfiança

2232 Palavras

O caminho até ao armazém onde o Marco estava escondido com a Alice pareceu uma eternidade. A Serafiny conduzia o carro que tínhamos roubado num silêncio que chegava a doer nos ouvidos. Eu olhava pela janela, vendo as luzes de Viena ficarem para trás, e tudo o que eu conseguia pensar era no rosto da minha filha. Eu sentia o peso das minhas mãos, ainda sujas com o ** do bunker e com o sangue seco daqueles mercenários. Cada vez que eu fechava os olhos, via a Aurora a sorrir enquanto disparava. Aquele reflexo meu, mas sem alma, estava a assombrar-me. Eu tentei limpar as mãos num pano velho que encontrei no porta-luvas, esfregando com tanta força que a pele ficou vermelha. Eu não queria que a Alice me visse assim. Eu não queria que ela sentisse o cheiro da morte que parecia estar agarrado ao me

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