Luiza A noite já estava carregada com toda a confusão envolvendo Don e Kalil. Tudo o que eu queria era terminar o turno e ir para casa descansar. No entanto, o universo parecia ter outros planos. Eu estava limpando o balcão, quando o telefone vibrou em cima da madeira. Peguei o aparelho, achando que era mais uma mensagem irritante de Don ou Kalil, mas o nome no visor era de uma das freiras do convento onde fui criada. O coração disparou. Eu não tinha contato frequente com elas, então uma ligação inesperada a essa hora nunca era um bom sinal. — Alô? — Luiza… querida… — A voz do outro lado estava tremendo, e aquilo já me deu uma sensação terrível. — O convento… o convento pegou fogo. Fiquei paralisada por um momento, tentando processar as palavras. Convento? Fogo? — O quê? Como assim?

