O elevador executivo do Grupo Valença parou no último andar. O silêncio do corredor era pesado. Funcionários andavam rápido, tentando parecer ocupados. Porque todos sabiam uma coisa: Quando Aurora Valença estava no prédio… o clima mudava. As portas do elevador se abriram. E quem saiu não parecia alguém que precisava pedir autorização para entrar em lugar nenhum. Helena Duarte caminhou pelo corredor com passos firmes. Salto alto ecoando. Vestido preto impecável. Postura de quem já dominou muitas salas como aquela. Duas recepcionistas se entreolharam. Uma delas tentou agir. — Senhora… a senhora tem horário marcado? Helena nem diminuiu o passo. — Tenho. A recepcionista hesitou. — Com quem? Helena respondeu calmamente: — Com Aurora Valença. A recepcionista pegou o tablet.

