O mercado abriu às nove da manhã. E em menos de dez minutos… o caos começou. Os monitores da sala de Aurora mostravam gráficos despencando em velocidade assustadora. Linhas vermelhas. Alertas. Movimentações gigantescas de capital. Era um ataque financeiro. Não havia outra palavra para descrever. Executivos corriam pelos corredores do prédio da Valença Global com expressões tensas. Telefones tocavam sem parar. Analistas gritavam números. — Estão vendendo! — Fundo estrangeiro entrando! — Temos outra ordem de venda! Mas no último andar… Aurora Valença permanecia sentada. Imóvel. Observando. Como se estivesse assistindo a uma peça de teatro que já conhecia o final. Cássio entrou na sala quase sem bater. A gravata torta. Respiração pesada. — Aurora! Ela levantou os olhos

